domingo, 3 de dezembro de 2017

[AC] O que é o Courage?



História do Courage




Servo de Deus Mons. Terence Cooke

O Courage nasceu da preocupação do servo de Deus, Monsenhor Terence Cooke, com aquelas pessoas que sofrem sozinhas com suas atrações pelo mesmo sexo (AMS) ou por ambos os sexos (AAS). Como cardeal de Nova Iorque, ele estava ciente do sofrimento daquelas pessoas e temia que, sem o amparo formal da Santa Igreja, elas seguissem o estilo de vida gay propagado pela mídia e pelo ativismo político e, assim, que acabassem abandonando a fé. O Cardeal Cooke sabia que, seguindo os caminhos do mundo, aqueles que sentem atrações pelo mesmo sexo não atenderiam as aspirações mais profundas dos seus corações e que somente pela vivência da castidade encontrariam a paz e a liberdade interior.


Conhecendo a experiência do Pe. John Harvey, O.S.F.S, convidou-o a fundar um apostolado, que oferecesse apoio espiritual aos homens e às mulheres que sofrem com suas atrações pelo mesmo sexo, segundo os ensinamentos da Santa Igreja. Durante trinta e oito anos, o Pe. Harvey foi professor de Teologia Moral em De Sale School of Theology e, por seu trabalho com pessoas com atrações pelo mesmo sexo, publicou vários livros, como The homossexual Person: New Thinking in Pastoral Care (1987), The Truth About Homosexuality : TheCry of the Faithful (1996) e The Same-Sex Attraction: A Parents' Guide (2003). O principal ensinamento do Pe. John Havery é sobre a castidade de coração. Não basta viver a castidade do corpo, pela abstinência sexual, é preciso buscar também a pureza nas intenções, pois, como disse Nosso Senhor, “o que sai do homem, isso é que o torna impuro, pois é dentro do coração humano que saem as más intenções ... todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem” (Mc VII, 20-23).


S. João Paulo II e o Pe. Harvey
O Pe. Harvey, com a ajuda de outros, fundou o Courage Apostolate e o primeiro encontro aconteceu em 27 de setembro de 1980, em Shrine of Mother SetonSouth Ferry. Além de chamar à castidade, o Courage ensina, com a Santa Igreja, a considerar as atrações pelo mesmo sexo uma cruz pessoal que pode e precisa ser associada à cruz de Jesus, Nosso Senhor. Assim, ao invés de ser obstáculo entre Deus e as pessoas, as atrações pelo mesmo sexo (quando enfrentadas pela vida de castidade) são um meio de união mais íntima entre o Senhor e as almas padecentes. Lamentavelmente, o cardeal Cooke não pôde ver o crescimento do apostolado que concebeu, pois faleceu pouco tempo depois, em 1983. Mas, o trabalho prosseguiu com muitos frutos. Em outubro de 1986, o Cardeal Joseph Ratzinger (na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé) publicou, com o apoio do Beato João Paulo II, a carta "Sobre o cuidado pastoral das pessoas homossexuais", em que escreveu:


"Esta Congregação encoraja, pois, os Bispos a promoverem, nas suas dioceses, uma pastoral para as pessoas homossexuais, plenamente concorde com o ensinamento da Igreja [...] Um programa pastoral autêntico ajudará as pessoas homossexuais em todos os níveis da sua vida espiritual, mediante os sacramentos e, particularmente, a frequente e sincera confissão sacramental, como também através da oração, do testemunho, do aconselhamento e da atenção individual. Desta forma, a comunidade cristã na sua totalidade pode chegar a reconhecer sua vocação de assistir estes seus irmãos e irmãs, evitando-lhes tanto a desilusão como o isolamento".

           

Seguindo essas orientações, o Courage obteve, em 7 de julho de 1994, o apoio da Santa Sé pelo Conselho Pontifício para a Família:


"Este Conselho Pontifício para a Família apoia a organização chamada 'Courage' que foi fundada pelo Pe. John Harvey, O.S.F.S., para ajudar pessoas homossexuais a viver de acordo com as leis de Deus e o ensinamento da Sua Igreja" (Prot. N216/93).

           

Os frutos apareceram e o apostolado espalhou-se por vários lugares do mundo, consistindo hoje em mais de 200 capítulos. Na América Latina, o Pe. Buenaventura Wainwright dirige e fomenta as atividades do Courage desde 2002. Sob sua direção, a divulgação é feita no Brasil desde 2009 pela página www.couragebrasil.com, sendo que a primeira célula começou a ter reuniões na cidade de São Paulo, no dia 2 de novembro de 2011. A essa célula inicial se acrescentaram as células do Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e agora Franca (SP).


