sábado, 8 de janeiro de 2011

[AC] Seis áreas de crescimento pessoal

Apresentamos, nesta postagem, a tradução do texto "Six areas of personal growth", presente no site estadunidense do Apostolado Coragem. Neste artigo, são apresentadas seis áreas que, nas nossas vidas, devem ser trabalhadas para que avancemos sem cessar na luta pela castidade cristã.



"Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim" (Jo 14,1)


Sentimentos que eu nunca escolhi ter

Muitos concluem sobre suas atrações pelo mesmo sexo o seguinte: "Eu não escolhi isto. Está aqui simplesmente. Acho, então, que isso me deve ser natural. Acho que eu deveria agir de acordo com esses sentimentos". E assim fazem, e muitos conselheiros - como Oprah, Ellen, Ann Landers e grande parte dos criadores de tendência como MTV, VH1, HBO, e outros programas midiáticos - oferecem este mesmo conselho.

Sentimentos que nunca aceitarei

Algumas pessoas, porém, obstinadamente resistem àquele conselho e pensam o seguinte: "Eu não escolhi isto, não quero isto e não tenho que agir de acordo com isto". Muitos psicólogos, guias e conselheiros e, até mesmo, clérigos são preparados para guiar a pessoa no sentido de mudar esses pensamentos, conduzindo-a a aceitar a mentalidade e filosofia que mais se alinha com os criadores de tendências.

Este artigo, por outro lado, confirma aqueles pensamentos (que recusam agir segundo as atrações pelo mesmo sexo) e é escrito a fim de promover encorajamento por todo o que deseja tentar alcançar um estado de maturidade emocional e espiritual em Cristo.

Você, qual é a sua meta?  

Você pode estar à procura de viver uma vida casta, abstendo-se da atividade homossexual assim como pede a Igreja.

Você pode também ter o desejo de superar as atrações pelo mesmo sexo. Isto é algo sobre o que você deve estar convicto: que, antes de possuir algo, você precisa desejá-lo. Trata-se de uma jornada desafiadora. Tenha em mente que ninguém deve pressionar você. Entende-se que deve ser inteiramente da sua vontade superar esses sentimentos, já que você não é moralmente obrigado pela Igreja a isso. Contudo, esta é uma busca que vale a pena.

Todas as seis áreas de crescimento aqui apresentadas, que são de ajuda para a pessoa em busca de uma ou de ambas as metas acima, trazem todos a uma luta profunda de aprendizagem (e a profundas recompensas), mais do que boa parte das pessoas está acostumada a levar em nossa sociedade de soluções rápidas e fáceis.


Diversos resultados

Algumas pessoas são capazes de superar seu comportamento homossexual, meta que elas buscam em razão dos seus valores cristãos. Elas ingressam em castas vidas de serviço aos outros e são contentes. Além dessas, também outros o são seguindo o caminho da castidade e, por vários meios e esforços, chegam a experimentar desenvolvimento heterossexual. Há outros que decidem não desistir da atividade homossexual e voltam atrás. Como todas as verdadeiras aventuras, esta jornada não tem nenhum resultado garantido.

Progresso, não perfeição

Qualquer progresso no crescimento é de grande valor. Isto foi o que reportaram 99% dos 860 participantes de um estudo clínico realizado em 1997 pela NARTH (National Association for Reserch and Therapy of Homosexuality), alguns dos quais encontraram a vitória em cultivar uma vida casta e outros chegaram a experimentar o desenvolvimento heterossexual também. Contudo, todos eles sentiram que sua experiência foi eficaz e de grande valor. 

O melhor conselho ao se pôr a caminho da jornada do crescimento pessoal é dar tudo de si e deixar o resto com Deus.

Vozes da experiência

Dito isso, vamos estudar o mapa para ver se você quer viajar por essa estrada. Cada uma das seis áreas-chave de crescimento é ilustrada com citações diretas de membros do Coragem. Aqui, por exemplo, uma citação de Tom partilhando a sua esperança:

"Se você não tivesse sido ferido com a dor de viver com a condição homossexual, você não poderia começar a apreciar o desejo de encontrar o caminho para dela escapar nem poderia apreciar a ânsia por liberdade" 


AS SEIS ÁREAS

1. O companheirismo


Companheirismo é necessário como meio de quebrar o hábito de estar só e de aprender a se abrir, ser honesto e fazer amizades com pessoas que compartilham nossos valores.

