terça-feira, 23 de outubro de 2012

[FH] Origens da homossexualidade no individuo [II]


Continuamos a publicação sobre o assunto, iniciada aqui

(3) Isso pela razão de que, ele recorda uma dolorosa dissonância entre o que ele necessitava em relação ao que seu pai lhe ofereceu. Talvez a maioria deles concordasse que seu pai era visivelmente (sensivelmente) distante e ineficaz; talvez fosse apenas que as suas próprias necessidades eram tão originais que seu pai, mesmo sendo um homem aceitável, nunca poderia encontrar a maneira correta de atendê-las completamente. Ou talvez seu pai realmente não gostasse e rejeitasse as sensibilidades de seu filho. Em todos os casos, a ausência de uma relação feliz, morna, e íntima com seu pai levou o garoto a afastar-se desapontado, defensivamente, a fim de proteger-se. 

Mas, tristemente, este afastamento de seu pai, e do modelo masculino de que ele necessitava, igualmente deixou-o menos capaz de relacionar-se com seus pares masculinos. Nós podemos contrastar este ao menino cujo pai amoroso morre, por exemplo, mas que é menos vulnerável a uma homossexualidade futura. Isso é porque a dinâmica comum no menino pré-homossexual não é meramente a ausência de um pai – literal ou psicologicamente - mas a defesa psicológica do menino contra o seu repetidamente decepcionante (desapontador) pai. De fato, um jovem que forme esta defesa (talvez por terapia precoce, ou porque há uma outra figura masculina importante em sua vida, ou devido ao temperamento) é muito menos propenso a tornar-se homossexual. 

Dinâmicas complementares envolvendo a mãe do garoto são igualmente prováveis de terem desempenhado um papel importante. Pelo fato de as pessoas tenderem a casar com outros que têm “neurose de bloqueio,” o menino encontrou-se provavelmente em um relacionamento problemático com ambos os pais. 

Por todas estas razões, quando como um adulto ele olha para trás em sua infância, o agora homem homossexual relembra, "No começo eu sempre fui diferente. Eu nunca me dei bem com os meninos da minha idade e me sentia mais confortável em torno de meninas”. Esta memória exata traz-lhe a sensação, de forma convincente, de que a sua homossexualidade estava "pré-programada" desde o começo. 

(4) Embora tenha esse afastamento defensivo de seu pai, o menino  ainda carrega silenciosamente dentro de si um anseio terrível pelo calor, amor, e o cerco dos braços do pai que ele nunca pôde ter. Cedo ele desenvolve intensas fixações não-sexuais em relação a meninos mais velhos que ele admira, mas à distância, repetindo com eles a mesma experiência do desejo e da indisponibilidade que teve com o pai. Quando a puberdade se instala, os impulsos sexuais - que podem se unir a todo o objeto, especialmente nos machos - vêm à superfície e se combinam com sua já intensa necessidade por intimidade masculina e calor. Ele começa a desenvolver paixões homossexuais. Mais tarde recorda, “Meus primeiros desejos sexuais foram dirigidos não a meninas, mas a meninos. Eu nunca estava interessado em meninas." 

A intervenção psicoterapêutica neste momento e mais cedo pode ser bem sucedida em impedir o desenvolvimento de uma homossexualidade mais tardia. Tal intervenção ajuda o menino a mudar seus padrões efeminados em desenvolvimento, (que se derivam de uma recusa em se identificar com o pai rejeitado), mas também direcionada a ensinar ao pai (se ele conseguir aprender) como tornar-se apropriadamente envolvido e relacionado com o seu filho. 

[continua...]

[SATINOVER, Jeffrey. In: “A Interação Complexa dos Genes 
e do Ambiente: Um modelo para a Homossexualidade"]

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