O Pe. Harvey faleceu em 27 de dezembro de 2010, deixando a direção internacional do apostolado para o Pe. Paul Check, substituído há quase um ano pelo Pe. Philip Bochanski, da diocese da Filadélfia, nos Estados Unidos. Apesar da perda deste pai espiritual, o do Courage continua seu trabalho, levando a outros a mesma mensagem que ouviram: unir-se a Cristo e buscar a santidade.


A compreensão do Courage

sobre a atração pelo mesmo sexo



O Courage segue fielmente o ensinamento da Santa Igreja para compreender o que seja a homossexualidade, estando ciente do que é dito no Catecismo e nos documentos oficiais sobre o assunto. Mais do que seguir, o Courage busca aprofundar sua compreensão a respeito da homossexualidade, recorrendo à fé, mas também às pesquisas feitas nos campos da psicologia e da sociologia. Nesse sentido, o Pe. John Harvey, em Same Sex Attraction: Catholic Teaching and Pastoral Practice (2007), faz algumas distinções:

"Literalmente, homossexualidade significa "inclinações sexuais por aqueles do mesmo sexo", enquanto homossexual se refere à "adaptação adulta, caracterizada pelo comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo". A ênfase no adulto é muitíssimo importante. Muito da retórica atual não admite o fato de que a adolescência é com frequência acompanhada de um período de ansiedade ou confusão transitórias a respeito da identidade sexual. Pôr a discussão do fenômeno homossexual em adolescentes no mesmo nível do que acontece em adultos é uma confusão entre categorias díspares tão inapropriada como fazer um discurso significativo, porém virtualmente impossível” (Barnhouse, Ruth T. 1977. Homosexuality: A Symbolic Confusion. New York: Seabury, 21-22).


É chegado o tempo, porém, de refinar nosso uso do termo homossexual. Muito melhor do que "pessoa homossexual" é o seguinte termo: pessoa com atrações pelo mesmo sexo. A distinção não é meramente acadêmica. Ao invés de se referir à "pessoa homossexual", que implicitamente torna a homossexualidade qualidade definidora da pessoa em questão, podemos pôr as coisas em perspectiva mais clara referindo-nos a homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo. Afinal, a pessoa é mais do que um pacote de inclinações sexuais. Nosso entendimento sobre a atração pelo mesmo sexo (daqui para frente AMS) fica coberto de nuvens quando começamos a pensar os "homossexuais" como um tipo separado de ser humano. "A pessoa humana, feita à imagem e à semelhança de Deus, dificilmente pode ser descrita de maneira adequada por algum reducionismo referente à sua orientação sexual... toda pessoa possui uma identidade fundamental: criatura de Deus e, pela graça, Seu filho e herdeiro da vida eterna" (Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre o cuidado pastoral das pessoas homossexuais, 1986, n.16).


“Então, evito os termos gay e lésbica, que tornam a AMS um traço definidor da pessoa. Esses termos, gay e lésbica, são parte dum movimento e duma ideologia sociais e políticos. Pessoalmente, vim a evitar também o termo "pessoa homossexual": de novo, o termo classifica as pessoas de acordo com uma tendência. Por fim, o termo orientação não deveria ser usada com referência à AMS, uma vez que a única orientação sexual genuína é a heterossexual. Como diz Joseph Nicolosi, não há homossexuais, mas apenas heterossexuais com um problema homossexual."

           

Fazendo as distinções acima, o Pe. John Harvey legou ao Courage um trabalho sério, desvinculado da agenda do ativismo gay, submetido a Deus e à Santa Igreja, mas também atento às particularidades da condição dos que sofrem por sua atração pelo mesmo sexo. Nesse sentido, ao invés de promover o estilo de vida gay, o trabalho do apostolado se foca em fomentar a vivência da castidade entre seus membros. Sobre isso, o Pe. Paul Check (ex-diretor do apostolado em nível internacional) diz no artigo Courage e a cruz:


