domingo, 10 de dezembro de 2017

[AC] Perguntas mais frequentes sobre o Courage



O que é o Courage?

O Courage é um grupo de católicos que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS) e que estão comprometidos em ajudar uns aos outros a ter uma vida casta caracterizada pela oração, pela amizade e pela ajuda mútua. Nossos membros são aconselhados cuidadosamente por padres, que oferecem reconciliação e direção na vida espiritual. Juntos os membros do apostolado buscam pôr em prática Cinco Metas, que foram desenvolvidas pelo primeiro grupo do Courage nos anos 1980, em Nova York, e que ainda guiam todas nossas reuniões e trabalhos:

1.    Ter uma vida casta de acordo com o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana acerca da homossexualidade (Castidade);

2.    Dedicar nossa vida toda a Cristo por meio do serviço ao próximo, da leitura espiritual, da oração, da meditação, da direção espiritual particular, da participação freqüente da Missa e do recebimento constante dos sacramentos da Reconciliação e da Santa Eucaristia (Oração e dedicação);

3.    Cultivar um espírito de fraternidade no qual possamos partilhar com os outros nossos pensamentos e experiências e, assim, assegurar que ninguém venha a enfrentar sozinho os problemas da homossexualidade (Fraternidade);

4.    Ter em mente a seguinte verdade: que as castas amizades não são apenas possíveis como também necessárias para uma vida cristã em castidade; e encorajarmo-nos uns aos outros a formar e manter essas amizades (Ajuda);

5.   Viver de tal modo a servir de bom exemplo para os outros (Bom exemplo/Vida exemplar).

Alguns ensinamentos da Igreja que particularmente guiam o apostolado são:

·         O Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2333 e 2357–2359;

·         Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais;

·         Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Ministério para pessoas com inclinação homossexual: Orientações para cuidado pastoral;

·         Comissão Episcopal para a Doutrina da Conferência Canadense dos Bispos Católicos, Ministério Pastoral para jovens com atrações pelo mesmo sexo.


O que é o EnCourage?

O EnCourage foi fundado em 1992 para prover apoio espiritual para pais, cônjuges e outros entes queridos de pessoas envolvidas em relações homossexuais. Em muitos casos, os membros do EnCourage se sentem divididos entre aceitar seus entes queridos que sentem atração pelo mesmo sexo e permanecer fiel aos ensinamentos da Igreja Católica no que diz respeito à moralidade das ações homossexuais. Aconselhados por padres compassivos, e apoiando-se mutuamente, os membros do EnCourage seguem  Cinco Metas:

1.    Crescer espiritualmente por meio da leitura espiritual, da oração, da meditação, da direção espiritual particular, da participação freqüente da Missa e do recebimento constante dos Sacramentos da Penitência e da Santa Eucaristia;

2.    Adquirir um profundo entendimento das necessidades, dificuldades e desafios sentidas por homens e mulheres que sentem AMS;

3.    Estabelecer e manter um relacionamento saudável e completo com os entes queridos que sentem AMS;

4.    Ajudar outros membros da família e amigos a aproximar-se com verdade e compaixão, e não rejeitar seus entes queridos que sentem AMS;

5.    Testemunhar aos entes queridos com a própria vida que a plenitude se encontra em Jesus Cristo por meio de seu Corpo, a Igreja.


O que significa “aceitar” pessoas que vivem as atrações homossexuais?

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa da sua condição.” (Catecismo da Igreja Católica, 2358).

Aceitar uma pessoa significa amá-la e acolhê-la com todas as suas forças e fraquezas. Quando conhecemos as fraquezas de outra pessoa, devemos ser sensíveis às suas vulnerabilidades e mostrar-lhe compaixão. Se outros fizerem chacota ou julgarem alguém por suas fraquezas, devemos ser os primeiros a defender aquela pessoa.

