quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

[Atld] Padre Check, do Courage, reage ao Relatório do Sínodo

 “Temos a convicção de que uma vida casta

é parte da boa nova de Jesus Cristo?”,

perguntou o Padre Check.






por Joan Desmond



[A seguinte entrevista foi publicada, originalmente, logo após a revelação do relatório preliminar do Sínodo Extraordinário para a família, e se encontra na página do National Catholic Register]


O relatório preliminar do Sínodo Extraordinário para a Família provocou uma tempestade de fogo, e alguns padres do Sínodo já criticaram o documento, observando que ele, no entanto, não é definitivo. O foco da atenção está sobre um parágrafo referente ao alcance da Igreja sobre as pessoas com atração pelo mesmo sexo:

50. Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: somos nós capazes de acolher essas pessoas, garantindo-lhes um espaço fraterno em nossas comunidades? Elas, frequentemente, desejam encontrar uma Igreja que lhes ofereça um lar acolhedor. São nossas comunidades capazes de lhes prover isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem comprometer a doutrina católica sobre a família e o matrimônio?

Neste momento o padre Paul Check, que coordena o apostolado Courage International, que auxilia católicos com atração pelo mesmo sexo a viver de acordo com os ensinamentos católicos sobre a castidade, expressou sua preocupação relativa a essa passagem do relatório. Ele, durante uma entrevista realizada hoje, disse que os membros do Courage estão preocupados e confusos sobre a mensagem do Sínodo:

Estou muito preocupado com as pessoas que fazem parte do apostolado Courage. Elas crêem que aquilo que a Igreja ensina sobre a homossexualidade é verdade. Elas, com a graça de Deus, lutam para viver esse ensinamento, no meio de apelos diversos – incluindo o de suas próprias famílias – dizendo-lhes para viver de outra maneira e achar um parceiro.

Elas olham para a linguagem desse discurso desapontadas, preocupadas e com alguma dor. Elas contam com a voz da Igreja para mantê-las fortes e assegurar-lhes que as escolhas que fizeram são verdadeiras. A Igreja lhes dá a força para perseverar.

Também penso nos pais quem fazem parte do Courage e em sua luta para acreditar que aquilo que a Igreja ensina é verdadeiro, isso quando há tantos outros discursos, tanto no Legislativo quanto no Judiciário, que querem normalizar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Padre Check aplaudiu o desejo dos padres do Sínodo de alcançar os católicos com atração pelo mesmo sexo. Ele observou, no entanto, que Jesus modelou a maneira de engajar as pessoas que estão às margens sem deixar parecer, no entanto, que deixava de lado a realidade dos apegos pecaminosos.

Nosso Senhor falava com clareza, e falava com um profundo conhecimento da condição humana: a fragilidade à qual nós somos propensos, assim como também o somos à nobreza. Não é uma sentença alternativa – ou você tem uma doutrina estéril e um ensinamento severo ou então você acolhe as pessoas como elas próprias se compreendem, como elas querem ser e viver.

Nosso Senhor disse, “A verdade vos libertará. Por essa razão eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade”. Ele é o Logos e o Ágape. Em Cristo, não há conflito entre a verdade e a caridade.

Há uma perda na confiança de que a verdade revelada, compreensível e cognoscível pela razão humana, possa ser vivida e que ela conduz à plenitude.

Quando eu li a declaração [do Sínodo], uma coisa que veio à minha cabeça foi fazer a seguinte pergunta: “Temos a convicção de que uma vida casta é parte da boa nova de Jesus Cristo, pouco importando nosso estado de vida?”

Não fazemos justiça a ninguém deixando que as pessoas permaneçam num estilo de vida pecaminoso, pois o apelo para a conversão não ignora as condições nas quais alguém está vivendo.

Veja o exemplo de Jesus em João, 4, quando ele fala à mulher junto ao poço. Ele a traz para uma conversa e constrói um tipo de relacionamento com ela. Ele transmite a ela a certeza de que ela é pessoalmente importante para ele. Cristo está sempre convidando as pessoas, individualmente, a vir e viver a plenitude da fé na verdade.

Perguntei ao Padre Check o que ele esperava que os padres do Sínodo fariam para esclarecer algumas questões.

Penso que seria maravilhoso se nós pudéssemos obter da Santa Sé uma confirmação de que o ensinamento da Igreja, no que se refere à castidade, é seguro e será sempre seguro porque ele é fundamentado na imutável natureza humana, a qual ela mesma é criada à imagem e semelhança da imutável essência divina. A antropologia cristã não pode mudar porque Deus não pode mudar.

A inclinação homossexual não é algo a ser adotado por si, pois, como a Igreja já disse, ela é uma inclinação, mais ou menos, direcionada a uma ação gravemente contrária à castidade. Logicamente, não faz sentido louvar ou sugerir que a inclinação em si mesma é boa. Não é lógico dizer que uma inclinação voltada para um pecado grave é boa.

Padre Check convidou os padres do Sínodo para assistir a um filme recente lançado pelo Courage, que apresenta histórias profundamente envolventes de três católicos que lidam com a atração pelo mesmo sexo à luz do ensinamento católico relativo à castidade.


Quando eu estava me preparando para suceder o Padre Harvey, que liderou antes de mim o Courage, ele me disse que nossos membros eram os nossos melhores embaixadores. Eles nos demonstram que é possível e que é bom abraçar o ensinamento da Igreja. Isso não significa dizer que, tão logo eles se tornaram membros do Courage, seus desejos desapareceram. No entanto, eles encontraram consolo, força e conforto na verdade.



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