sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[Esp] Tentação: encontrando-as e lutando contra elas.

A Espiritualidade de São Francisco de Sales  identifica três etapas que levam ao pecado:

1. O pecado, grande ou pequeno, é sugerido;
2. A sugestão pode ou não agradar a pessoa tentada;
3. A pessoa pode ou não recusar-se a tentação;

Vamos ser claros: ser tentado não é, em si mesmo, pecaminoso! As tentações não podem tornar-nos desagradáveis a Deus ​​"a menos que nos deleitemos nelas e/ou as consintamos", aconselha São Francisco de Sales. "Deixemos aos inimigos da nossa salvação colocar as suas armadilhas, tentações, tanto quanto eles gostam diante de nós. Deixemo-los sempre permanecer na porta dos nossos corações buscando a entrada. Deixemos que façam tantas propostas quanto queiram. Enquanto nós estejamos determinados a  não ter prazer nisso, não poderemos nunca ofender a Deus."

Nossa primeira linha de defesa contra a tentação é desviar a nossa atenção delas, mas fazê-lo suavemente, com calma e simplesmente. Santa Joana de Chantal recomenda que "não lhes prestemos atenção, fazendo o que for preciso para afastar nossa mente delas."

Seus métodos, não obstante enérgicos, devem refletir moderação. Esta moderação é crítica. Se nós reagirmos na presença das tentações, certamente diminuiremos nossa habilidade para resistir. Perder nossa calma diante de uma tentação, simplesmente aumenta nosso labirinto espiritual, permitindo que Satanás "pesque, como se fosse em águas turbulentas"..

As estratégias para combater uma tentação específica dependem do tamanho e natureza da própria tentação.

Grandes tentações podem ser resistentes aos nossos esforços de simplesmente recusá-las. Na verdade elas podem perseguir-nos. Os remédios para lidar com este tipo da tentação incluem:

1. Unir-se a Cristo Crucificado.
2. Falar sobre isso com seu diretor espiritual, confessor ou amigo de confiança;
3. Resolver ser tão teimoso como determinado com a mesma tentação;
4. Acima de tudo não olhar para a tentação nem discutir com ela. Manter a sua atenção no Senhor.

As pequenas tentações podem faltar em qualidade, mas lhes sobra em quantidade. Assim como moscas pequenas ou os mosquitos zumbindo nos nossos ouvidos, picando no nariz ou nas bochechas, as tentações nos tiram a visão. Quer um conselho?

Pare de perder tempo examinando-as. Simplesmente espante-as praticando a virtude oposta.

Uma palavra de advertência. Na verdade as pequenas tentações podem ser mais perigosas para nossa saúde espiritual precisamente porque, elas são muito frequentes  e parecem tão insignificantes! Fiéis que estão tentando crescer na santidade podem resistir com êxito numa tentação só pelo fato de que as pequenas os deixaram esgotados e comprometidos com seus múltiplos e insidiosos assaltos.

Toda essa conversa de como resistir às tentações passa por alto a outra percepção importante da espiritualidade salesiana: as tentações realmente podem servir para nos lembrar de nossa necessidade  de crescer, de nossa necessidade daquilo que é bom e da nossa necessidade de Deus. São Francisco de Sales diz-nos que a experiência com a tentação pode "fazer-nos voltar à realidade, fazer-nos pensar sobre a nossa fraqueza, e ser a causa de que tenhamos que recorrer mais rapidamente" ao nosso Criador.

Quando fala a voz da tentação, afaste a vista de sua mente; cubra os ouvidos do seu coração. Busque o amor e a força  de Deus que o criou, que o remiu e que o inspira.

Acima de tudo, pratique uma vida de virtude. Não há melhor remédio contra a tentação do que estar de outro modo ocupado vivendo uma vida com o Senhor.

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