Alguns que não têm um capítulo do Coragem em suas regiões, comunicam-se com outros membros do Coragem pela internet e, então, formam amizades com grupos da Igreja, mentores, vizinhos, entre outros, para ter a experiência dum companheirismo não-virtual.

Para alguns, um dos companheiros é o terapeuta (é recomendado que, devendo você desejar a superação dos sentimentos pelo mesmo sexo, que você procure um conselheiro da NARTH para auxiliá-lo, se os recursos estiverem disponíveis, já que este seria um dos meios mais eficazes neste esforço). Para outros, o companheiro é um mentor.

Companheiros também podem ser os membros do grupo Coragem, ou os  vizinhos ou os amigos que você encontre em seus passa-tempos ou interesses. Em qualquer caso, a companhia daqueles que sejam para você apoio em seus objetivos de seguir o ensinamento da Igreja, é remédio necessário para esta jornada.

"As pessoas aqui são como o melhor amigo que nunca tive. Toda semana quando eu atravesso aquela porta, me encontro com homens e mulheres que me aceitam como membro duma família muito especial. Eles não julgam a vida que deixei para trás, mas me desafiam à cada passo do caminho e, quando eu caio, eles estão ali para me erguer e me ajudar a seguir em frente" 
Sarah


2. A castidade

Tanto a luxúria homossexual como a luxúria heterossexual soterram o coração humano. A castidade é vocação de todos e também é a esperança de felicidade de todos. A batalha por autocontrole implica em evitar da sociedade as abundantes imagens e ocasiões de tentação.

Assim é que nós procedemos com as pessoas que escutam, encorajamo-las ... e com muita oração. Só gradualmente é que nós nos tornamos capazes e dispostos a nos manter de pé quando as brasas da luxúria nos balançarem. Somente, então, é que as verdadeiras necessidades e esperanças do coração começam a aparecer.

"Fomentar castas amizades com outros homens, que tinham verdadeiro cuidado comigo, foi uma parte importante da minha jornada. A vida casta seria quase impossível sem o apoio dos outros. Nós lutamos juntos e o Espírito Santo rompe as cadeias da homossexualidade afim de nos fazer livres para sermos aqueles que Deus nos chama a ser"  
Rich


3. A oração 

A maioria (mas não todas) as pessoas em recuperação da homossexualidade atribuem a Deus a sua capacidade de controlar seu apetite e curar a tristeza profunda dos seus corações. Por meio da oração, eles aprendem tanto a receber como a dar aos outros o dom divino e transformador do perdão. 

"Eu rezei ao Senhor. Ele me levou para um lugar de comunhão, no Coragem, e lá eu comecei a entender o ensinamento da Igreja e a experimentar o amor da comunidade. Lá eu também comecei a pedir de Jesus Seu perdão e Sua ajuda. Orei a Ele mais e mais, na comunidade, no meu quarto e no Santíssimo Sacramento. Na confissão, eu trouxe para Ele todas as coisas erradas que eu tinha feito. Chorei e pedi que me perdoasse e me ajudasse a encontrar o Seu caminho através de tudo aquilo. Como Ele prometeu, ao longo do tempo, comecei a experimentar um lugar de amor e de cura interior. Agradeço a Jesus por seu perdão e por abençoar minha vida."
Peter


4. A cura 

A proximidade com o mesmo sexo é uma necessidade básica de crescimento para as crianças. Se não atendida por familiares, essa falta fere a confiança da criança de formar vínculos fora da familia; com outros meninos ou outras meninas. Na puberdade, essa falta grita em forma de desejo sexual. A necessidade real permanece escondida atrás dum disfarce sexual, que só a castidade pode remover. Então, assim que as velhas mágoas surjam para serem resolvidas, o coração casto aprende gradualmente a formar vínculos. Também a necessidade da profunda confiança masculina ou feminina pode ser satisfeita. Só então pode ocorrer o verdadeiro crescimento e com alguns até mesmo a atração pelo sexo oposto pode surgir.

