segunda-feira, 18 de junho de 2018

[Esp] Pureza e direção espiritual





PUREZA



Mas há outros pontos que são do nosso maior interesse tratar. Um deles é a virtude da pureza: Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus Mt 5,8).

Só os que se esforçam por ser puros de alma e de corpo estão em condições de que Deus se deixe ouvir no recinto sagrado das normas de piedade. Pouco a pouco, em uma ou mais conversas a fundo, convém-nos muito dar a conhecer como vivemos esta virtude. Uma grande tarefa da direção espiritual é ajudar-nos a formar uma consciência delicada e a criar hábitos de luta eficaz nesta matéria.

Aqui impõe-se de maneira clara a necessidade de sermos rudemente sinceros – o que não quer dizer grosseiros -, conforme as condições de cada um: jovens, adultos ou entrados em anos; solteiros ou casados. Dizia alguém a este propósito que o demônio, que nos tira a vergonha à hora de pecar, no-la devolve à hora de confessarmos o nosso peado. A única maneira de não descermos encosta abaixo neste ponto é abrir-nos completamente, sem meias palavras, sem subentendidos ou rodeios, contando as causas próximas e remotas, pedindo ajuda antes.

Convençamo-nos de que, se esta é uma luta que não para nunca, também é uma luta que devemos empreender confiantes..., se pomos em prática os meios que o diretor espiritual nos recomenda: fugir das ocasiões, guardar o coração e os sentidos – os olhos! -, controlar a imaginação, cortar com conversas e piadas de mau gosto, ser prudentes nas leituras – pedir conselho quanto ao que se lê – na TV, no uso da Internet, da assistência a espetáculos, no relacionamento com pessoas do outro [ou do mesmo] sexo, evitando familiaridades, etc.

Não podemos esquecer a pressão e os ataques frontais que os meios de comunicação – com a cumplicidade das nossas paixões – exercem contra esta virtude, sob o pretexto de que não podemos ser pessoas recalcadas, de que os tempos são outros, de que tudo é permitido antes do casamento e dentro ou fora da vida de casados. O diretor espiritual ajudar-nos-á a ter clareza de idéias e a luta com firmeza por ser homens e mulheres íntegros, sem complexos de inferioridade; a virtude da pureza é uma virtude afirmativa, característica das personalidades superiores, de alma sempre jovem, vitoriosas, nas quais se pode confiar.

(Fernández-Carvajal, Francisco. A quem pedir conselho? São Paulo: Quadrante, 2000)



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