quinta-feira, 19 de novembro de 2015

[FH] Meu filho é homossexual: o que eu faço? [III]

O Courage possui uma ramificação chamada Encourage (Encorajar), que é destinada ao apoio de familiares e pessoas próximas daqueles que possuem atração pelo mesmo sexo (AMS). Nossa intenção, com a graça de Deus, é também iniciar essa vertente no Brasil, mas para isso precisamos de pessoas interessadas em participar. Por isso, nesta terceira postagem, abordaremos um pouco mais um dos questionamentos que rondam a cabeça e o coração dos pais que têm ou acreditam ter filhos com atração pelo mesmo sexo (AMS). As postagens anteriores sobre o mesmo assunto podem ser encontradas aqui e aqui.

Será minha culpa?

É comum acontecer de os pais se perguntarem isso. Outros chegam a se perguntar: “Onde eu errei?”. Acontece que responder a essa pergunta é difícil e de tal monta é a dificuldade que chega a ser em vão o questionamento. Afinal, o que os pais querem saber? Se eles foram causadores das tendências homossexuais dos seus filhos? Se eles causaram sofrimento a eles? Se eles estiveram presentes ou se foram ausentes? Assim, de uma pergunta eles se vêem lançados a outras, que levam a outras e assim por diante. A confusão e a perturbação que se instalam nas almas do pai e da mãe são tantas que, se eles não se afundam na tristeza julgando-se os piores seres da face da terra, voltam-se com desespero contra seus filhos e, por ações precipitadas, tentam correr atrás do “tempo perdido” para “corrigir o problema”.

Pai e mãe, perguntar-se sobre os resultados da sua relação com seus filhos é bom na medida em que permite você avaliar o que fez (se o que fez deu bom fruto ou se não) e fazer, agora, depois dessa reflexão, um novo e firme propósito de amar mais e melhor os seus filhos. Do contrário, perguntar-se sobre “se é sua culpa” ou sobre “se errou” se transformará numa autolamentação infrutífera em forma de “história dos erros do passado”. Alimentando isso de forma tão negativa e viciosa você se verá afligido pelo desânimo, pela tristeza, pela frustração e pela raiva de si mesmo. Não siga esse caminho.


As causas das tendências homossexuais ainda são objeto de investigação hoje. Grande parte dos estudos aponta que a ausência ou certas condutas equivocadas do pai e da mãe contribuem para a fragilização emocional das crianças, deixando-as mais propícias a desenvolver atrações pelo mesmo sexo ou a se envolver em algum tipo de conduta homossexual. No entanto, não será nada proveitoso ficar a se lamentar, castigar-se e agir precipitadamente com os filhos. Nada disso ajuda. 

Se o seu filho se abriu com você, ou então se você descobriu que ele sente atração pelo mesmo sexo, aproveite este momento para se aproximar dele e cultivar ainda mais seu amor por ele. Dar apoio a seu filho não significa aceitar a AMS como algo bom, mas sim mostrar que você o ama apesar de qualquer coisa, e que não o abandonará jamais. Não significa aceitar uma eventual decisão dele de viver uma vida "gay" e abrir mão de seus princípios, mas sim fazer com que ele saiba que apesar disso ele terá um porto seguro em você. Caridade na verdade. Essa é a melhor forma de lidar com as questões que são suscitadas nesses momentos.      

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