domingo, 10 de setembro de 2017

[Esp] Como santificar domingos e festas?

Nossa segunda meta nos exorta a "dedicar a própria vida à Cristo por meio do serviço ao próximo, da leitura espiritual, da oração, da meditação, da direção espiritual particular, da participação frequente da Missa e do recebimento constante dos sacramentos da Reconciliação e da Santa Eucaristia." Por que a participação frequente da Missa é tão importante? Em primeiro lugar, porque o próprio Deus e sua Igreja, em seus mandamentos, nos ordenam tal ato. Em segundo, porque é ali que se encontrará presente, no santo sacrifício do altar, o autor da vida, nosso único e verdadeiro amor, que é Jesus Cristo. No entanto, muitas pessoas com atração pelo mesmo sexo sentem-se indignas de participar da Santa Missa, e caindo nessa ilusão deixam de cumprir o preceito e com seu encontro marcado com Deus. Ninguém, absolutamente ninguém, é digno de estar na presença de Deus, e pecaria por orgulho aquele que se julgasse digno de estar ali. Mas Ele, no seu infinito amor, chama a todos, e não são as suas atrações involuntárias por pessoas do mesmo sexo que impedirão a Ele de continuar amando você; pelo contrário, Ele, nossa única força, quer ali, no momento em que se repete o sacrifício da Cruz, dar forças para que você não sucumba às tentações decorrentes de sua atração. Ainda que você tenha caído em algum pecado, não deixe de ir: vá, peça forças na Missa, aproveite para se confessar e receber o corpo daquele que morreu especialmente por você. Coragem!





DOMINGOS E FESTAS


“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”. (Mc 2, 27)

Todos os dias de nossa vida devem ser empregados na glorificação de Deus. Mas há alguns que ele designou de modo particular para neles lhe oferecermos um culto exterior mais especial: são os dias de festa.

É necessário, portanto, santificar esses dias. Os meios principais são as obras de caridade, o santo sacrifício da Missa, os sacramentos, os sermões e instruções religiosas, e as leituras de piedade.

Contudo, é preciso evitar a fadiga do corpo e do espírito com excesso de exercícios piedosos. O exagero é repreensível mesmo nas coisas santas, porque a virtude acaba onde começa o excesso. Tudo o que dissemos sobre isso no capítulo da Oração pode ser encaixado aqui.

E bom saber, ainda, que uma visita honesta, um passeio, uma diversão sadia, sendo coisas que podem referir-se a Deus, servem também para santificar os dias de festa, quando fazemos tudo isso com o objetivo de agradar a Nosso Senhor. O mesmo se diga dos outros atos cotidianos do homem exigidos pelas necessidades do seu corpo.

Digo essas coisas para instrução daqueles que, nos dias de festa, se agitam e se inquietam por acumular devoções sobre devoções, julgando ser um crime tudo o que não for prática exterior de piedade, e parecendo aplicar-se à observância material do sábado segundo os costumes supersticiosos dos fariseus, em lugar de santificar tranquilamente o dia do Senhor com esta santa e doce liberdade de espírito que Jesus Cristo nos ensina no evangelho. A excessiva dissipação, como a prece demasiado prolongada, são dois excessos que é preciso igualmente evitar.

Se te sobrevier num dia de festa a necessidade de viajar ou de te aplicar em alguma ocupação imprevista, não te inquietes pela impossibilidade de praticar os teus exercícios de piedade ordinários. Substitui-os por orações jaculatórias, que podem, como já expliquei, substituir todas as outras.

Lembra-te, finalmente, que uma simples missa pode bastar rigorosamente para santificar as festas. E para as pessoas que são obrigadas a guardar a casa, a assistir os enfermos, a cuidar das criancinhas, os dias de festa podem ser santificados mesmo sem a assistência à Missa. Porque tudo isso são obras de justiça e caridade, obras que são boas em si mesmas. Quando santificadas pela intenção de fazê-las por Deus, e acompanhadas de orações jaculatórias, igualam e até mesmo ultrapassam em valor todas as demais práticas exteriores de devoção.

Em nossos dias, a noção equilibrada do Domingo é bem menos ameaçada por trabalhos proibidos do que pelos divertimentos. Os espetáculos e os esportes não devem ser de tal modo numerosos e malsãos que nos deixem perturbados no fim do dia sagrado! Os divertimentos devem ser escolhidos para desenvolver em nós o que nossas ocupações deixam em abandono (natureza, arte pequenos trabalhos, cultura, etc.) – e favorecer as boas relações de família e de sociedade.

(extraído do livro "A medida das virtudes", do Padre Robert Mialhe)



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