sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

[QSH] É correto falar em "casamento homossexual"?


NÃO! Porque o casamento é o vinculo estável que une um homem e uma mulher, com objetivo comum de gerar prole e constituir família. Para nós, católicos, duas pessoas se unem em matrimônio, pois ...

“...o homem e a mulher são feitos ‘um para o outro’: não que Deus os tivesse feito apenas ‘pela metade’ e ‘incompletos’; criou-os para uma comunhão de pessoas, na qual cada um dos dois pode ser ‘ajuda’ para o outro, por serem ao mesmo tempo iguais enquanto pessoas (‘osso de meus ossos...’) e complementares enquanto masculino e feminino. No matrimônio, Deus os une de maneira que, formando ‘uma só carne’ (Gn 2,24), possam transmitir a vida humana: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra’ (Gn 1,28)”. (CIC § 372) 

O casamento e a família são instituições sagradas que desde todo o sempre existiram e favoreceram o bem comum da sociedade, por isso, para que seja fecundo e feliz é preciso que ambos os cônjuges se dediquem à vida comum com amor desinteressado, devoção absoluta pelo bem da família, (no caso do homem, pelo bem da sua esposa e dos filhos; no caso da esposa, pelo bem dos filhos e do esposo) e sacrifício quando se fizer necessário. 
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Ora, a tentativa de juntar os pares homossexuais sob a ideia de que eles constituem uma família é um contrassenso. Para que se constitua uma família, no verdadeiro sentido da palavra, é preciso haver aptidão natural para a geração dos filhos, mas isso um par de homossexuais não é capaz.

É interessante lembrar que muitos gays e lésbicas, especialmente os militantes, costumam justificar que a homossexualidade era aceite plenamente na sociedade Greco-romana e que o cristianismo é quem se opõe a eles, condenando a instituição do “casamento homossexual”; porém, é possível observar que, no Direito Romano, que ordenava a convivência social romana, inexiste em nenhum momento a atribuição de um estatuto conjugal às uniões homossexuais, muito embora é comprovada a existência e aceitação social desse tipo de uniões naquela sociedade. 

Como isso se explica? Isso se explica pelo fato de que os juristas romanos e a própria sociedade, apesar de serem considerados um modelo a ser seguido, muitas vezes pelos militantes da causa gay, entenderem que o casamento  era uma realidade social diferente de uma união qualquer entre duas pessoas do mesmo sexo.  Logo, apesar da aceitação da realidade das uniões homossexuais,  a sociedade romana  entendia que o casamento era algo essencialmente diferente de uma união homossexual.  

Por fim, é interessante fazer memória ao que afirma a Congregação para a Doutrina da Fé sobre o assunto: 

“A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade (CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, § 11, grifos nossos).


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