terça-feira, 19 de janeiro de 2021

[Esp] O processo do perdão

É comum, entre as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS), haver muitas marcas e feridas causadas por eventos do passado, causadoras de ira, frustração e desajustes no presente. O processo de perdão é mais do que necessário para ajudar a ter uma vida equilibrada, pautada em imitar Àquele que, da Cruz, perdoou os que o crucificavam. Não, com certeza não é fácil: no entanto, é mais do que necessário quando se quer tirar os "pesos extras" que vamos colocando em nossa cruz, com o fim de poder viver em castidade e santidade.


Os 4 passos do perdão,
segundo um exorcista 


Shutterstock/Surasak Ch


Bret Thoman, OFS – publicado em 18/01/21


Essas etapas do perdão não serão fáceis, mas lhe trarão liberdade


O perdão é a virtude que todos os cristãos devem exercer. Mas, segundo o sacerdote exorcista Jim Blount, existem realidades espirituais podem bloquear o perdão. Às vezes, não há desejo de perdoar ou esse desejo é incompleto. Pode haver, inclusive, um espírito de falta de perdão na família. Nestes casos é necessário pedir a Deus a graça de querer perdoar, a força e o amor para poder perdoar.

Mas podemos cooperar com a graça de Deus no processo de perdão. Para tanto, Pe. Jim recomenda as seguintes quatro etapas de perdão, a fim de perdoarmos total e santamente:

1 – Vontade de perdoar

O perdão começa com um ato de vontade. Isso quer dizer que escolhemos perdoar livremente.

O perdão, portanto, não se baseia em sentimentos ou emoções. É uma decisão. Podemos ter vários sentimentos ou pensamentos, mas é a nossa vontade que determina o perdão. É uma decisão de fazer algo, de se comprometer a deixar o passado. Pensamentos e emoções nos ajudam a tomar as decisões certas, mas, em última análise, são nossas decisões que determinam nossas vidas.

Tomamos a decisão de perdoar por meio da graça curadora de Jesus Cristo. Fazemos o que ele diz na oração do Senhor: “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos àqueles que nos tenham ofendido.” Então, se não tivermos misericórdia dos outros, inibimos a misericórdia que Ele promete estender a nós.

Assim como Cristo perdoou seus perseguidores na cruz, nós perdoamos aqueles que podem ter nos prejudicado. Podemos perdoar qualquer pessoa: pais e outros membros da família, padres, professores ou qualquer outra pessoa que nos tenha ferido.

Então, para decidir perdoar, faça um ato de vontade com esta oração: ‘Eu te perdoo, [Nome], em Nome de Jesus Cristo, agora e para sempre.”

2 – Abençoar quem nos persegue

Na segunda etapa, abençoamos aqueles que nos prejudicaram. Os cristãos nunca devolvem uma maldição por outra; em vez disso, devolvemos uma bênção.

Pode ser que a pessoa que me fez mal falou uma maldição contra mim. Palavras podem ser muito poderosas. Sempre que alguém em posição de autoridade amaldiçoar, é prejudicial: uma mãe, pai, marido ou irmão mais velho. Isso também se aplica a empregadores ou professores. Os que estão no poder devem usar a boca para abençoar, mas se, em vez disso, amaldiçoarem, é diabólico. Temos que reverter isso. E fazemos isso abençoando-os.

Este é o passo mais importante para o perdão. A raiva e o ódio de nossas feridas vão embora com o ato de abençoar. A bênção derrete o gelo do coração, libera o veneno e cura.

A bênção que damos deve ser rica e generosa. Ao abençoar alguém, declaramos que queremos para eles tudo o que Deus lhes deseja.

Mesmo que os pecados cometidos contra nós sejam terríveis, queremos que eles sejam perdoados e que a pessoa seja abençoada. Queremos que aquele que nos feriu seja curado e restaurado. Assim, os cristãos oram por aqueles que os ofenderam e expressam o desejo de que eles tenham alegria nesta vida e na próxima. Pedimos a Deus que os faça genuinamente felizes e dê a eles tudo o que precisam para serem felizes e realizados.

Talvez a pessoa que nos prejudicou tenha seus próprios sofrimentos. Nesse caso, pedimos que sejam curados. Pode ser que eles sofram com o alcoolismo ou outros vícios. Talvez eles tenham sido feridos e precisem da cura. Portanto, oramos para que eles sejam libertados de doenças e enfermidades.

Nesta etapa, o verdadeiro perdão começa a fluir. Agora que perdoei a pessoa que me prejudicou, começo a ver tudo sob uma nova luz.

Para abençoar alguém, faça um ato de vontade com esta oração: “Eu te abençoo, [Nome] ricamente, em nome de Jesus Cristo, agora e para sempre.”

3 – Agradecer

O próximo passo é difícil. É um chamado à maturidade, um chamado à santidade. É, portanto, um passo santo, pois requer que vejamos as coisas como os amigos de Deus – os santos – veem.

Na terceira etapa, começo a encontrar Cristo, apesar de sofrer feridas. Começamos lembrando que a santa vontade de Deus é causativa e permissiva. Deus é a causa de todas as coisas boas em minha vida. Outras vezes, Ele permite que coisas ruins aconteçam. Pode ser que Deus permitiu que alguém me ferisse.

Deus, então, usa minhas feridas e minha dor para me ensinar humildade e dependência apenas dele. Como resultado, eu me volto para Ele e Ele me cura. Assim, minhas feridas podem se transformar em meu remédio.

Então, para dar graças a Deus, faça um ato de vontade com esta oração: “Agradeço-te Senhor, e, e eu te agradeço, [Nome] pela ferida que cura.”

4 – Louvar ao Senhor

Na quarta e última etapa do perdão, louvamos diretamente a Deus. Aqui voltamos nossos pensamentos para o reino glorioso de Deus, prostrando-nos diante Dele para exaltá-lo por tudo o que ele nos deu.

Reconhecemos o próprio Nosso Senhor como a fonte de toda a nossa vida. Deus é o Médico Divino que vem em nosso auxílio em meio ao pecado e ao sofrimento.

Aliás, conectadas ao próprio sofrimento de Cristo, nossas feridas podem ser grandes presentes que nos abrem para a vida, o amor e a salvação de Deus. Portanto, louvamos e agradecemos a Deus Todo-Poderoso por todas as nossas feridas e sofrimentos. Em sua sabedoria perfeita, Ele planejou tudo para o meu bem, aqui e na eternidade.

Então, para louvar a Deus, faça um ato de vontade com esta oração: “Eu te louvo Senhor e te glorifico pelo teu desígnio celestial que está me salvando e me conduzindo à alegria perfeita”.


Fonte: Aletéia

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