terça-feira, 15 de janeiro de 2013

[FH] A ideologia homossexual e a redefinição do matrimônio

[Todos acompanhamos a valorosa marcha de 800 mil franceses contra o casamento gay. Diante da campanha internacional para redefinir o matrimônio, estendendo-o a união de pessoas do mesmo sexo, é preciso conhecer os argumentos contrários e saber explicá-los a todas as pessoas bem-intencionadas. É uma questão que envolve diretamente a maior fonte humana de felicidade, e por isso não podemos contentar-nos com chavões repetidos pela mídia. Apresentamos um artigo de Dale O'Leary, valorosa ativista pró-vida americana que desvenda o mistério atrás da redefinição do matrimônio como deseja a militância gay.] 

Dale O'Leary, ativista pró-vida e pesquisadora
UMA CAMPANHA INTERNACIONAL

Está em curso uma campanha internacional para redefinir o matrimônio, estendendo-o à união de pessoas do mesmo sexo. Quem não concorda com essa proposta, é considerado pela mídia e até por aqueles que o cercam um “insensível” e um “retrógrado”. No entanto, há fortes razões contrárias ao casamento dos homossexuais, sobretudo tendo o conta o bem deles mesmos.
Antes de mais nada, é necessário distinguir os argumentos utilizados pelas pessoas com atração pelo mesmo sexo (AMS ou SSA: same sex atracttion, na sigla em inglês) das razões pelas quais as pessoas em geral apóiam a redefinição do matrimônio. Não parece provável que se consiga mudar a cabeça dos ativistas gays; mas é possível atingir os que simpatizam com as suas propostas, fazendo-lhes ver que redefinir o matrimônio:

– causa um dano real às famílias e às crianças;– não resolve o problema das pessoas com AMS.
Uma maneira de fazer isso é examinar os motivos dos que desejam redefinir o matrimônio. É preciso ter em conta que muitas vezes se trata de pessoas que têm profundas feridas interiores, sofrimentos acumulados por anos e anos, e que procuram mudar a sociedade porque é mais fácil do que mudarem-se a si mesmas, uma vez que têm medo de encarar os próprios problemas.
A VERDADEIRA COMPAIXÃO
Na maioria dos casos, um adolescente ou adulto chega a experimentar a AMS porque, desde a primeira infância, sentia-se “diferente” do seu progenitor ou dos seus companheiros de mesmo sexo. Sentiu-se então inferiorizado e rejeitado, mas ocultou o seu aborrecimento. Essa atitude levou-o a distanciar-se dos companheiros do mesmo sexo, o que por sua vez levou estes a rejeitá-lo. Essa pessoa normalmente cresceu sentindo rancor pelos colegas e companheiros, mas também, e especialmente, pela figura dos pais. No caso dos ativistas gays, essa sensação de inferioridade e esse rancor canalizaram-se numa atitude de reivindicação, que pretende exigir agora de maneira violenta, nos termos deles, a aceitação que lhes foi negada na infância e adolescência. Não querem perdoar. Projetam a sua raiva nos outros.

