segunda-feira, 11 de julho de 2016

[FH] A importância do pai na família cristã [IV]

[Terminamos de apresentar a  série de textos do Pe. Pafarrer Pavanetti, SDB sobre a importância fundamental do pai na família cristã.  As partes anteriores deste texto, podem ser encontradas aqui e aqui e aqui]. 





Qualidades do Pai educador

Antes de falarmos de métodos de educação, temos primeiro que tratar do problema da formação do educador, porque na educação, a pessoa do educador é tudo. Não são “métodos” que formam e salvam a juventude, mas a presença de uma forte personalidade que no esplendor de suas virtudes, na serenidade de seu equilíbrio pessoal, na ternura de seu coração e na fortaleza dura e firme de sua vontade pode apresentar-se ante as crianças e os jovens como a encarnação viva de um ideal, cuja luz ilumina, cuja irradiação subjuga, cuja compreensão eleva, cuja intimidade transforma.

Estamos vivendo uma época de técnicas materialistas, e nos sugestionamos de tal modo, que cremos que o progresso material fará tudo na vida, e estamos pagando caro por este erro, visto que a vida humana escapa quase totalmente aos progressos materiais.

Nega-se a espiritualidade do ser humano, mas não basta negá-la para que deixe de ser uma realidade. As negações são, frequentemente, posturas intelectuais, porém não são a expressão de uma realidade. E a natureza se defende contra essas negações mutiladoras da vida humana. Hoje em dia, confia-se tanto nas técnicas de pedagogia, e nunca se escreveu tanto sobre as crianças como nessas últimas décadas; e, contudo, nunca degenerou-se tanto a educação nos Institutos e nas famílias.

Isto porque faltam os princípios que regem a vida, e, sobretudo, falta o exemplo.

Assim como não se produz vida com maquinas, sabendo-se que ela só é gerada por seres vivos, do mesmo modo a educação das crianças acontece ou através do exemplo luminoso dos pais, ou não acontece.

Alguns Pais se enganam crendo que, pagando um bom Instituto de Educação (quando o fazem), já cumprem e já se veem livres de todas as responsabilidades concernentes à educação dos filhos. Não senhores! São seus exemplos, e somente seus exemplos que importam. Aqui não só estamos falando de evitar essas coisas que representam um atentado grave à moral: essas coisas que muitos creem poder ocultar por um longo tempo e que as esposas sofrem em silêncio, imolando-se ao egoísmo do Pai por amor aos filhos[1]. Não. Referimo-nos aos exemplos normais e simples, de todos os instantes, que são os que verdadeiramente deixam traços.
 
Compreender esta necessidade do bom exemplo leva necessariamente a entender que o Pai que quer ser um autêntico educador deve empenhar-se decididamente por adquirir as virtudes que o farão educador. Vejamos que, enfim, não se educa pela força das teorias, nem pela imposição dos caprichos, nem tampouco pelas grandes dissertações, mas pelo exemplo quotidiano apresentado aos pequenos homens que amanhã serão o espelho daqueles que o criaram.

[PAVANETTI, Pfarrer. Buch Vaterschaft und Autorität, Februar 2001]



[1] NT: referindo-se ao adultério versus a fidelidade.

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