terça-feira, 25 de outubro de 2016

[Esp] Vivendo na verdade: onze ensinamentos da Igreja sobre a homossexualidade

[Apresentamos a tradução do artigo “Living on truth: eleven Church teachings on homosexuality escrito e publicado pelo Apostolado Coragem em seu site em inglês.].
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... tem sido dada uma interpretação excessivamente benigna à condição homossexual, até o ponto de a chamarem de neutra ou, até mesmo, boa.

(CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Carta aos Bispos da Igreja Católica 
sobre o Cuidado Pastoral das Pessoas Homossexuais, § 3, 1986)

Você precisa saber o que a Igreja ensina.

Algumas vezes, você ouve dizerem: Igreja aceita a homossexualidade como natural e normal; ou, então: Igreja condena os homossexuais. Para esclarecer essa confusão, este artigo apresentará e comentará onze proposições da carta intitulada "Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o Cuidado Pastoral das Pessoas Homossexuais, escrita em 1986, pela Congregação para a Doutrina da Fé.

1. União de Amor e de Oferta de Vida.

A Igreja ... celebra, no sacramento do matrimônio, o plano divino de amor e de oferta de vida relativo à união entre o homem e a  mulher (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n.7)

Deus criou o sexo por dois propósitos combinados: a felicidade do homem e da mulher unindo-se no amor matrimonial; e a felicidade duma nova vida nascente dessa união. Retire um desses propósitos - por ocasião de adultério, prostituição, masturbação, sexo antes do casamento ou atividade homogenital - e a atividade sexual se torna algo negativo e limitador, porque aqueles dois propósitos estão edificados dentro de nós. Nós somos feitos fisicamente para amar e para gerar nova vida. Os atos sexuais que são menos do que isso nos separarão de parte de nós mesmos e, também, daquilo que Deus quer para nós. Esses atos deixam de fora e suprimem parte do que é o sexo e, também, parte de quem nós somos. 

2. Um projeto sexual complementar

Escolher alguém do mesmo sexo para a atividade sexual é anular o rico simbolismo e significado, para não mencionar os objetivos, do plano do Criador para o sexo. Atividade homossexual não é uma união complementar capaz de transmitir a vida ... (Congragação para a Doutrina da Fé, carta n.7)

O plano de Deus para nós é exercermos o mistério do masculino e do feminino, cursarmos a distância entre os sexos e nos unirmos. A homossexualidade usa o sexo para algo diferente do que o pretendido pelo Criador. A natureza de nossos corpos não requer a elaboração de dados científicos para provar o fato óbvio de que nossos corpos não foram feitos para a união homossexual. A Igreja diz que os nossos corações também não foram feitos para esse tipo de união, e, dessa maneira, esse tipo de união não é bom para nós nem para nossa felicidade e crescimento duradouros. Deus nos criou emocional e fisicamente para a "união complementar e para a procriação *.      

* N.T. Segundo o Online Etymology Dictionary, procriação vem do latim procreationem, que vem, por sua vez, do verbo procreare que significa produzir e gerar. Vinda de um verbo composto do prefixo pro- e do verbo creare, a palavra procriação, além de produção e geração, pode significar (em sentido mais literal) em favor da criação.    

3. A inclinação homossexual é objetivamente desordenada

Apesar de a particular inclinação da pessoa homossexual não ser pecado, ela é uma tendência mais ou menos forte em direção dum mal moral intrínseco. Por conseguinte, a inclinação, ela mesma, deve ser encarada como uma desordem objetiva (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n. 3).

As atrações eróticas homossexuais podem surgir por várias razões, que podem ser entendidas tanto psicológica como emocionalmente. Algumas vezes, elas são temporárias - especialmente no caso dos adolescentes - mas, no caso de algumas pessoas, os sentimentos homossexuais são profundamente arraigados e difíceis de ser superados. A Igreja diz que não é pecado ter atrações assim (especialmente se o elemento erótico não é voluntariamente cultivado), mas que é uma desordem objetiva, um problema.  

Pode ser difícil entender o que seja uma "desordem objetiva". Isso significa que a forte inclinação para o ato homossexual indica que o desejo, ele mesmo, está indo na direção errada. Ordinariamente, a grande maioria dos homens e mulheres têm uma atração natural, dada por Deus, em direção à união física com uma pessoa do sexo oposto. Isto é natural e bom porque conduz a maioria das pessoas ao casamento enquanto que as atrações pelo mesmo sexo, mesmo não sendo pecaminosas, acabam num ato desordenado, se alguém se rende a elas.

