sexta-feira, 29 de abril de 2011

[Esp] Cristo ressuscitou, tempo de recomeçar


A Páscoa foi celebrada e, com ela, a plena alegria da nossa redenção realizada por Deus em Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Esta alegria é plena, ou deve ser, porque o pecado (que nos priva da graça) e a morte (que nos priva da vida) não são mais nosso fim, mas, por Cristo, nosso destino é a glória da santidade e a vida eterna, com Deus.

A santidade e a vida trazem a alegria porque a santidade consiste em fazer a vontade de Deus, que consiste em amar e oferecer-se pelo bem e salvação do outro, ao invés de fazer nossa vontade, que, no mais das vezes, é cobiçar e tomar tudo para si, usando o que é seu e os outros como meros objetos. Além disso, são alegria, porque a vida é um dom precioso, especialmente a humana. Deus não só quis que fossemos mais do que as pedras, nem somente nos deu uma alma que anima nossos corpos, mas concedeu-nos a inteligência para descobrir a dom de existir e a bondade de tudo o que existe e que foi feito por Ele. Desse modo, o Senhor partilha conosco Sua alegria quando viu que tudo o que tinha feito era bom.

Deus concedeu-nos vida, mas não quis resumir-se a isso. Pois nossa vida, apesar de ser algo bom, é própria de coisa criada - é boa, mas cheia de limitações e, se deixada a si mesma, nada seria. Além disso, por causa de desobediência de Adão e Eva, nossa vida passou a ser vitimada pelo pecado e pela morte. Como nos diz a Sagrada Escritura, a morte entrou no mundo pelo pecado. Mas, como vimos, por causa de Jesus, essas coisas, apesar de nos fazerem padecer neste mundo, não possuem a palavra final.

Por Jesus, Deus não só nos restitui a vida, como ainda, por Ele, nos faz participantes da Sua própria Vida, que é eterna.

A Páscoa é, por isso, tempo de alegria. Mas, também, é tempo de recomeçar. São Paulo nos diz que, em Cristo, somos novas criaturas. O homem velho passou, nasce o novo. Isso não é uma realidade só no momento do Batismo, mas é verdadeiro em todos os momentos, quando, diante das faltas cometidas, reconhecemos nosso pecado, nos arrepedemos, buscamos o sacerdote, fazemos firmes e concretos propósitos de agir segundo a Palavra e prosseguimos, buscando de novo viver uma vida de união com Deus. As faltas contra a castidade, apesar de muito graves e de trazer grandes tristeza e desânimo, não devem nos fazer perder de vista que elas não precisam nos prender para sempre ao pecado e à morte. Não. Podemos, por Cristo, recomeçar.

Assim, recorrendo à maternal intercessão da Virgem Santíssima, peçamos que o Espírito Santo nos abençoe e ilumine para que não nos deixemos desanimar. Deus nos convida a participar da Sua vida e, pelo que fez Jesus, removeu para sempre todos os obstáculos que impediriam isso. Se nada pode mais nos separar do amor de Deus, o que você está esperando para aceitar esse convite e recomeçar?

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