sexta-feira, 17 de agosto de 2012

[Mgst] O significado da sexualidade

Começamos, alternando com as formações sobre Teologia do Corpo, formações do Magistério da Igreja no tocante à sexualidade. Sabemos que o Magistério da Igreja sobre sexualidade é fundamental para a renovação da sexualidade humana segundo a ordem divina em nossa vida e na vida de todos os homens e mulheres da terra atualmente. Hoje queremos responder à pergunta: Qual o verdadeiro significado da sexualidade?

“O desenvolvimento harmônico da personalidade humana revela progressivamente no homem a imagem de filho de Deus. [...]

A sexualidade é uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano. Portanto ela é parte integrante do desenvolvimento da personalidade e do seu processo educativo: “Do sexo, de fato, derivam na pessoa humana as características que, no plano biológico e espiritual, a tornam homem ou mulher, condicionando assim e normalmente o caminho do seu desenvolvimento em ordem à maturidade e à sua inserção na sociedade”[1].

A sexualidade caracteriza o homem e a mulher não somente no plano físico, como também no psicológico e espiritual marcando toda a sua expressão. Esta diversidade que tem como fim a complementaridade dos dois sexos, permite responder plenamente ao desígnio de Deus conforme a vocação à qual cada um é chamado.

A genitalidade orientada para a procriação é a expressão máxima, no plano físico, da comunhão de amor dos cônjuges. Fora deste contexto de dom recíproco - realidade que o cristão vive sustentado e enriquecido de maneira particular pela graça de Deus - ela perde o seu sentido, dá lugar ao egoísmo e é uma desordem moral.[2]

O amor, que se alimenta e se exprime no encontro do homem e da mulher, é dom de Deus; é, por isso, força positiva, orientada à sua maturação enquanto pessoas; é também uma preciosa reserva para o dom de si que todos, homens e mulheres, são chamados a realizar para a sua própria realização e felicidade, num plano de vida que representa a vocação de todos. O ser humano, com efeito, é chamado ao amor como espírito encarnado, isto é, alma e corpo na unidade da pessoa. O amor humano abarca também o corpo e o corpo exprime também o amor espiritual.

 A sexualidade, portanto, não é qualquer coisa de puramente biológico, mas refere-se antes ao núcleo íntimo da pessoa. O uso da sexualidade como doação física tem a sua verdade e atinge o seu pleno significado quando é expressão da doação pessoal do homem e da mulher até à morte”. 


[Congregação para a Educação Católica, Orientações Educativas sobre o Amor humano, § 1.4-5;
Pontifício Conselho para a Família, Sexualidade Humana: verdade e significado, § 3]




[1] Congregação da Doutrina da Fé: Declaração Persona humana, p.77  n.1. 
[2] João Paulo II, Familiaris consortio, n. 37 ; cf. infra n. 16.  

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