sexta-feira, 13 de julho de 2012

[TdC] Complementaridade sexual: homem e mulher feitos um para o outro.


Caríssimos, voltamos hoje com  a nossa coluna sobre  Teologia do Corpo. Neste post, continuaremos a apresentar o que o Magistério fala sobre o sentido da complementaridade sexual no plano de Deus 

“A diferença vital é orientada à comunhão e é vivida de forma pacífica, expressa no tema da nudez: ‘Ora ambos andavam nus, o homem e a sua mulher, e não sentiam vergonha’ (Gen 2,25). Assim, o corpo humano, marcado pelo selo da masculinidade ou da feminilidade, "comporta ‘desde o princípio’ o atributo ‘esponsal’, ou seja a capacidade de exprimir o amor: aquele amor precisamente no qual o homem-pessoa se torna dom e — mediante esse dom — realiza o próprio sentido do seu ser e existir" (cf. João Paulo II, Catequese de 16 de Janeiro de 1980). Ainda comentando estes versículos do Génesis, o Santo Padre continua: "Nesta sua particularidade, o corpo é a expressão do espírito, e é chamado, no próprio mistério da criação, a existir na comunhão das pessoas, 'à imagem de Deus'" (cf.  João Paulo II, Catequese de 23 de Julho de 1980).

Na mesma perspectiva esponsal, compreende-se em que sentido o antigo relato do Gênesis dê a entender como a mulher, no seu ser mais profundo e originário, exista ‘para o outro’ (cfr 1Cor 11,9): é uma afirmação que, bem longe de evocar alienação, exprime um aspecto fundamental da semelhança com a Santíssima Trindade, cujas Pessoas, com a vinda de Cristo, revelam estar em comunhão de amor, umas para as outras. "Na ‘unidade dos dois’, o homem e a mulher são chamados, desde o início, não só a existir ‘um ao lado do outro’ ou ‘juntos’, mas também a existir reciprocamente ‘um para o outro’... O texto de Gênesis 2,18-25 indica que o matrimonio é a primeira e, num certo sentido, a fundamental dimensão desta chamada. Não é, porém, a única. Toda a história do homem sobre a terra realiza-se no âmbito desta chamada. Na base do princípio do recíproco ser ‘para’ o outro, na ‘comunhão’ interpessoal, desenvolve-se nesta história a integração na própria humanidade, querida por Deus, daquilo que é ‘masculino’ e daquilo que é ‘feminino’" (cf. João Paulo II, Mulieris dignitatem , 7).

A visão pacífica com que termina o segundo relato da criação ecoa no ‘muito bom’que, no primeiro relato, encerrava a criação do primeiro casal humano. É aqui que se encontra o coração do plano originário de Deus e da verdade mais profunda do homem e da mulher, como Deus os quis e criou. Por mais perturbadas e obscurecidas que sejam pelo pecado, tais disposições originárias do Criador jamais poderão ser anuladas”.

[CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta aos Bispos da Igreja Catolica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no Mundo, § 6 ]

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