domingo, 20 de janeiro de 2013

[Tst] Ninguém imagina o quanto sou feliz desde que deixei de praticar a homossexualidade


Apresentamos a tradução da entrevista dada pelo Professor Philippe Ariño ao jornal espanhol "La Gaceta" de Madrid. Ariño, desde 2011 deixou a prática homossexual e optou por se guiar pelos ensinamentos da Igreja e nesta entrevista manifesta a sua satisfação em viver de acordo com os ensinamentos da Igreja, coluna e sustentáculo da Verdade. Agradecemos ao irmão J.A.S.P. pela tradução. Original  em espanhol disponivel aqui.
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Philippe Ariño: "Ninguém pode imaginar como estou feliz desde que deixei de praticar a homossexualidade".

PHILIPPE ARIÑO: PROFESSOR, HOMOSSEXUAL, CATÓLICO E CASTO.

Estourou com força um debate aprofundado sobre o ‘casamento’ gay na França. Como o próprio nome indica, ele é de origem espanhola e é também professor de espanhol na escola, mas agora está de licença. A razão é simples: em um ano dá inúmeras palestras em toda a França, isto sem falar nas suas intervenções na mídia, para discursar sobre suas duas condições: homossexual e católico. E muito especialmente para explicar o motivo de ter encontrado a alegria de renunciar às práticas homossexuais para respeitar os ensinamentos da Igreja. Mas em um dia tão importante como hoje onde centenas de milhares de franceses protestam contra o projeto do ‘casamento’ gay do presidente François Hollande.

- Está otimista ou pessimista em relação à manifestação de hoje?

- Não estou otimista, mas sim cheio de esperança.

- Por quê?

- Porque a esperança é mais lúcida que o otimismo: nada está decidido até que se vote esta lei. Além do mais, a população dispõe de um verdadeiro poder de expressão, mas não devemos nos enganar: a decisão final pertence ao legislador. Portanto, a manifestação de hoje é só uma primeira etapa, com grande força simbólica, mas ainda insuficiente.

-Bem, isso é alguma coisa.

-Ela será o gatilho para longas semanas de debate durante a qual os franceses não irão dispor de muito espaço para se expressar. Daí que eu espere pouco da manifestação, entendida como algo pontual, e prefira concentrar-me no dia após a manifestação. Eu confio em nossos governantes.

- Inclusive no presidente Hollande?

- Se você deseja demonstrar que é um grande presidente, capaz até de se contradizer, que escuta seu povo e não a mídia, se ele quer que os franceses o considerem por fim como seu presidente – no momento não é o caso: aí se explica sua baixa popularidade – não deve perder a oportunidade única que lhe foi dada de retirar o projeto ‘Casamento para todos’. Inclusive, seus promotores não o apoiam.

- O que é seguro é que você não celebrará nenhum “casamento para todos”: em janeiro de 2012 decidiu viver uma entrega total a Deus. Qual o motivo de sua decisão?

- Tudo está bem claro: não estou convencido que uma união homossexual seja o melhor que pode ocorrer a alguém que sinta atração pelo mesmo sexo de forma duradoura. Até hoje, nunca vi uniões homossexuais que de verdade fossem sólidas, resplandecentes e satisfatórias e durassem por um longo tempo. Por isso escolhi viver a continência, quero dizer, entregar minha homossexualidade a Jesus Cristo e sua Igreja.

- Mais especificamente, o que isso significa?

- Significa que eu abandonei definitivamente a paquera, a masturbação e a pornografia, pois me dei conta de que estava prisioneiro e triste quando eu me obrigava a sonhar e experimentar o amor homossexual.

- Que lições você tira disso tudo?

- Entendo que, no amor, é difícil servir a dois senhores: Jesus Cristo que é Deus encarnado na Igreja e na diferença entre os sexos e, por outra parte, o amor que dissolve a diferença entre os sexos, ou seja, o amor homossexual.

- Portanto...

... Escolhi a Igreja que nunca me decepciona.

- O que lhe permite a continência?

- É uma opção livre, inteira, libertadora e concreta, que reconhece minha homossexualidade, mas sem ter que carregar a culpa. Ninguém pode imaginar como estou feliz desde que deixei de praticar a homossexualidade.

- Teve algum papel a consciência na hora de se decidir pela continência?

- Um diretor espiritual me dizia que a consciência era o outro nome do Espírito Santo. E como estou convencido que o Espírito Santo, muito especificamente mediante o dom do batismo, está presente no coração de cada ser humano, penso que também se expressa através do senso comum, de nossa liberdade e de nossa consciência. Sim: minha observação do real, à luz da Igreja, me ajudou a optar pela castidade.

- Você sempre se sentiu bem estando no seio da Igreja?

- Francamente, nunca experimentei um afastamento real da Igreja, nem fase de rebeldia ou de rejeição nem tão pouco crises de fé: a Igreja forma parte de mim e sempre tem sido vital; o que não me impede de ver os defeitos das pessoas da Igreja, que somos todos nós.

- Ou seja, que sua aceitação é total.

- Quando se quer a uma pessoa ou a uma família, você a quer em sua totalidade. Não se troca nem se aceita dela só aquilo que se gosta. Também temos que aceitar o que não gostamos.

- É possível evangelizar homossexuais com o Magistério da Igreja?

- Claro! A mensagem da Igreja é realista, pois ela situa a pessoa e sua liberdade no centro de tudo. Para os homossexuais que preferem limitar-se a seus atos ou aos seus desejos para não serem livres, é difícil receber esta mensagem como uma Boa Nova.

- O que eles não entendem?

- Que o caminho católico é libertador: para a Igreja Católica, uma pessoa homossexual, ainda que sinta uma atração física séria e real por outra pessoa do mesmo sexo, sempre será livre de não deixar-se reduzir à homossexualidade e de não traduzi-la em forma de relações homossexuais. Segundo o Magistério Católico, a diferença entre sexos e a identidade de filhos de Deus, são todos pilares fundamentais que definem o ser humano.

- E a orientação sexual?

- Ainda que possa ser profunda, não é fundamental: o homem é algo mais que seus instintos sexuais ou seus sentimentos do momento. Foi chamado para algo muito maior, mais duradouro, mais objetivo e mais livre.

- Bem, mas segundo muitos gays, a mensagem católica é desrespeitosa para com eles.

- Em que? A Igreja é a que de verdade defende e constrói a liberdade das pessoas.

- Você está ciente da agressividade com que age o lobby gay em relação àqueles que não pensam como eles?

- É claro que, embora o termo lobby gay me incomode, pois os lobbies são influenciados por bissexuais gay-friendly, indiferentes a homossexualidade e ao matrimônio. Porém o certo é que os militantes homossexuais – tanto gays como gay-friendly – que se apresentam como defensores do amor, da tolerância, e da liberdade, são na verdade muitíssimo mais violentos que seus adversários.

- Você diz isso depois de comparar as bandeiras das diferentes manifestações?

- Sim: a diferença é abismal. E a violência não é só verbal.

- Por exemplo?

- 17 de novembro do ano passado em Lyon, durante uma das primeiras manifestações contra o projeto do presidente Hollande, a polícia prendeu 40 pessoas a favor do matrimônio gay que portavam armas brancas.

- Logo, é como se...

-... Houvesse muitas pessoas homossexuais que protestam contra esta lei ainda que não se atrevam a se fazerem visíveis. O que me faz pensar que é bem provável que a manifestação pró-casamento gay do próximo dia 27 de janeiro seja de uma violência nunca vista.

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