sábado, 3 de junho de 2017

[Tst] Pela fé e pela castidade: São Carlos Lwanga e companheiros mártires

Neste dia 3 de junho, celebramos a memória de São Carlos Lwanga, que viveu em Uganda, no fim do século XIX. Ele é invocado de modo especial pelo Courage para interceder pelos homens e pelas mulheres que todos os dias enfrentam o desafio de recusar as investidas do mundo, para que recusem Cristo e abandonem a santa pureza, vivendo essa recusa com a disposição de um mártir, que recebe em seu corpo os padecimentos deste mundo, mas não abre mão da alegria eterna de estar em comunhão com Deus. 



Aconteceu de, naquele tempo, Uganda ser governada pelo rei Mwanga, que era um homem violento e costumava molestar jovens que estavam ao seu serviço, forçando-os a lhe prestar favores sexuais. Ora, não havia muito tempo, um grupo de católicos, chamado Sociedade dos Missionários da África, chegou ali para missão e o grupo era conhecido como "Os padres brancos". São Carlos fazia parte desse grupo. Ele e vários outros cristãos, dentre eles protestantes, trabalhavam arduamente para livrar esses jovens das mãos de Mwanga, enquanto os acolhiam e evangelizavam.

A princípio, a pequena comunidade de 200 cristãos era chefiada por José Mkasa (ou Mukasa), um jovem de vinte e cinco anos. José era bem-quisto pelo rei Mwanga. Porém, aconteceu que rei Mwanga matou um missionário protestante e seus companheiros e José Mkasa criticou-o severamente por isso. Ouvindo as palavras de repreensão, rei Mwanga ordenou a morte de José Mkasa, no que este respondeu aos guardas que queriam atar suas mãos: "Um cristão que dá sua vida por Deus não teme morrer". José Mkasa perdoou o rei e fez uma última exortação ao rei Mwanga para que se arrependesse. Mas, o rei não se arrependeu dos seus erros e José Mkasa foi decapitado e queimado, em 1885.

Depois da morte de José Mkasa, São Carlos Lwanga assumiu a liderança daquele grupo de cristãos. Porém, aconteceu de o rei Mwanga descobrir que os jovens ao seu serviço eram evangelizados pelos cristãos. Isto irritou-o a tal ponto que ele ordenou que tudo fosse guardado para que ninguém escapasse. 

"Sabendo que o fim esta próximo, São Carlos Lwanga batizou quatro catecúmenos aquela noite, incluindo um menino de treze anos chamado Kizito. Na manhã seguinte, Mwanga trouxe diante de si toda a corte e separou os cristão dos outros e disse: 'Aqueles que não rezam fiquem diante de mim. Aqueles que rezam, fiquem ali'. Ele inqueriu de quinze meninos e rapazes (todos com menos de 25 anos) se eles eram cristãos e se pretendiam permanecer cristãos. Quando eles responderam 'sim' com vigor e com coragem, Mwanga os condenou à morte."

"Ele sentenciou que o grupo devia ser levado a um lugar distante de execução, em Namugongo. O executor-chefe implorou a um dos meninos, seu filho, Mabaga, que ele escapasse e se encondesse, mas Mbaga se recusou. Os prisioneiros cruelmente atados passaram pela causa dos Padres Brancos à caminho da execução. Padre Lourdel lembrava-se do menino Kizito, de treze anos, rindo e conversando. Lourdel quase desmaiou diante da coragem e da alegria que aqueles jovens conversos e condenados, seus amigos, mostravam no seu caminho de martírio. Três daqueles fiéis foram mortos no caminho."

"Um soldado cristão, chamado Tiago Buzabaliawo foi levado diante do rei. Quando Mwanga ordenou que ele fosse morto com os outros, Tiago disse: "Adeus, então. Vou para o Céu e rezarei a Deus por você". Assim que Pe. Lourdel, em luto, ergueu sua mão em absolvição enquanto Tiago passava, Tiago levantou suas mãos atadas e apontou para o alto, mostrando que ele sabia que estava à caminho do Céu e que encontraria Pe. Lourdel lá. Com um sorriso, ele disse a Lourdel: 'Por que você está triste? Isto não é nada comparado às alegrias que você nos ensinou a aspirar'."

"Também foram condenados Andrew Kagwa, um chefe Kigowa, que havia convertido sua esposa e muitos outros, e Matthias Murumba, um assistente judicial. O chefe do conselho estava tão furioso com Andrew que ele proclamou que não comeria até que soubesse da morte de Andrew. Quando os executores hesitaram, Andrew os repreendeu dizendo: "Não deixem seu cônsul com fome. Me matem.". Quando o mesmo cônsul descreveu o que estava acontecendo com Matthias, ele acrescentou: "Sem dúvida, o deus dele vai resgatá-lo". 'Sim', replicou Matthiass, 'Deus vai me resgatar. Mas você não verá como Ele vai fazer isso, porque Ele tomará a minha alma e deixará com você somente o meu corpo'. Matthias foi ferido na estrada e deixado ali para morrer - isso levou pelo menos três dias. A primeira leva de prisioneiros chegou a Namugongo e os sobreviventes foram mantidos encarcerados por sete dias. Em 3 de junho, eles levados para fora, colocados em esteiras de junco e em cima de uma pira. Mbaga foi morto primeiro por ordem do seu pai, o chefe dos executores, que havia tentado pela última vez fazer o filho mudar de ideia. Os outros foram queimados até a morte. Eles morreram clamando o nome de Jesus e proclamando: 


'Vocês queimam nossos corpos, mas vocês não podem ferir as nossas almas'."


São Carlos Lwanga e os que morreram com ele foram canonizados em 1964 por Paulo VI. 
  

São Carlos Lwanga, rogai por nós!



Fonte: as informações e citações foram extraídas do endereço http://www.catholic.org/saints/saint.php?saint_id=35

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