sexta-feira, 17 de junho de 2016

[FH] A importância do pai na família cristã [III]

[Continuamos a apresentar a  série de textos do Pe. Pafarrer Pavanetti, SDB sobre a importância fundamental do pai na família cristã.  As partes anteriores deste texto, podem ser encontradas aqui e aqui]. 

Falta de preparação

Atualmente, há um triste vazio nos lares modernos, porque os pais desertaram do lar ou desertaram de sua função de educadores.

Isto se deve à nossa época absurdamente materialista e adoradora do progresso positivo e técnico, que não transmite uma mensagem para o espírito; as qualidades e as virtudes morreram.

Este empobrecimento de virtudes humanas e sobrenaturais, esta anemia espiritual atraiu como consequência trágica o fenômeno inexplicável de Pais que não sabem para que fim são Pais, quitada sua função animal.

O que os Pais sabem sobre educação? Nada. Todos improvisam quando querem fazer algo. Os que creem saber são os que pior atuam. Vendo-se que é ignorado, é princípio de sabedoria. Em muitos dos casos, sempre é o desastre a consequência lógica.

Ignoram-se os princípios da educação. Carece-se de experiência, e na maioria dos casos os filhos se educam ou se deformam à margem do conhecimento e da atuação de seus Pais. Eles são órfãos, apesar de terem seus Pais vivos (e este mal aumenta quando ambos os Pais trabalham).

Como é triste o vazio dos Pais em nossos lares! E mais desolador ainda é o vazio de uma sã paternidade no coração de tantos homens. A paternidade não pode ser um simples acessório em suas vidas, mas deve ser algo essencial: esta é a grandiosíssima tarefa dos homens. E será mais fecunda que todos os Tratados e Pactos, e mais eficaz que todos os vãos sistemas pedagógicos.

O grande pecado da sociedade moderna está na desnaturalização do lar. Hoje se vive em todas as partes, menos no lar.

Todas as coisas, todas as pessoas têm direito à inclusão na sociedade, exceto as que compõem a família.

“Volte ao lar!”: é o grito de súplica pela salvação da humanidade.

Esta volta ao lar significa não somente fazê-lo centro da vida, mas também arcar com a tarefa que nele se deve realizar, a qual, por sua vez, supõe a riqueza de virtudes que introduz o prestígio de ascendente educador à personalidade dos Pais.

Saber o que se deve fazer, conhecer os métodos para realizar com perfeição a obra educadora e possuir as virtudes próprias de educador: isto também significa voltar ao lar.

O lar mede a grandeza do homem ou apresenta ainda mais claramente a sua miséria.

A intimidade com os filhos e com a esposa é profunda se se é grande interiormente, e não existe se por dentro está vazio.

Por esta razão, o primeiro programa de ação educadora consiste no esforço, sincero e leal para se chegar à realização deste ideal [a intimidade com a família].

[continua...]

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