terça-feira, 29 de outubro de 2013

[FH] O processo de autoidentificação homossexual [IX]

[Continuamos com a série de textos do Dr. Aquilino Polaino-Lorente, sobre o processo de autoidentificação homossexual. Muitos irmãos e irmãs que lutam contra a atração pelo mesmo sexo (AMS) encontrarão aqui elementos que conectarão com a própria experiência de vida. Os que não enfrentam tal batalha, terão oportunidade para conhecer melhor um pouco do drama que enfrenta uma pessoa que luta contra AMS e como ajudá-la. Veja a parte anterior aqui]. 


Décima etapa: o descobrimento de um novo “estilo de vida”.

Um resultado muito difícil e arriscado sela a conduta da pessoa de sua trajetória biográfica. Se o adolescente só obtém prazer sexual através da conduta homossexual, se deseja pessoas do mesmo gênero, se já manifestou isso em casa, por que não adotar o “estilo de vida” próprio e característico dos homossexuais? Não se trata, pois, de seguir adiante com a conduta homossexual, mas também de imitar o estilo de vida que lhes é característico e que, de certo modo, se adequa e correlaciona bem com aquela conduta.

Se trata de estabelecer, de uma vez por todas, um forte vínculo entre o estilo de vida e o comportamento homossexual. Isto se manifesta em centenas de detalhes como, por exemplo, forma de vestir, assinatura de certas revistas, adoção de determinados gestos, assunção de um novo estilo perceptivo interpessoal, manifestações concretas de sua afetividade, seleção dos lugares de ócio que freqüenta, etc.

Dessa sorte, começa a descobrir no novo estilo de vida homossexual adotado, que há também muitas coisas positivas, que é necessário assumir e identificar-se com elas. É necessário que se produza esta meta, esta transformação de maneira que seu viver seja mais coerente. Em certo modo, é esta uma exigência de seu mundo interior, que não pode compartilhar-lo de todo com seus amigos não homossexuais, entre outras coisas porque não o entenderão. E o que não se compartilhe não une, mas que separa, distancia e aleija.

Décima primeira etapa: o apelido definitivo do experimentado

O apelido se substancia de modo definitivo quando o experimentado com ele que é caracterizado, animado por seus pais, aprova e dá razão, desde sua suposta autoridade de profissional, de que aquilo é assim e assim há que aceita-lo. Como, por outro lado, o mais fácil é abandonar-se aos desejos e inclinações e o mais difícil de modificar o comportamento e o significado do fluxo estimular que o coloca em movimento, o lógico é que opte por comportar-se com sucesso como um homossexual.

Chegados a esta etapa, o apelido chegou ao seu fim e incluso ante a opinião pública está já consolidada a nova identidade sexual, uma identidade que, mais tarde, talvez a eleja como um direito e como um dever.

Alguns psiquiatras – que ante os olhos do suposto ou real homossexual se apresentam como expertos -, entendem que a homossexualidade não é de sua competência, uma vez que tem sido definida pelas instituições científicas como uma forma alternativa de satisfação sexual. Daqui que lhes aconselhem o que segue: “Se você elege uma pessoa do mesmo sexo como um objeto de satisfação, e o aceita, fique com você. Esse é seu problema. Eu, como especialista, não posso fazer nada em seu caso”. Com isto, o especialista contribui a fixar, de uma vez por todas e talvez para sempre, o apelido de homossexual.

É o que costuma inferir o adolescente que consultou com o especialista, que acaso se surpreenda dizendo-se a si mesmo: “Ao menos este senhor me compreende e sabe que sou homossexual. Me aconselha que siga em frente e que busque um companheiro para viver, que eu também tenho direito a refazer minha vida a ser feliz”.

Décima segunda etapa: a acolhida no contexto do grupo de pertencimento

O homossexual não somente atua independentemente, mas também em grupo, no grupo de homossexuais de que, segundo suas afinidades eletivas, chega a formar parte. A acolhida por um grupo de pertencimento é outro fator importante, por quanto que contribui a ratificar essa falsa identidade.

O atual reconhecimento por alguns da existência de uma “cultura gay”, é algo que vai muito mais longe da mera psicologia de grupo. Em efeito, a identidade do homossexual não somente se fortalece ao contato com o grupo, mas que se desenvolve e cresce ao configurar-se como fenômeno cultural.

Só então emergem novas atitudes que contradizem as anteriores e que talvez por reação se apresentam como sinais de identidade do coletivo homossexual. Surge assim o “orgulho gay” que hasteia a bandeira de certas atitudes proselitistas ao sustentar que “há que estar orgulhoso de ser homossexual. Não o escondas. Ao contrário, publique-o, manifeste-o”.

Este modo de reafirmação da identidade homossexual coincide quase com sua apologia e confirma-a posta em circulação social de um novo modelo útil para a identificação daqueles que se sentiam inseguros e duvidosos a despeito dessas questões.

[continua...]

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