A aceitação de outro ser humano não significa, necessariamente, que nós concordemos com todas suas decisões e escolhas. Às vezes o amor requer que deixemos clara nossa discordância. Por exemplo, um católico praticante não pode, em sã consciência, ir a uma cerimônia de união civil ou religiosa entre pessoas do mesmo sexo, já que isso implicaria aprovação de uma união que a fé nos diz ser contrária ao plano de Deus para o ser humano.

Temos muitas oportunidades para nos aproximarmos do outro e mostrarmos amor e cuidado para com ele. Quanto mais tempo passarmos em oração e em luta por crescer na relação com Cristo, tanto mais o Espírito Santo encherá nosso coração com amor, entendimento e paciência. Nosso próprio exemplo de amor e aceitação pode trazer aos que estão ao nosso redor a alegria da salvação que encontramos em Jesus Cristo e nos ensinamentos de Sua Igreja.


Por que as atrações pelo mesmo sexo são consideradas “objetivamente desordenadas” (Catecismo da Igreja Católica, 2358)? Não é uma expressão pesada?

A bondade da intimidade sexual vem de sua essência estar ordenada à união do ato conjugal permanente, fiel e procriativo; ou seja, a união sexual entre esposo e esposa (CIC 2360–2379). A expressão objetivamente desordenado é filosófica. Ela é usada para descrever as atrações homossexuais, pois tais atrações nunca podem levar ao ato sexual moralmente bom.

A atração de um homem por uma mulher, ou de uma mulher por um homem, é objetivamente ordenada para sua união marital, embora em casos particulares possam ser desordenadas em direção à luxúria, desejos promíscuos ou adúlteros. No entanto atrações homossexuais nunca são ordenadas para a união de esposos, na qual homem e mulher se complementam na natureza e que pode levar à procriação de novos seres humanos. Em todos os casos essas atrações vão contra a própria ordem de vontade e ação que é inerente a nossa natureza humana, criada e redimida por Deus.


Vejo que as reuniões do Courage usam do formato dos Doze Passos. Por quê?

Padre Harvey e os primeiros membros do Courage se inspiraram muito nos famosos “Doze Passos” dos Alcoólicos Anônimos, e viram que essa abordagem é muito útil na sua busca pelas Cinco Metas do Courage. Muitas células do Courage (embora nem todas) usam os Doze Passos para dar foco a seus esforços, seja individualmente, seja em grupo, para crescer em entendimento e em santidade.

Há muitas conexões entre os Doze Passos e a abordagem espiritual católica do crescimento na virtude. Os primeiros três passos, por exemplo, encontram a resposta para a fragilidade humana (“Admitimos que éramos impotentes...”) em uma completa entrega ao amor e providência de Deus (“Viemos a acreditar” e “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus”). Eles ecoam o sentimento expresso por São Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios: “Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força... Eis por que sinto alegria nas fraquezas... Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.” (2 Cor 12, 9s).

Os próximos quatro passos falam da importância de reconhecer e admitir os próprios pecados. A natureza poderosamente íntima dos pecados com a sexualidade — fornicação, pornografia, masturbação, luxúria — por vezes leva as pessoas, presas a esses pecados, a experimentar uma grande vergonha, que as leva a um isolamento que torna muito difícil de largar deles. Uma tremenda liberdade vem de assumir a responsabilidade pelo próprio pecado — sacramentalmente, na confissão, assim como em conversas honestas com amigos próximos — e de arrepender-se dele. Essa liberdade interior é o ponto de partida para a integridade renovada e para a habilidade de encarar desafios e tentações diárias com paz e perseverança.

Nossos pecados não afetam só a nós mesmos, razão por que os passos Oitavo e Nono nos chamam a reconhecer o impacto que as decisões pecaminosas tiveram sobre outras pessoas. A vontade de buscar o bem dos outros e de reparar os danos causados por nossos pecados é um poderoso antídoto ao egoísmo inerente à luxúria e aos pecados sexuais. Algumas vezes, essa caridade se manifesta em conversas, e relacionamentos restaurados, com familiares e amigos; outras vezes, ela é mostrada de formas indiretas, como orações pelos falecidos ou intercessões por outros que estão presos à cultura de luxúria e promiscuidade, em nossa sociedade secular.

