quinta-feira, 27 de agosto de 2015

[FH] A genética não explica tudo!

NASCER HOMOSSEXUAL?




A maioria dos homossexuais tem o sentimento de ter nascido assim, enquanto outros não o aceitam e percebem que sua homossexualidade talvez advenha de um fracasso no acesso à heterossexualidade. Outros ainda vivem por meio da homossexualidade uma experiência provisória no desenvolvimento de sua sexualidade a fim de se reassegurar com relação a si mesmos. E há também aqueles em quem ela pode se manifestar tardiamente na vida, depois de recalcamentos e de ter conhecido uma sexualidade heterossexual. Observam-se igualmente indivíduos que podem alternar entre uma e outra em função de eventos de sua existência. A homossexualidade pode assim se mostrar como uma forma de organização da personalidade que recorre a realidades psíquicas vividas por cada pessoa durante a infância e a adolescência, como a não-diferenciação, o narcisismo, a idealização da própria imagem corporal, a identificação com o genitor do mesmo sexo, etc. Freud mostrou que algumas expressões homossexuais eram a manifestação de um conflito inconsciente que a pessoa tentava resolver ou do qual procurava se defender por meio dessa solução.

A psicanálise situa o problema da origem da homossexualidade, dessa maneira, em outro plano, e o próprio Freud considerou sem interesse o dilema entre o inato e o adquirido. Ele evidenciou a relativa autonomia da vida psíquica em sua interação com a vida biológica e com o ambiente. Por conseguinte, acentuou mais a importância dos fatores internos que levam o indivíduo a a se organizar em função das tarefas psíquicas que ele deve organizar a partir da infância. São esses fatores que favorecem ou não as diferentes operações de integração sexual, operações que, quando não realizadas, fazem a libido fixar-se no próprio indivíduo, que toma a si mesmo como objeto através dos outros.

A tese do caráter inato da homossexualidade é muito antiga, e não pôde ser provada, mesmo que hoje se deseje sustentar sua origem orgânica por meio de um discurso genético ou neurobiológico. Como se poderiam explicar comportamentos homossexuais transitórios ou reacionais se a homossexualidade fosse inata? Como explicar que indivíduos se liberem de práticas homossexuais depois de uma psicoterapia e se tornem capazes de viver de outra maneira se essa tendência estivesse inscrita em sua estrutura genética? Voltemos mais uma vez a essa questão.

A maioria dos cientistas não conclui pela causa neurobiológica exclusiva para justificar a orientação sexual, nem pela causa unicamente genética para explicar os comportamentos humanos decorrentes de outras realidades (psicológicas, sociais etc.). Uma corrente filosófica que insiste nos determinismos genéticos segue essa direção na América do Norte. A partir de experiências de laboratório, perquisadores tentam provar a existência dos "genes" da violência, da homossexualidade, da delinquência, do alcoolismo, havendo mesmo os que desejam explicar esta ou aquela tendência a partir da forma do crânio ou da dimensão da hipófise. Esse desvio é inquietante, porque a descoberta de um gene que predispõe, por exemplo, a uma tendência ou a uma patologia não significa que ela vá se manifestar. O gene não age sozinho. O ambiente, a educação, os eventos que marcam uma existência, a maneira como o sujeito resolve ou não seus conflitos de base para elaborar sua personalidade são fatores que contribuirão para a orientação da personalidade. Porém, sobretudo, se se conseguirem isolar os aspectos genéticos de predisposições hipotéticas da sexualidade (o que não se sabe fazer hoje), não é um gene, mas dez, trinta, oitenta ou mais de cem que é preciso considerar potenciais, não determinismos a partir dos quais o indivíduo deva necessariamente se desenvolver.

A genética não dá conta de tudo, e os genes, repitamo-lo, não determinam o destino dos indivíduos. Ao querer crer nessa tese mecanicista da psicologia humana a partir de uma visão parcial e sobremodo reduzida, deixa-se de lado a complexidade da organização humana e a originalidade de seu funcionamento. Nesse caso, a pessoa humana é concebida como simples montagem celular e como o produto das reações químicas dessa montagem.

Assim, conclusões simplistas e apressadas são lançadas à opinião pública, e não correspondem nem às conclusões dos cientistas, nem, menos ainda, à problemática genética. Essas falsas esperanças científicas acalentam uma visão da vida humana que dependeria de um 'fatum' que poderia ser alterado graças a manipulações genéticas, e quem sabe à terapia gênica, e que não incidiria sobre patologias identificáveis mas sobre a organização da personalidade, ou ainda sobre suas tendências sexuais. Como é concebível tal perspectiva? 'O problema é que não se sabe quase nada dos mecanismos bioquímicos dos problemas psíquicos. Dispomos apenas de hipóteses que seria desonesto fazer passar por certezas. Mesmo quando se identificarem receptores envolvidos nesta ou naquela patologia, não se diz que se encontrará a prótese química capaz de suprir uma eventual deficiência. Os ansiolíticos não agem sobre um centro hipotético de ansiedade, se é que tal centro existe. Cometeu-se o erro de alinhar a psiquiatria à medicina somática. O cérebro é um órgão dotado de grande complexidade que funciona de maneira global e dispõe de uma extraordinária plasticidade. Não podemos, ao contrário do que ocorre em outras disciplinas médicas, identificar as lesões, repertoriar e quantificar os sintomas que elas ocasionam e propor um tratamento curativo ou preventivo.

A necessidade de dizer que se nasce homossexual e de procurar prová-lo com o argumento genético é no mínimo discutível. Não seria uma maneira de esvaziar toda a dimensão psicológica da sexualidade?

