sábado, 22 de julho de 2017

[Esp] Santa Maria Madalena, modelo de arrependimento e amor


Em Santa Maria Madalena temos um dos exemplos de que, ainda que tenhamos cometido grandes pecados, podemos pedir a Jesus a saúde de nossa alma e amar a Cristo mais do que a qualquer paixão terrena. Mais do que isso, sermos santos. Segue uma reflexão para que nós, homens e mulheres com AMS, sigamos o mesmo caminho dessa grande santa, amando incondicionalmente a Jesus crucificado. Que Ele se torne nosso único e grande amor, por meio do qual aprendamos a amar castamente a todos.


"Vês esta mulher? Entrei em sua casa, Simão, e não me deste água para lavar os pés: ela os regou com as lágrimas e enxugou com os cabelos. Não me deste o ósculo da boa vinda; e ela não cessou,desde que entrou aqui, de beijar-me os pés. Tu não me derramaste óleo perfumado na cabeça; ela me ungiu os pés com perfumes. Por isso te claro: muitos pecados lhe são perdoados, porque ela amou muito. Pois ama menos a quem menos se perdoa."

Assim falou Jesus. E ela, silenciosa, tinha ouvido essas palavras, ela, a pecadora. De joelhos, os olhos ainda embaciados de chorar, tímidos e confiantes, procuraram o rosto do Senhor. O coração diz-lhe que já achou o perdão: sente pousar sobre ela o olhar da caridade, que purifica, perdoa e eleva.

Ali se deu sua conversão. Como se alegra seu coração, quando o Bom Pastor se dirige a ela com palavras doces como mel: Teus pecados estão perdoados. Tua fé te salvou: vai em paz.

Ela se levanta e, silenciosa, como viera, se retira. Não é mais pecadora. Perdoada, santificada, inteiramente transformada, a alma de Madalena nada em felicidade, abrasada de amor divino, de um amor forte, durável e eterno.


No Monte Calvário, encontramos a santa penitente entre as almas eleitas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Surda aos gritos blasfemos de uma multidão sacrílega, indiferente às falas sarcásticas e injuriosas, a sua atenção se concentra toda a vítima, que na cruz se oferece ao eterno pai, em expiação dos pecados do mundo. Com o mesmo ardor com que na mocidade se entregava às loucuras da paixão, que a devorava, sem que se deixasse incomodar pela crítica, que a censurava e invectivava, assim na hora suprema do sacrifício sanguinolento, no Gólgota, a vemos ao pé da cruz, com a fidelidade inquebrantável, entregue ao amor divino.

Em Maria Madalena temos o exemplo de como uma grande pecadora se converte, tornando-se grande santa. Tendo este exemplo, os pecadores devem convencer-se de que a grandeza e o número de pecados não é motivo para se entregarem ao desânimo, ao desespero. Como Maria Madalena, também poderão alcançar o perdão das faltas, desde que, semelhantes à grande santa penitente, se resolvam a fazer penitência. O início da conversão de Maria Madalena foi a audição da palavra de Deus. Há muitos que permanecem nos pecados, porque fogem da palavra divina.

Grande foi a mortificação a que Maria Madalena se sujeitou, quando na presença de muitas pessoas, prostrada aos pés do Divino Mestre, fez a confissão pública. Da mesma forma deve o pecador se humilhar, caso queira praticar penitência e obter perdão dos pecados. Deus não lhe exige confissão pública, mas a declaração dos pecados ao sacerdote, no tribunal da penitência. Lembre-se o penitente de que é mais fácil aceitar a humilhação da confissão, do que sofrer penas eternas no fogo do inferno. Maria Madalena não pediu outra coisa, senão o perdão dos pecados. Muitos se aproximaram de Nosso Senhor para lhe pedir alívio das aflições. "Mas esta - diz São João Crisóstomo - pediu a saúde da alma, a libertação das cadeias do pecado e foi atendida imediatamente". É um aviso para nós que, antes de tudo, devemos procurar o bem da nossa alma e pedir a Deus as graças necessárias para salvá-la.



(adaptado do livro NA LUZ PERPÉTUA - VIDAS DE SANTOS, de João Batista Lehmann)


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