O Décimo Passo lembra-nos que a batalha pela santidade, e pela virtude da castidade, deve ser encarada diariamente, e o Décimo Primeiro Passo propõe constantes oração e meditação sobre a vontade de Deus como o fundamento de todos os nossos esforços. Os Doze Passos concluem tal como as Cinco Metas: com um chamado a ir ao encontro de outros, dando-lhes bom exemplo e estendendo-lhes o convite a experimentar, pessoalmente, a liberdade e a paz que a amizade e o plano espiritual do Courage podem prover.

Historicamente, os Doze Passos foram escritos para ajudar os que lutam com uma dependência física e emocional com respeito ao álcool. Dizer que o Courage se inspira nos Doze Passos não significa que vejamos as atrações pelo mesmo sexo como doença ou vício, embora alguns de nossos membros lidem com questões de desintegração sexual, tais como o apego compulsivo à pornografia e ao comportamento promíscuo. O modelo dos Doze Passos pode ser útil a essas pessoas de modo particular, e seus princípios espirituais subjacentes estão certamente em harmonia com as Cinco Metas, que todos nossos membros buscam alcançar juntos.


Por que o Courage não se refere aos seus membros como “gays” ou “lésbicas”?

O Courage vê as pessoas com atrações pelo mesmo sexo, primeiro e principalmente, como homens e mulheres criados a imagem e semelhança de Deus, com a vocação a uma vida casta e santa pela união cada vez mais profunda com Cristo.

Algumas pessoas dizem que identificar-se como “gays” ou “lésbicas”, tanto em privado quanto em público, significa apenas reconhecer que suas atrações emocionais, românticas e sexuais são, predominante e persistentemente, com respeito ao mesmo sexo. Elas dizem que essas palavras descrevem, simples e essencialmente, uma peça chave de sua identidade e argumentam que a adoção desses rótulos é uma via de “tomar posse de” sua sexualidade e encarar a realidade de “quem eles são”. Dizem, além disso, que tais rótulos não interferem, ou diminuem, seu compromisso com a castidade.

Embora isso possa ser verdade para alguns, há outros para quem a adoção da terminologia LGBTQ é uma pedra de tropeço, por razões como estas:

·         Essa terminologia os conduz a um meio mais secular, fazendo com que eles sejam mais tentados a ter um relacionamento sexualmente ativo com pessoas do mesmo sexo.

·         Torna-os mais suscetíveis a adotar as políticas do ativismo gay, que freqüentemente entram em conflito com os ensinamentos morais da Igreja, especialmente na área do casamento.

·         Influencia-os a desrespeitar, ou disfarçar, os ensinamentos da Igreja sobre a inclinação para a atividade homossexual ser objetivamente desordenada, porque o mundo freqüentemente propõe a idéia de que “tudo o que é gay é bom”.

A experiência da sexualidade, em todas suas sutilezas e nuances, de fato tem  influência poderosa sobre nossa experiência de vida e sobre o modo como nós interagimos com os outros. No entanto, nós estaríamos equivocados se enraizássemos nossa identidade nessas correntes demasiado subjetivas, que podem nos arrebatar e, às vezes, nos desviar para longe da presença do Espírito Santo em nós.

O Courage considera o exemplo que nossos membros adultos e agentes pastorais dão aos jovens cujo desenvolvimento psicossexual ainda está em estágio formativo. A prematura rotulação de si mesmo pode desencorajar um jovem a abrir-se à possibilidade de maior desenvolvimento psicossexual. Isso pode fazer com que o jovem fique mais vulnerável a confusão e tentação, das três maneiras descritas anteriormente.

Esse é o motivo pelo qual o Courage considera prudente, no âmbito pastoral, evitar termos que possam ser pedra de tropeço para outros. Nesse sentido, com gentileza, encorajamos nossos membros a pensar para além dos rótulos “gay” e “lésbica”, enquanto lutamos juntos para crescer em nossa identidade essencial como homens e mulheres, formados a imagem e semelhança de Deus, criados para a união íntima e eterna com Cristo.