Pode ser objetado que um homem cobiçando luxuriosamente uma mulher é um ato desordenado, mas a inclinação a esse tipo de ato é considerado natural, porém mal dirigido dentro de certas circunstâncias. Na circunstância do casamento, essa inclinação é boa, porque ela leva ao fortalecimento da união entre o homem e a mulher e à geração (procriação) de uma criança. 

Contudo, as atrações homoeróticos não levam ao fortalecimento da união entre o homem e a mulher, nem à geração (procriação) de uma criança. Portanto, elas são consideradas objetivamente desordenadas, porém não pecaminosas em si ou de si mesmas.

4. Moralmente não aceitável

Portanto especial preocupação e atenção pastoral devem ser direcionadas àqueles que estão nesta condição, a fim de que não sejam levados a acreditar que a vivência desta orientação na atividade homossexual seja uma opção moralmente aceitável. Ela não o é ... Somente na relação marital é que o uso da faculdade sexual pode ser moralmente boa. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta 3, 7)

A única razão de a Igreja se dar ao trabalho de chamar certas atividades de moralmente erradas é que essas atividades causam danos reais. Agir segundo os sentimentos homossexuais é aumentar sua força. Muitos daqueles que outrora foram ativos no estilo de vida homossexual narram que o prazer sexual temporário os deixava profundamente vazios (isso é verdadeiro para toda forma de sexo não saudável). Por outro lado, quando eles se abstiveram da atividade sexual ilícita, até mesmo quando a abstenção era uma luta, eles descobriram a experiência de uma grande paz e confiança.  

5. A Igreja não chama ninguém de "homossexual"

Atualmente, a Igreja ... se recusa a considerar a pessoa como hetero ou homossexual, e, também, insiste que todas as pessoas têm uma identidade fundamental: criaturas de Deus; e pela graça, filhos de Deus e herdeiros da vida eterna (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n.16)

A Igreja não porá rótulo em ninguém. Dizer que alguém é "gay" ou "lésbica" ou "homossexual" é definir uma pessoa inteira por um aspecto apenas. Isto pode aprisionar a identidade da pessoa e bloquear seu crescimento emocional posterior. Este é o tipo de rotulação que dá margem ao preconceito e à discriminação. A Igreja se posiciona contra qualquer comportamente que ela chama de imoral, mas sempre ensina o apoio e o respeito à pessoa. Rotular limita e desrespeita as pessoas.

6. A Igreja condena a extrema malícia

É deplorável que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam objeto de extrema malícia em palavras e em atitudes. Tal tratamento merece condenação por parte dos pastores da Igreja onde quer que ele ocorra (Congregação para a Doutrina da Fé, n.10)

Algumas pessoas desprezam aqueles que têm dificuldades com a atração pelo mesmo sexo. A Igreja condena todas as manifestações desse tipo de atitude, como, por exemplo: piadas contra gays e lésbicas; ataques verbais e físicos; exclusão social; rejeição dos amigos ou membros da família; evitar o tema da homossexualidade; e assim por diante. Esse comportamento é sempre e muitíssimo errado. É o que a Igreja chama de "pecado contra a caridade". Pessoas com adversidades homossexuais enfrentam muitos desafios. Elas precisam de amor e de incentivo, e não de maus tratos.
  
7. Respeitar um ao outro

A dignidade intrínseca de cada pessoa deve ser sempre respeitada na palavra, na ação, e no direito. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta  n. 10)

Quando você ouvir expressões insultantes sobre pessoas que têm dificuldades com a homossexualidade, a Igreja diz: "Não fique calado!. Quando um amigo ou membro da família confidenciar com você que ele ou ela tem atrações homossexuais, este é o momento em que a sua amizade e resposta cristã realmente contam. Bons amigos também desafiam uns aos outros, assim você pode e deve dizer o que você acredita. Você pode continuar a mostrar o amor cristão, como também a fidelidade à Verdade, não importa qual a decisão que eles tomem.

