domingo, 4 de agosto de 2013

[Atld] Papa Francisco: clareza, por favor.

Apresentamos aqui texto originalmente escrito por Andrew Comisky, que traz importantes e pertinentes observações sobre a recente polêmica em torno das palavras do Santo Padre a respeito da homossexualidade. Sobre nossa posição a respeito dessa polêmica, ler este artigo
Original deste pode ser lido aqui.

Como novo "papa do povo", as recentes declarações de Francisco sobre homossexualidade parecem mais preocupadas em brilhar a luz de Jesus sobre as pessoas com atração pelo mesmo sexo (sejam elas sacerdotes ou fiéis), do que em fazer julgamentos morais sobre a homossexualidade. 

Suas boas intenções podem nos fazer cair em equívocos. Tome por exemplo seu uso fora de mão do termo inglês "gay". Aqui ele vai além de afirmar a dignidade das pessoas com certas tendências: ele sem intenção afirma uma identidade que, em nossa época, tornou-se o ponto aglutinador para um "ethnos" artificial, um grupo de pessoas, cujo ativismo espúrio tem redefinido o matrimônio pelo mundo todo. 

Para ser justo, Francisco fala mal de qualquer tipo de "lobby", com o qual gays forçam seu acesso ao poder e aos privilégios. Aqui ele se refere ao alegado bloco "gay" na administração do Vaticano. O bom papa quer manter a homossexualidade como assunto particular, então, sujeito ao desejo da pessoa de escolher ou não a Cristo. Ainda assim, semelhante boa intenção falha em reconhecer o irracional e demoníaco poder corporativo que está comprometido com a afligir uma geração  com a desintegração de gênero. 

"Não julgar" por bondade esse poder corporativo pode significar a falta de clareza pastoral que sujeita aqueles afligidos pela atração pelo mesmo sexo a uma nauseante mistura de adoração a Deus e a Baal. Padres com atração pelo mesmo sexo precisam dessa clareza pastoral acima de tudo. A proposição de Francisco de não "julgar" os padres gays me deixa alarmado. Apesar de eu concordar que a Igreja não deve excluir candidatos ao sacerdócio com base em atração pelo mesmo sexo, esses precisam de um cuidado especial, para assegurar que eles estejam suficientemente bem integrados para pastorear outros com coração e mãos limpos. 

Só no último mês, aconselhei dois homens vulneráveis que foram vítimas de padres com atração pelo mesmo sexo. Ao invés de sábio aconselhamento, eles receberam abuso espiritual. Eu me perguntava enquanto lia os comentários do Papa: será que ele conhece alguém que, de fato, se arrependeu do "eu gay" e do comportamento, e que deu tudo a Jesus no sentido de viver com pureza de vida? 

Eu acabei de vir da conferência anual do Apostolado Coragem, onde homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo se uniram para admoestar uns aos outros a viver castamente, com vidas integradas. (Coragem é o único ministério oficial do tipo dentro da Igreja Católica). Estes homens e mulheres conhecem a natureza aflitiva da homossexualidade e o doce rigor de trilhar o caminho do Senhor, suas famílias aprenderam a amá-los corajosamente pela recusa de chamá-los pelo nome de "gay", ao invés disso amando-os como membros queridos da família que precisam penitenciar-se em prol da vida casta que Jesus oferece. 

Em Coragem, testemunhei uma dignidade renascida da graça sacramental e da penitência. Estes são os santos da Igreja que o Papa tem a responsabilidade de pastorear com comentário sábio. Temo que ele não represente bem os fiéis em suas palavras. Seu desejo de prover um novo e franco rosto aos seguidores é bem-vindo na medida em que ele o fundamente no chamado da graça que custa. Semelhante fundamento é, em parte, responsabilidade daqueles dentre nós que saíram da atração pelo mesmo sexo. Ao invés de agredir ao Papa, nós devemos procurar informá-lo e também todo líder eclesial com o testemunho duma graça admirável. Não é aquela graça que ameaça tornar-se barata pela acomodação às misturas mortais de perversa sensualidade e espiritualidade. É aquela graça vinda junto com a virtude, uma graça que é nossa às custas da vida de Jesus. Ela nos custa a vida antiga também, mas as perdas significam nada em comparação com nosso ganho, que é Cristo.

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