sexta-feira, 19 de outubro de 2012

[Mgst] O homem foi criado para viver em comum...

Retomamos novamente as formações do Magistério da Igreja no tocante à sexualidade. Hoje queremos falar ainda sobre a relação entre o amor e a sexualidade humana.

“Ao centro da consciência cristã dos pais e dos filhos coloca-se esta grande verdade e este fato fundamental: o dom de Deus. Trata-se do dom que Deus fez chamando-nos à vida e a existir como homem ou mulher numa existência irrepetível e carregada de inexauríveis possibilidades de desenvolvimento espiritual e moral: A vida humana é um dom recebido a fim de, por sua vez, ser dado. O dom revela, por assim dizer, uma característica particular da existência pessoal, ou antes, da própria essência da pessoa. Quando Deus (Javé) diz que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2, 18), afirma que ‘sozinho’ o homem não realiza totalmente esta essência. Realiza-a somente existindo ‘com alguém’ — e ainda mais profundamente e mais completamente: existindo ‘para alguém’. É na abertura ao outro e no dom de si que se realiza o amor conjugal sob a forma de doação total que é própria deste estado. E é sempre no dom de si, apoiado por uma graça especial, que toma significado a vocação à vida consagrada, forma eminente de se entregar mais facilmente a Deus só, com um coração indiviso para o servir mais plenamente na Igreja. Em todas as condições e estados de vida, todavia, este dom torna-se ainda mais admirável pela graça redentora, pela qual nos tornamos “participantes da natureza divina” (2 Pd 1, 4) e somos chamados a viver juntos a comunhão sobrenatural de caridade com Deus e com os irmãos. Os pais cristãos, até nas situações mais delicadas, não podem esquecer que, como fundamento de toda a história pessoal e doméstica, está o dom de Deus.

Enquanto espírito encarnado, isto é, alma que se exprime no corpo informado por um espírito imortal, o homem é chamado ao amor nesta sua totalidade unificada. O amor abraça também o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual. À luz da Revelação cristã lê-se o significado interpessoal da própria sexualidade: A sexualidade caracteriza o homem e a mulher não somente no plano físico, como também no psicológico e espiritual, marcando toda a sua expressão. Esta diversidade, que tem como fim a complementaridade dos dois sexos, permite responder plenamente ao desígnio de Deus conforme a vocação à qual cada um é chamado”

[Pontifício Conselho para a Família, Sexualidade Humana: verdade e significado, § 12-13]

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