segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

[AC] Tempo do advento, para um feliz Natal


Neste tempo do Advento, celebramos a Encarnação e o Nascimento do Verbo Divino, Jesus de Nazaré, o Cristo.

A história de Deus com os homens nos ensina que, no princípio, o ser humano pecou contra Deus, por desobediência e soberba, e que isso significaria uma dramática ruptura da relação entre Deus e os homens caso o próprio Deus não amasse tanto sua criatura feita à Sua imagem e semelhança.

Por seu amor, Deus quis salvar a humanidade e viver em comunhão com os seres humanos. Para isso, Deus escolheu um povo, fez com ele uma Aliança e, durante muitos anos, preparou-o para que recebesse uma Aliança mais perfeita e definitiva.

Aconteceu que, "na plenitude dos tempos", o Verbo divino (pelo qual tudo foi feito e sem o qual nada foi feito) que é o Filho encarnou-se no seio de uma virgem chamada Maria. Deus se fez carne.

A história do pensamento humano nos ensina que, para muitos povos (como os gregos), a encarnação de Deus era um absurdo. "Como poderia o que é perfeito e incorruptível assumir a condição do que é imperfeito e corruptível?", pensavam. Porém, como diz São Paulo, a sabedoria de Deus é loucura para os sábios pagãos. 

De fato, quando professamos a encarnação de Deus, professamos que Deus, por seu amor infinito, quis de tal modo resgatar a humanidade, que a abraçou por completo, assumindo sua condição. Assim, professamos que Jesus, Filho Unigênito de Deus, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Em Jesus, cada parte do que constitui a humanidade foi amalgamada com e aperfeiçoada pela divindade. Por isso, não nos foi dado outro nome pelo qual devemos ser salvos senão o nome de Jesus.

A história de Deus com os homens ainda nos ensina que, desde o Rei Davi, foi-nos prometido um Rei, da mesma linhagem de Davi e que, na esperança  dos judeus, viria para libertar o povo de Israel do jugo de outros povos. Contudo, Deus, por seu amor, sonhou algo maior e nos deu não apenas um rei e não apenas um profeta, mas deu-nos o Seu Filho Unigênito, para ser Rei (não só dos judeus) mas do universo inteiro.

Este magnífico rei que merece toda a glória optou por vir a nós pela pobreza. Nasceu em uma manjedoura, levou sempre uma vida modesta. No templo, quando foi levado para ser apresentado, ofereceram dois pombinhos - tudo o que a pobreza e simplicidade de sua família podia pagar. Quando moço, seguiu os passos de seu pai, José, trabalhando como carpinteiro.

Mesmo sendo o Senhor dos senhores, Jesus foi obediente a sua mãe, Maria, e a seu pai, José, sendo-lhes submisso e honrando-os até o fim. 

Este sapientíssimo mestre que, sobre tudo, deveria nos ensinar, fez-se aprendiz de sua família, na fé e nos costumes. De José aprendeu o ofício e de Maria aprendeu coisas que, futuramente, usaria em suas parábolas.

Ao contrário dos reis deste mundo que, tentados pela vaidade, podem ser gananciosos e corruptos ou que podem oprimir seu povo, este bondoso Rei faz-se pequeno, sendo o primeiro a dar exemplo de serviço aos mais necessitados. 

Este Rei veio para libertar os homens da escravidão do pecado, salvá-los da morte eterna e conduzí-los ao Reino da comunhão entre Deus e os homens. Ele veio para anunciar a vinda desse Reino, no qual, segundo suas próprias palavras, não haverá mais dor, nem tristezas, nem morte. Após este mundo, é certo que, aceitando este Majestoso Presente de Deus como nosso Rei, também nós participaremos deste Reino e nada mais poderá nos afastar do amor de Deus.  

Neste Natal, nós do Juventude Coragem, convidamos você a se alegrar conosco e com todos os anjos de Deus e, assim, dizer a uma só voz:



Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens!

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