"Cresci tendo ressentimento do meu pai. Por causa de seu trabalho, ele simplesmente não estava lá para mim emocionalmente. Aos 14 anos, senti a minha primeira atração homossexual - por homens mais velhos, paternais. No passado, eu estava completamente tomado por esses sentimentos, mas, assim que eu aprendi sobre o toque saudável - como um bom abraço - e encontrei uma boa amizade masculina em que  eu pude confiar, com o tempo, o desejo pelo mesmo sexo diminuiu e deixou de ser uma dificuldade constante para mim, eu aprendi que a minha homossexualidade não era sobre sexo, mas sobre a necessidade de amor masculino. Foi a forma do meu corpo de dizer ao meu coração: 'Algo está errado'. Agora, pela primeira vez, o desejo de um relacionamento com uma mulher está começando a crescer em mim. Mal posso dizer o quanto é bom estar neste lugar novo em minha vida. "
Mark

5. O conhecimento 

A grande luta para separar a verdade do mito é fundamental para esta jornada. A fim de parar de agir segundo os sentimentos pelo mesmo sexo, tem-se que ser capaz de responder aos argumentos falsos da sociedade (o mundo), que procuram desacreditar e desencorajar o trabalho de crescimento. Estar livre dos comportamentos homossexuais exige muito estudo e reflexão. É preciso se tornar alguém de mente crítica e um pensador independente.

"Ao encontrar Coragem, eu encontrei um portal para uma educação sobre a minha homossexualidade e sobre como eu poderia ir além de seus limites. Eu me juntei ao Coragem em 1993 e descobri um mundo que eu nunca soube antes existir: honestidade e compreensão. E o mais emocionante de tudo: esperança através de um plano para cura e crescimento traçada a partir dos ensinamentos da Igreja e da sabedoria de escritores especialistas no campo da homossexualidade. Ser ensinada na verdade, com compaixão e fidelidade, me permitiu dedicar-me a crescer emocionalmente, mentalmente e espiritualmente em Cristo e isto fez toda a diferença"
Jane

 6. O serviço

A jornada de recuperação requer uma generosa atenção com os nossos problemas, mas também a atenção com os problemas dos outros. A pessoa centrada em si mesma tem que aprender a alcançar os corações dos outros e descobrir a antiga verdade: que é mais gratificante dar do que receber. Ir além de si mesmo, na oferta, é encontrar-se mais profundamente.

"Nós servimos um ao outro por meio da oferta da amizade saudável e da aceitação honesta. Nos encorajamos uns aos outros para desenvolver uma vida de oração e para ser fiel à Missa e à edificação sólida e à renovação da alma e do coração. Nós fornecemos o amor e a aceitação para uma pessoa nas circunstâncias em que a pessoa esteja. Ninguém exige uma confissão de culpa, por deslizes ou falhas no cumprimento dos nossos objetivos, mas se a pessoa escolhe fazer um, é escutado com compaixão e não com uma condenação arrogante. Grande cura interior toma lugar quando o medo está totalmente ausente. Esse é o nosso serviço ao próximo"
Charles


Fonte: http://www.couragerc.net/PIPSixAreasOfPersonalGrowth.html

Um comentário:

  1. Estive na prática da homossexualidade por 12 anos. Minha infância e adolescência geraram atrações pelo mesmo sexo na juventude. Devido ás frustrações e instabilidades vividas na homossexualidade eu decidi sair. Entrei num processo com base nos passos de Jesus e nas suas verdades para minha vida. Deixei tudo e todos do meio gay para trás, pois precisava sobreviver e seguir em frente. Neste processo em que estive para deixar a prática e os desejos pelo mesmo sexo eu aderi verdadeiramente às indicações que me fazim e livros que lia. Foi de grande importância manter-me no processo e firme nos propósitos de mudança de comportamento. Por consequência deste processo passei a ter contato com minha heterossexualidade e recebi de Deus um presente, casei-me e hoje tenho uma família. Vivo em paz e tenho uma vida plena na heterossexualidade devido ao grande amor de Jesus por mim e pelo processo que entrei. Abraços, Saulo. afontedejaco@gmail.com

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