As pessoas com AMS têm uma propensão significativamente maior do que o resto da população para desenvolver desordens psíquicas e vício em drogas e sexo. Os seus amigos e conhecidos percebem claramente os seus problemas, e o fato de notarem a fragilidade dessas pessoas pode levá-los a simpatizar com a idéia de “achar uma solução” para eles. Esta é, provavelmente, a razão porque muitos simpatizam com idéia de “ampliar o conceito” do matrimônio.
Essa boa vontade, porém, é desastrosa, pois a redefinição do matrimônio não resolve os conflitos internos das pessoas com AMS, antes as leva a bloquear-se em atitudes rígidas. Além disso, faz com que a autoridade pública, os médicos e a sociedade em geral “dêem o problema por resolvido” e neguem a ajuda e o tratamento necessários a pessoas com AMS que sofrem com a sua condição e a crianças que correm o risco de desenvolver AMS. A simpatia para com a fragilidade dessas pessoas deve, pois, dirigir-se para a prevenção e o tratamento, não para uma aparente “acomodação”.
Se você encontrasse um homem faminto, sedento e nu acorrentado a uma árvore, que faria? Você lhe daria comida, bebida e roupas, mas deixando-o acorrentado? Ou você o libertaria primeiro, para só depois ajudá-lo nas suas outras necessidades? Essa é a opção que nos é apresentada. Parece-me evidente que a única solução razoável é a segunda.
FALSIDADES... E AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Os meios de comunicação ocultam constantemente a verdade sobre a AMS. A maior parte das pessoas, incluindo muitas que se opõem à redefinição do matrimônio, acredita em pelo menos uma das mentiras divulgadas sobre a AMS, e isso pesa muito na hora de argumentar. É necessário divulgar constantemente a verdade sobre esse tema:
 Não existe um “gene gay”. A AMS é uma desordem de caráter psicológico originada nas experiências da primeira infância. Um dos primeiros e mais comuns sintomas é o sentir-se “diferente” do progenitor e dos companheiros do mesmo sexo.
– As crianças com GID (Gender Identity Disorder, “desordem na identidade sexual”) apresentam alto risco de apresentar AMS ainda durante a infância e na adolescência.
– As pessoas não escolhem ter ou não ter AMS.
 A  AMS  pode ser prevenida e tratada.
– Crianças que se sentem “diferentes” ou rejeitadas são mais propensas a se converterem em vítimas de abusos sexuais.– As pessoas com AMS, especialmente os homens, freqüentemente são viciadas em sexo. Além disso, essas pessoas apresentam maior tendência ao uso de drogas e ao suicídio.
A defesa do matrimônio deve ser acompanhada de um esforço sincero para tornar disponíveis os meios de prevenção e tratamento dos que sofrem de AMS. Esta é a verdadeira resposta ao pedido de redefinição da idéia de casamento. Aqueles que afirmam que a compaixão consiste em eliminar a “discriminação” não estão oferecendo liberdade, mas apenas uma escravidão mais confortável.

É preciso admitir que houve graves erros por parte da sociedade diante do problema da GID e da AMS. No começo da década de 60, a comunidade psiquiátrica revelou muitos fatores que conduzem à AMS e elaboraram programas de tratamento. Pediram que essa informação chegasse a pais, professores, pediatras e pastores de almas, a fim de que as crianças com GID pudessem receber a ajuda necessária, evitando-se assim a AMS. Acontece que não se fez o suficiente; e, em conseqüência, as crianças que não receberam tratamento nos anos 60 fizeram parte da primeira onda de atingidos pela epidemia inicial da AIDS, nos anos 80.
NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM
Com freqüência, a crítica mais dura a esse enfoque vem dos que aceitam a afirmação do ativismo gay de que os “homossexuais simplesmente fizeram uma opção sexual”, mas não concordam com a redefinição do matrimônio: “Pois bem – perguntam-nos –, e se simplesmente não pudermos corrigir as pessoas com AMS? Por que temos de compadecer-nos delas? Não foram elas que escolheram a sua condição?”

Precisamos compreender, e ajudar os outros a compreender, por que as pessoas com AMS têm tanta dificuldade para resistirem à tentação de agir segundo as suas tendências.
Elisabeth Moberly, no seu livro Homosexuality (“Homossexualidade”), explica que todo o ser humano nasce com a necessidade de ser amado e aceito pelo progenitor do mesmo sexo. Quando faltam esse amor e essa aceitação, ocorre uma distorção da afetividade que retém a pessoa em estados de desenvolvimento infantis. A AMS “é essencialmente um estado de desenvolvimento incompleto”. É essa imaturidade afetiva que se opõe ao desenvolvimento harmônico da personalidade dos que dela sofrem: “A expressão sexual não é adequada para as relações anteriores à idade adulta, de modo que o impulso erótico direcionado a pessoas do mesmo sexo equivale a uma tentativa de reparar o déficit na identidade sexual”.

A resposta não consiste em suprimir a necessidade saudável de sentir-se amado pelos companheiros do mesmo sexo – com amor de amizade, amor entre iguais –, mas em satisfazer essa necessidade sem a mediação de um relacionamento sexual.