Padre Paul Check, ex-diretor do Courage
"Os membros do Courage lutam por alcançar não só a castidade exterior, conforme os ensinamentos da Igreja Católica, mas, também, a castidade interior ou “castidade de coração” – assim como frequentemente diz o fundador do Courage, Pe. John Harvey, OSFS. Oração, Missa e Confissão, Companheirismo Cristão e Serviço aos Outros são os meios de alcançar a meta. Ademais, a paternidade espiritual do sacerdote responsável pela célula local do Courage pode ajudar a lidar com alguma “ferida paterna”, principalmente no coração de um homem. O apostolado procura fomentar castas amizades entre seus membros. Acima de tudo, o Courage deseja ajudar homens e mulheres com AMS a tornarem-se santos, ajudando-os a encontrar a graça de Deus em e através da fraqueza deles, que é humana. Claro que boa parte do mundo não vê a condição da homossexualidade como uma fraqueza, muito menos como cruz ou meio de santificação. Emoções e confusão tornam a conversa sobre este assunto algo difícil e, até mesmo, doloroso. Devemos dizer também que julgamento apressado e severidade não são tons do Evangelho. A atitude esperada de todos os discípulos do Mestre, quando abordando esta questão, pode ser encontrada no exemplo de São Paulo, na II Carta aos Coríntios, 12. Humildade, um espírito dócil e uma sincera disposição a confiar na providência de Deus dispõem o coração a encontrar força na fraqueza e a lidar, com caridade, com aqueles sobrecarregados pela fraqueza. Ao tentar seguir o exemplo do Senhor, o Courage deseja sempre pensar em termos de pessoas individuais e as necessidades delas, em oposição à ideia de homossexualidade como uma questão cultural. São Paulo chama isto de “ter o pensamento em Cristo” (I Cor 2, 16)."


É preciso frisar que o Courage não é um programa de reorientação sexual. Apesar de o desejo pelo sexo oposto ser um bem, por estar ordenado à procriação e à união esponsal entre homem e mulher, ele não é condição de salvação, mas buscar a santidade é, tal como disse Nosso Senhor: "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt V, 48). Assim, o foco do apostolado é fomentar a busca pela santidade e a vivência da castidade. Contudo, não se faz objeção àqueles que, desejando superar suas atrações pelo mesmo sexo, busquem o apoio dos profissionais qualificados para isso. As únicas recomendações feitas pelo apostolado são as de que as pessoas sejam prudentes na procura e escolha de profissionais.

O trabalho e as metas do Courage


O Courage oferece apoio espiritual aos que sentem atrações pelo mesmo sexo, chamando-os a viver segundo o Evangelho e segundo os ensinamentos da Santa Igreja a respeito da sexualidade humana.


"O apostolado procura fomentar castas amizades entre seus membros. Acima de tudo, o Courage deseja ajudar homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo a se tornarem santos, ajudando-os a encontrar a graça de Deus em e através da fraqueza deles, que é humana" (Pe. Paul Check, em Coragem e a cruz).

          
Isso é feito de várias maneiras: pelas reuniões das células, pelos dias de recolhimento e retiros e, na internet, pelas listas de e-mail e pelas redes sociais (Facebook, Twitter, etc.).

As reuniões de célula do Courage são realizadas regularmente - em geral, uma vez por semana -, em locais designados pelos bispos das dioceses e sob a direção de um padre, diácono, ou membro da célula preparado para exercer a função de coordenador. As atividades do grupo resumem-se em oração, formação e partilha. A oração é feita no início e ao final do grupo, consistindo no sinal da cruz, o Vinde Espírito Santo, o Pai-Nosso, a Ave-Maria, a oração da serenidade e alguma oração espontânea ou meditação. A formação apresenta aos membros participantes algum ponto da doutrina católica, da espiritualidade ou dos aspectos sociais e psicológicos da atração pelo mesmo sexo. Ela é feita pelo padre, pelo coordenador, por algum membro participante ou por algum convidado - alguém qualificado para falar sobre o assunto e ciente de manter a fidelidade ao ensinamento da Santa Igreja. A partilha é, em geral, sobre as questões que afligem os membros participantes, bem como suas derrotas e vitórias, sendo direcionada pelas Cinco Metas e pelos Doze Passos (adaptados do AA).

As 5 metas são resumidamente as seguintes:

1. Vida casta;
2. Vida de oração e dedicação a Deus e ao próximo;
3. A fraternidade cristã;
4. O apoio mútuo através das amizades cristãs;
5. O testemunho cristão, por meio do bom exemplo;

Os dias de recolhimento são momentos em que os membros participantes do Courage, sob a direção de um sacerdote ou de alguém por ele designado, são convidados a aprofundar sua compreensão e sua vivência da fé. Esses dias de recolhimento acontecem uma vez por mês ou com certa regularidade, e costumam durar um dia. Já os retiros, por sua vez, geralmente seguem os moldes dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loiola e duram mais de um dia.

