sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[QSH] A opção individual pela prática da homossexualidade torna aceitável o comportamento?

Muitas pessoas costumam afirmar amparadas pelo pensamento relativista da atualidade que cada pessoa é livre para fazer o que quiser desde que a sua atitude não interfira de modo direto na vida das outras pessoas e com isso justificam que o que é ruim para mim pode ser bom para você. Este pensamento é uma falácia. Vivemos em sociedade, logo todas as minhas atitudes tem consequências diretas e indiretas na vida das pessoas que me estão próximas, numa hierarquia: meus familiares, meus amigos, meus colegas de trabalho, faculdade, pessoas que convivem comigo no transporte publico, no hospital, no supermercado, etc.

Da mesma forma que o meu bom exemplo impacta positivamente na vida das pessoas, o mau exemplo também impacta negativamente. 

Por isso, a opção individual pela prática homossexual por parte de um individuo não torna esse comportamento aceitável do ponto de vista moral, pois o que torna uma ação legítima não é a escolha mas sim a natureza da ação. Assim, se alguém escolhe a vida de ladinagem, seu roubo não se justifica porque ele escolheu ser ladrão. 

Do ponto de vista da sexualidade acontece a mesma coisa. Se alguém resolve fazer algo que contraria natureza da sexualidade, a sua atitude não se torna legítima pelo fato de o individuo ter feito essa opção. 

Deste modo, a opção pela prática da homossexualidade não é aceitável pelo fato de que algumas pessoas a escolheram. Muito embora a tendência homossexual seja algo não escolhido, a prática da homossexualidade, é. O fato de existir uma tendência para algo não justifica a opção pela prática. Um indivíduo pode nascer inclinado ao roubo, mas isso justifica que ele se torne um ladrão? De modo algum!

Sobre isso é interessante contar o testemunho da vida do Venerável François-Marie-Paul Libermann, considerado um “segundo fundador” da Ordem dos Espiritanos. Diz a tradição que o Venerável Padre Libermann tinha tendências suicidas e que lutou toda a vida contra elas. No convento onde morava, ele era obrigado a atravessar varias vezes ao dia uma ponte que ficava sobre um rio e tinha desejo de se jogar dela. Para vencer isso, sempre que tinha que realizar essa tarefa, pedia a companhia de um irmão para atravessar a ponte. Foi também lutando contra essa má tendência que se fez santo.

O exemplo do Venerável Padre Libermmann demonstra-nos, portanto, que nem mesmo a existência de uma tendência implica ou justifica transforma-la em comportamento ou prática, especialmente se temos consciência de que a tendencia, o comportamento e a prática são moralmente incorretos. 

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