Padre Tony Anatrella, "A diferença interdita - sexualidade, educação, violência"


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

[FH] A masturbação, fonte de imaturidade

[Enquanto muitos dizem que a masturbação é sadia, saudável e fonte de maturidade, sabemos que nada disso não passa de propaganda enganosa dos ideólogos de gênero que querem promover sua agenda que contempla a vivencia de uma sexualidade desordenada.  Mas longe de ser saudável, o Pe. Pedro Trevijano, demonstra que a masturbação é fonte e resultado de uma afetividade imatura] 






Se nos perguntássemos qual é o sentido de nossa vida, não seria uma má resposta a seguinte: amar e ser amados. Porém, para isso precisamos ser pessoas livres.

Ser livre é uma das grandes tarefas ou a grande tarefa da vida. Meu corpo é o órgão de minha liberdade e temos uma liberdade limitada, porém real e suficiente.

Ser livre significa ser capaz de orientar e dirigir nossa vida como nos parece melhor, aplicando nossas forças a uma autêntica tarefa, em que intervêm minha responsabilidade e meus valores religiosos e morais, pois a liberdade não consiste em fazer o que me dá vontade, e sim em ter sucesso no controle de mim mesmo, isto é, de mandar em mim mesmo e nos meus instintos, o que supõe a prática das virtudes, assim como a capacidade me sacrificar.

Minha liberdade só tem um valor positivo se é utilizada para buscar a verdade, fazer o bem e evitar o mal, porque assim é como darei passos a uma maior maturidade e conseguirei minha realização pessoal. Com a enxurrada de sexualidade que nos invade, muitas pessoas consideram que a masturbação não tem importância, ao contrário, é até positiva, como “válvula de escape”, conhecimento de si mesmo, de meu corpo e de expressão da sexualidade. Por trás disso, estão as concepções hedonistas que consideram que o fim da sexualidade é o mero prazer e uma sociedade muito permissiva em relação ela [sexualidade]. Porém, outras pessoas, até as que não são crentes, por exemplo, Lênin, dizem que a incontinência na vida sexual é um sinal de degeneração e que o domínio de si mesmo e a autodisciplina não significam escravidão, e sim, que ambos são necessários para o amor.

A causa fundamental é não ter bem resolvido seu problema afetivo. Quem consegue resolvê-lo, por exemplo, o jovem que está namorando e respeita sua namorada, solucionou ou está em vias de solucionar seu problema. Também ajuda, para além dos meios sobrenaturais, não ficar obcecado com a sexualidade, o melhor caminho é a saída de si mesmo, dedicando-se ao trabalho, ao esporte e à entrega aos outros e compreender que na masturbação falta a abertura da sexualidade ao amor. O ato masturbatório não é evolutivo, e sim, regressivo, porque convertido em atitude permanente, pode colocar em risco o positivo desenvolvimento da personalidade, posto que supõe um exercício da sexualidade em sentido diferente ao que seria o desenvolvimento normal da pessoa.

A atividade sexual genital é ato social, não se pode viver sua riqueza de forma solitária, como o prova o tabu do incesto, que obriga a buscar o companheiro sexual fora do âmbito familiar (e não o parente da própria família) e converte assim a sexualidade em poderoso motivo de relação. A masturbação faz com que a sexualidade, ao invés de estar ao serviço do amor e da comunicação entre as pessoas, dirija-se ao próprio sujeito, encerrando-o em si mesmo, reforçando seu egoísmo, fragilizando sua força de vontade e o domínio de si, e dificultando o caminho a uma maior abertura e maturidade.

Se o jovem se masturba frequentemente, diminui seu incentivo para sair ao mundo exterior (sair de si mesmo), pois descarrega a tensão que o impulsiona a superar seus medos e inseguranças, tanto em contato com as pessoas do seu próprio sexo como também as do sexo contrário. A masturbação se apresenta, principalmente, em períodos de aborrecimento, descontentamento e depressão. O que se faz mais difícil sair de si mesmo e superar seu egoísmo.

Em resumo, a masturbação diária e frequente reduz a capacidade de socialização, mantendo o jovem preso ao seu narcisismo e na permanente imaturidade que afetará todas as áreas da vida dele: pensamento, critérios, formação de opiniões, falta de força de vontade etc. Portanto, quando a masturbação é desejada conscientemente e se está viciado nela, a masturbação é um comportamento moralmente errado que nos escraviza, habituando-nos a uma sexualidade imediata e egoísta que dificulta o domínio dos impulsos, assim como prejudica nosso amadurecimento pessoal e a vida espiritual. O rapaz que tem que lutar contra a masturbação deve compreender que deve superar essa fase, caso queira que sua sexualidade cresça e não continue infantilizada. 

Nos adultos e, muito especialmente nas pessoas casadas, a masturbação tem que ser considerada em razão de sua frequência: quando é passageira, pode significar que por causa das dificuldades que vão unidas a determinadas provações, a pessoa não consegue restabelecer o equilíbrio e se dá “compensações”. Em outros casos, pode ser causada simplesmente por circunstâncias externas (enfermidade, solidão, distância da companheira) não permitem relações sexuais. Quando é habitual, pode constituir um sintoma de quem experimenta dificuldades para se comunicar e, mais concretamente, de quem sofre alguma incapacidade para estabelecer relações em razão de bloqueios psicológicos, é dizer que isso pode ser expressão de certa doença psíquica.

Portanto, a persistência da masturbação em idade adulta é sinal de imaturidade no desenvolvimento pessoal, de egocentrismo e de dificuldades de relacionamento ou como “compensação” às suas frustrações. Como autosatisfação, a masturbação não concorda com o objetivo de uma sexualidade amadurecida. A masturbação escraviza e põem em risco, ao menos, parte de nossa liberdade. Porém, lembremos que sempre continua a possibilidade de manter um pouco o domínio sobre si e de recuperar sua liberdade.