Pela Internet, o Courage oferece vários meios de ajudar às pessoas, especialmente àqueles que vivem em lugares muito distantes e que não dispõem de uma célula do apostolado nas suas dioceses. Primeiro, os sites (www.couragebrasil.com) e blogs que fornecem informações sobre o Courage, textos de formação, anúncios de atividades e contatos. Segundo, os aconselhamentos virtuais (por e-mail, Skype, etc.), pelo qual as pessoas escrevem e partilham sobre suas lutas diárias com conselheiros do próprio Courage, que também são membros do apostolado com maior vivência e compreensão das metas e auxiliam aqueles que desejam participar, mas não têm como ir às reuniões de célula. Terceiro, as redes sociais (como Facebook e Twitter), em que as pessoas podem partilhar umas com as outras e, também, obter informações sobre o apostolado. Também temos reuniões virtuais utilizando o aplicativo Zoom Cloud Meetings, um aplicativo gratuito de videoconferências.

Além desses serviços, o Courage mantém Grupos de Reparação, ou seja, de pessoas que oferecem a Deus seus sofrimentos na luta pela castidade em reparação das ofensas cometidas por outros contra a castidade. Esses grupos, diferentes dos grupos de apoio, dedicam-se à Liturgia das Horas, à devoção à Divina Misericórdia, à caridade e à reza e meditação do Santo Rosário. Também, trabalha-se com as pessoas (pais, familiares e amigos) que possuem entes queridos com atração pelo mesmo sexo pelo Encourage (encorajar). Os participantes desse ministério são orientados segundo Cinco Metas:


1. Crescer espiritualmente através da leitura, oração, meditação, direção espiritual individual, frequente comparecimento à Missa, e frequente recepção dos Sacramentos da Penitência e da Santa Eucaristia.
2. Ganhar um profundo entendimento das necessidades, dificuldades e desafios vividos por homens e mulheres com AMS.
3. Estabelecer e manter uma saudável e total relação com seus amados que vivem a AMS.
4. Dar suporte a outros membros da família e amigos para alcançá-los com compaixão e verdade para, não para rejeitar, seus amados que vivem a AMS.
5. Testemunhar a seus amados com suas vidas que a completude só pode ser encontrada em Jesus Cristo através de Seu Corpo, a Igreja.

Nosso pedido


Apesar de existir há 37 anos, o Courage ainda é pouco conhecido no Brasil, por isso, é preciso primeiro divulgar. Pedimos aos leitores que, de acordo com suas possibilidades, falem do apostolado com seus sacerdotes, párocos, bispos e leigos pertencentes a pastorais, grupos de oração ou comunidades de vida.

Esperamos que, pela divulgação, ajudemos nossos irmãos e irmãs que sofrem sozinhos com sua condição, mas também consigamos, cada vez mais, consolidar as atividades do Courage nesta Terra de Santa Cruz.

Ave Maria puríssima,
sem pecado concebida!

  

4 comentários:

  1. olá graças sejam dadas a Deus.
    Deus é a verdade plena e não é igul aos homes em suas homem mentiras
    Ele prometeu estar sempre ao aldo de sua igreja
    E CUMPRIU :D

    Digo isto pq tenho lido blogs como o diversidade católica e visto em muitos lugares padres teologos e ate doutores em teologia defendendo que nossos irmãos homossexuais devem viver mesmo fazendo sexo com pessoas do mesmo

    Q isto não é pecado sexo

    e muitas outras abominações q me fazem tristisismo

    Deus ama o homem e que o pelno feliz completo realizado e isto so sera cumprido quandoe le for santo

    quem não é homosexual não é heterosexual (isto é ideolgoia de genero e MARXIsTA)

    Eu q sou homem e gosto de mulheres (sexualemtne falando) sou oq ? normal ? usei este termo uma vez no blog diversidade católica e falaram q isto era preconceito e homofobia e etc

    Sei q não é um temo bom....

    mas qual é o termo correto ? Não homossexual ?

    Orando por cada um de vc, por cada homossexual do brasil e do umndo e pel aigreja q precisa divulgar mais projetos como o CORAGEM

    LOuvado seja nosso senhor Jesus CRISTO (a o pai e o santo eprito tb) e sua santissima mae a bem aventurada virgem maria

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  2. Caro irmão anônimo, a paz de Cristo!

    Salve Maria

    Louvamos com você ao Senhor, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Também, lamentamos com você por aqueles dentre nós que optaram pelo atalho, pela mentira e pela cultura de morte.