8. Pressão sobre a Igreja

... Atualmente, um número crescente de pessoas, mesmo dentro da Igreja, estão fazendo uma enorme pressão sobre a Igreja para ela aceitar a condição homossexual como se não fosse desordenada, e, também, para ela tolerar a atividade homossexual. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n. 8)

Uma das mais difíceis tarefas da Igreja é falar a verdade com amor, confrontando as ideias e os comportamentos auto-destrutivos de qualquer sociedade. Muitas vezes, as sociedades resistem. Nosso "resistente amor" cristão insiste que Deus quer para nós mais do que jamais poderá oferecer a atividade homossexual. Nossa longa tradição judaico-cristã está sob forte ataque especialmente na América *. Todo jovem católico pode esperar sentir essa pressão - algumas vezes, até mesmo, de dissidentes dentro da Igreja, algumas vezes, de outra forma, de professores respeitados ou de conselheiros. Se você confessa abertamente o ensinamento da Igreja e se pedir a seu amigo para questionar o caminho "positivo e gay", você será, muito provavelmente, identificado como "homofóbico". É preciso coragem para falar uma verdade impopular, mas é um ato de amor verdadeiro. Reafirme o seu amor por seu amigo e mantenha-se firme em suas convicções.

*  "America" provavelmente se refere aos Estados Unidos.

9. Pessoas generosas e doadoras

A atividade homossexual ... contraria o chamado para uma vida de doação do tipo que o Evangelho diz ser a essência da vida cristã. Isso não significa que as pessoas homossexuais não sejam com frequência generosas e doadoras de si mesmas, porém, quando elas exercem a atividade homossexual, confirmam dentro de si uma inclinação sexual desordenada, que é essencialmente auto-indulgente. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n.7)

E se, diferentemente, seus amigos ativamente homossexuais são pessoas de bem? Sua atividade sexual ainda opera contra aquela bondade. Assim, por amor à amizade e amor à honestidade, você precisa dizer claramente, pelo menos uma vez, aquilo em que você acredita e porque. Fora isso, você ainda pode afirmar outras coisas boas que você vê em seu amigo, assim como a Igreja faz. Você ainda pode estar lá para o seu amigo não importa o quê, e dizê-lo. Essa lealdade tem sido, às vezes, a linha de vida para as pessoas que, no fundo, não queriam a identidade e a vida homossexuais, mas que tinham sido convencidas de que não tinham escolha na questão - porque nunca ouviram ninguém dizer nada diferente.

10. Sempre e totalmente compulsivo ?

O que deve ser evitado a todo custo é a suposição infundada e degradante de que o comportamento sexual das pessoas homossexuais é sempre e totalmente compulsivo e, portanto, sem culpa. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n. 11)

Eu não consigo parar" é o clamor do viciado e isso significa que a pessoa sente que sua liberdade foi tomada por outra coisa. Contudo, nem toda homossexualidade é compulsiva, especialmente no começo. Algumas pessoas experimentam o sexo homossexual só para ver se elas gostam. Sexo só por prazer, no entanto, leva com frequência ao vício sexual - seja hetero ou homossexual. O ensinamento católico nos faz lembrar que nosso livre-arbítrio é um dom de Deus e que tudo o que nos controla é contra os propósitos de Deus. Algumas pessoas, que antes eram ativamente homossexuais, testemunham que não demorou se tornarem profundamente viciadas em sexo gay ou lésbico. Superar a dependência foi uma luta muito difícil, mas não impossível.

11. Abandonando a homossexualidade

O abandono da atividade homossexual requerirá a profunda colaboração do indivíduo com a graça libertadora de Deus. (Congregação para a Doutrina da Fé, carta n.11)

Muitas pessoas vivenciam dificuldades na tentativa de deixar a muitíssimo arriscada vida homossexual. Quatro fatores são necessários para o sucesso: profunda convicção de que só a vida casta é boa; firme apoio dos outros; esforço pessoal total; e confiança em Deus. Muitas pessoas conseguem com sucesso estabelecer uma vida de auto-controle sexual. Mas elas são felizes? A opinião popular diz "Não!", imaginando um interminável tormento do desejo suprimido. "Não é assim" dizem que os superaram o desejo homossexual. Eles relatam, ao contrário, grande felicidade e muita gratidão a Deus por serem libertados, por fim, do poder degradante de sua luxúria. Os resultados são maiores: auto-confiança e paz interior.
 
 

4 comentários:

  1. Olha me senti bastante tocado com esse artigo, principalmente com a parte: "Quatro fatores são necessários para o sucesso: profunda convicção de que só a vida casta é boa; firme apoio dos outros; esforço pessoal total; e confiança em Deus."
    As vezes fico pensando como seria, se seria bom, mas lembro, e esse texto me ajudou a ver isso, que SÓ A VIDA CASTA É BOA!!

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  2. Dói muito...queria ter outra cruz, mas, paciência e louvado seja Deus por esta cruz....peço a oração de quem ler este comentário. Mesmo não sabendo quem eu sou, reze. Deus sabe. Obrigado!!!!

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