Por que isso é tão difícil? Porque a criança que não experimenta amor e aceitação por parte dos pais provavelmente sentirá um certo ódio por eles, mas não o expressará abertamente. Esse ódio reprimido converter-se-á em um ressentimento e rancor complexos, misturados à admiração que sente naturalmente pelo genitor de mesmo sexo.
A criança fica, assim, incapacitada a admirar as características próprias do seu sexo e a identificar-se plenamente com ele: sofre de GID. Não poderá socializar-se normalmente, porque essa falta de identificação a afasta dos colegas e amigos do mesmo sexo, o que por sua vez abre as portas à autopiedade, às condutas de auto-satisfação e, finalmente, ao orgulho. E torna-se incapaz de experimentar atração sexual pelo sexo oposto, com o qual se identifica de maneira não-sexual.
Ressentimentos, inveja, autopiedade, autocomplacência e orgulho são hábitos que já normalmente, se não foram corrigidos nas crianças, só com muita dificuldade se conseguem vencer nos adultos. E o problema torna-se duas vezes pior em pessoas que têm um relacionamento negativo com os pais, pois eles deveriam ser para ela o modelo da disciplina necessária para adquirir as virtudes. Tudo isso fica mais complicado pelo fato de os homens homossexuais terem tido, na maioria das vezes, mães excessivamente protetoras que, sem tomarem consciência disso, alimentavam neles o ressentimento, a autopiedade e o orgulho. E a recuperação torna-se ainda mais difícil quando a pessoa com AMS sofreu abuso sexual na infância ou é viciada em sexo.
Os ativistas gays costumam contestar a classificação da AMS como uma desordem psicológica, afirmando que as organizações de saúde já não consideram a homossexualidade uma doença. Contudo, infelizmente, a homossexualidade perdeu o status de patologia devido a pressões políticas – por parte desses mesmos ativistas gays –, e não a provas cientificas. Pelo contrário, todos os psiquiatras sérios – e que não sofrem de AMS – consideram-na uma alteração psíquica.

Uma das razões que leva alguns leigos a não considerarem a AMS como problema psíquico é a idéia equivocada que fazem da doença mental. Uma pessoa pode viver em sociedade, ter um emprego, travar relações sociais e, ainda assim, carecer da liberdade associada à saúde psíquica em outros aspectos da sua vida. Por exemplo, uma pessoa que sofre de compulsão aquisitiva não é capaz de renunciar ao excesso de bens materiais, por mais inúteis que sejam; os produtos acumulam-se na sua casa a ponto de inutilizar alguns cômodos. Essa pessoa, no entanto, pode sair-se muito bem no seu trabalho e os amigos que não a forem visitar podem jamais perceber o distúrbio. Esta síndrome é extremamente difícil de tratar, e os que sofrem dela insistem em que não precisam de ajuda e lutam contra as tentativas que os outros fazem para corrigi-los.
Como dissemos, a AMS é uma desordem no desenvolvimento psicológico, porque, quando na primeira infância não se desenvolve a autoconfiança e não ocorre a aceitação por parte dos companheiros do mesmo sexo, a pessoa não madurece nesses aspectos, embora continue a amadurecer em outros. Na adolescência, a necessidade de aceitação torna-se tão intensa que acaba por ser interpretada como ansiedade sexual. As autobiografias de pessoas com AMS revelam a natureza essencialmente não-sexual dessa atração, que freqüentemente acabou por ser sexualizada através de um abuso sexual por parte de um adulto.
Em resumo: livrar-se da conduta homossexual não é fácil. As necessidades legítimas devem ser satisfeitas sem recurso ao sexo, os traumas devem ser sanados e os hábitos negativos devem ser vencidos; e tudo isso acompanhado pelo abandono de qualquer tipo de vício.
Devido ao seu histórico, é compreensível que as pessoas com AMS pensem que a redefinição do conceito de matrimônio proporcionar-lhes-á a aceitação que não tiveram. Compreendendo esse histórico, devemos explicar por que isso não vai acontecer.
Disponível aqui.

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