terça-feira, 3 de novembro de 2015

[FH] Meu filho é homossexual: o que eu faço? [I]

Quando falamos sobre atração pelo mesmo sexo, focamo-nos geralmente nas pessoas que a sentem. Porém, há um lado da história que também precisa ser contado: o do pai e da mãe. A dor deles é diferente daquela dos filhos. Enquanto seus filhos sofrem pela tentação de abraçar as práticas homossexuais, pela solidão ou pelas injustas discriminações, eles, os pais, sofrem por ver os sofrimentos dos filhos sem saber como ajudar ou o que fazer.

Esta pequena série de artigos é destinada aos pais, a fim de responder algumas das suas possíveis inquietações e de ajudá-los no cuidado dos seus filhos, que possam estar ou que estejam sofrendo por causa das suas atrações pelo mesmo sexo. Longe de pretender julgá-los, em suas razões ou intenções, queremos antes oferecer-lhes o que aprendemos do Apostolado Coragem e da prática em cuidar das pessoas com tendências homossexuais.

Meu filho não me conta nada

Alguns pais suspeitam que seus filhos sintam atrações pelo mesmo sexo e sofrem porque não se julgam preparados para conversar sobre o assunto, ou porque não veem abertura com os filhos para fazê-lo.

Os que não se julgam preparados, por sua vez o fazem por várias razões. Alguns não suportam a idéia de confirmar suas suspeitas e ter "um filho homossexual". Estes não suportam ou porque formam um conceito bem negativo a respeito da atração pelo mesmo sexo (como se, por exemplo, o simples fato de o filho dizer que sente atração pelo mesmo sexo o tornasse alguém imoral), ou porque vêem frustradas suas expectativas sobre os filhos (como, por exemplo, não vê-los casados, com família e filhos), ou porque temem grandes sofrimentos, para si ou para os filhos (como, por exemplo, ver pessoas maliciosas espalhando histórias sobre a família ou ver os filhos sofrendo injustas discriminações).

Seja qual for a razão, os pais precisam se acalmar, examinar suas próprias consciências e corrigir-se em alguns pontos.   

Você que é pai ou mãe precisa superar o receio de falar com seus filhos. Deixando de conversar com eles, você está os privando do conselho que os oriente, do consolo que os conforte e da exortação que os corrija. Porém, você pode estar dizendo agora: "O que faço, então, se eles não se abrem comigo, mesmo que eu me ofereça sempre para conversar com eles?".

Entenda que não é fácil para quem quer que seja falar sobre assuntos pessoais, nem mesmo com aqueles em quem se confia. Isso também é verdade para quem sente atração pelo mesmo sexo. Pois é algo muito pessoal e que, geralmente, acompanha muitas experiências dolorosas.

Para alguns, falar para o pai e para a mãe sobre isso significa arriscar-se a perder o amor deles. Você, pai ou mãe, pode até dizer: "Mas isso é injusto. Jamais deixaria de amar meu filho por isso". Porém, não é mentira que alguns pais e mães romperiam com seus filhos por essa razão. Os seus filhos ouvem essas histórias na televisão, nos jornais, nas revistas, nos sites da internet e de amigos e conhecidos que passaram pela situação. Por isso, mesmo que o silêncio dos seus filhos incomode você, respeite-o. Dê o tempo que eles precisarem para se abrir com você.

Mas isso não significa que você deva ser ausente ou distante. Pelo contrário, este é o momento de reaprender a ficar próximo. Mostre com os seus gestos e com as suas palavras que você está ali, perto deles, para ajudar sempre. Passar essa segurança para seus filhos é o melhor que você tem a fazer. Um dia é possível que eles se abram. Pode ser que você confirme suas suspeitas. Pode ser que você descubra que se trata de outra coisa. De toda sorte, preocupe-se menos com o que eles mantém em segredo e ocupe-se mais em amá-los e estar presente na vida deles. Acredite, essa presença é o que eles mais desejam de você. 

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