    Publicamos seu comentário, mas gostaríamos de complementar algumas coisas. A Santa Igreja ensina que o sexo entre homem e mulher não é pecado por si mesmo, mas é pecado quando feito fora do matrimônio. Sobre o projeto de Deus para o sexo, há excelentes artigos no site "Teologia do Corpo". Porém, no caso do ato sexual entre pessoas do mesmo sexo, este é pecado por si mesmo, tal como explicamos no artigo "Esclarecimentos sobre a doutrina da Igreja a respeito da homossexualidade".

    Ademais, é preciso dizer que, particularmente, o Juventude Coragem não aceita a linguagem do "politicamente correto". Por isso, não reconhecemos mal nenhum no uso corrente do termo "normal", como quando dizemos "É normal sentir fome e querer comer", "É normal chover durante esta época do ano", et cetera.

    Deixando para as ciências médicas a definição técnica do termo, dizemos "normal" no dia-a-dia para designar aquilo que está de acordo com a norma (regra, lei). Considerando que o universo foi ordenado pela sabedoria de Deus, concluimos à favor de normas que regem as coisas e o próprio ser humano. Pela nossa inteligência, descobrimos essas normas (fazendo ciência) e, pela sua consideração atenta, concluimos que elas constituem um delicado equilíbrio, que, às vezes, é perturbado. Verificando que essa pertubação traz dano e prejuízo e que o seguimento das normas traz benefício, concluimos que não é bom infringir a ordem própria da realidade e que constitui o normal.

    O mesmo acontece nas sociedades humanas, que são ordenadas pelas leis, valores e costumes. Sabemos que as sociedades crescem, prosperam e se perpetuam, devido sua ordem que é mantida pelo seguimento das mesmas leis, valores e costumes (sobre isso, recomendamos a leitura do livro "Como vencer a guerra cultural",de Peter Kreeft). Quando, porém, se propaga a corrupção nas sociedades, elas entram em crise e correm o risco de desaparecer. Isso é sabido desde a Antiguidade, de modo que muitos pensadores desse período atribuiam a queda do Império Romano à corrupção moral da sua sociedade.

    Quando alguém segue as normais sociais, dizemos que é bom cidadão, normal ou comum. Quando não as segue, dizemos que é estranho, anormal e até louco (porém, não no sentido de sanidade mental, mas de comportamento).

    Dentro do contexto exposto acima, o Juventude Coragem não vê mal no uso do termo "normal".
    Porém, quando esse termo é usado para falar de homossexualidade, ele é usado frequentemente em sentido técnico, até como sinônimo de sanidade. Neste caso, deixamos que as ciências médicas pensem e decidam como usá-lo.

    Por fim, seria cômico, se não fosse trágico, se o "politicamente correto" forçasse as pessoas que são heterossexuais a se apresentarem como "não-homossexuais". Felizmente, por agora, você e todos nós podemos dizer (sem sermos acusados de ferir a sensibilidade de alguém)que somos criaturas de Deus, feitos pela graça filhos e herdeiros da vida eterna, alguns ordenados ao matrimônio, outros ao sacerdócio e outros chamados de modo especial a carregar a cruz da atração pelo mesmo sexo, para alcançar união mais íntima com Cristo e, assim, santificar a si mesmos e aos outros.

    Contamos com suas orações e despedimo-nos com cordeal abraço, esperando ter você como apoiador e divulgador do Apostolado Coragem.

    Louvado seja Nosso Senhor, Jesus Cristo, Rei do universo!

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  3. Olá

    Graças sejam dadas sempre a Deus senhor da paz da vida e da vitoria

    tudo bem com vcs ?

    desculpa imagino q fui mal intepretado

    qaundo disse
    "Q isto não é pecado sexo" queria dizer sexo entre duas pessoas do mesmo sexo

    SEXO é vida e Deus mesmo diz ser vida como sexo seria pecado ???? IMPOSIVEL !!!

    Obrigado pela resposta a minha duvida

    No q for possivel divulgo sim com o maior prazer :D

    Louvado seja Nosso Senhor, Jesus Cristo, Rei do universo!

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  4. Paz e Bem!
    Não sei ainda o que falar pois tudo isso que acabo de conhecer é uma LUZ que não se apagará. Jesus seja bendito por tão "não sei o que dizer" iniciativa.
    Preciso confirmar e afirmar que me identifiquei ABSURDAMENTE (no bom e melhor sentido) com o "Grupo de Reparação". Já faço tudo isso com muito ardor e reta intenção pelas mesmas motivações de reparação (ou pelo menos faço em partes mas sem ser de forma sistemática). Preciso conhecer concretamente um grupo de reparação do Courage Brasil. Obrigado!!

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