O que é o Grupo de Reparação Courage? Ele tem alguma relação com a “Terapia reparativa”?

“A morte de Cristo é, ao mesmo tempo, o sacrifício pascal que realiza a redenção definitiva dos homens, por meio do ‘Cordeiro que tira o pecado do mundo’, e o sacrifício da Nova Aliança, que restabelece a comunhão entre o homem e Deus, reconciliando aquele com este pelo ‘sangue derramado por muitos, para a remissão dos pecados’. Este sacrifício de Cristo é único, leva à perfeição e ultrapassa todos os sacrifícios. Antes de mais nada, é um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega seu Filho para nos reconciliar consigo. Ao mesmo tempo, é oblação do Filho de Deus feito homem, que livremente e por amor oferece a sua vida ao Pai pelo Espírito Santo para reparar a nossa desobediência.” (CIC, 613-614).

Por seu auto-sacrifício na Cruz, Nosso Senhor pagou o preço de nossa redenção, e ofereceu o próprio Corpo e Sangue sagrado como uma “oferta pacífica” por nossas ofensas contra Deus. Esse perfeito ato de reparação continua no sacrifício da Missa, que torna presente, em todo tempo e lugar, o único sacrifício de Cristo crucificado.

A Igreja Católica ensina: aqueles que acreditam em Cristo podem compartilhar de Sua obra de reparação, pelos próprios pecados e pelos pecados de outros, por meio da  participação devota na Santa Missa e em outras obras de oração e caridade. Papa Pio IX se refere a esse “dever de honrosa satisfação e reparação” ao Sagrado Coração de Jesus como uma resposta necessária ao amor de Cristo por nós:

     Se o primeiro e principal da Consagração é que o amor da criatura responda ao amor do Criador, disso também se segue isto: compensar as injúrias de algum modo proferidas ao amor incriado, se esse amor foi desdenhado com esquecimentos ou com ultrajes através de ofensas. A esse dever chamamos, comumente, de reparação. (Miserentissimus Redemptor, 6).

Por conta de os ensinamentos da Igreja a respeito de castidade e sexualidade serem tão negligenciados no mundo moderno, alguns membros do Courage se juntam em oração para fazer reparação, particularmente, pelos pecados contra a castidade. Reunindo-se, pessoalmente, pelo telefone ou pela internet, em orações como o Santo Rosário, o Terço da Divina Misericórdia, a Hora Santa na presença do Santíssimo Sacramento, esses grupos de reparação do Courage intercedem pelo mundo todo e recebem a graça para sua luta diária para serem castos e santos.

A prática espiritual da reparação não é o mesmo que as técnicas psicológicas de aconselhamento conhecidas como “terapia reparativa”.


O Courage provê, ou requer, terapia aos membros para mudar a orientação sexual?

O Evangelho de São João (2, 25) nos diz que Jesus conhecia o coração humano muito bem, e a Igreja sempre acolheu as contribuições das ciências médicas, psicológicas e sociais na aquisição de um profundo entendimento da pessoa humana, que é uma unidade de corpo e alma. Não há uma abordagem puramente “espiritual” para santidade que também não leve em conta a mente humana, relacionamentos humanos (especialmente a família) e as necessidades do corpo humano.

O autêntico ponto de encontro entre espiritualidade e psicologia, em relação às atrações pelo mesmo sexo, é o que podemos chamar de “terapia com base na castidade”. Isso está bem longe de tentar “reparar”, ou “consertar”, alguém. Na verdade, aqueles com um profundo entendimento do modo como o ser humano pensa e se relaciona com o próximo demonstraram muitas maneiras pelas quais os hábitos, na lida com sentimentos ou situações, podem tornar a pessoa mais suscetível a tentações ou mais inclinada a buscar gratificação de maneiras que não são boas para ela.

Algumas pessoas descobrem, além da direção espiritual e dos sacramentos, que a possibilidade de falar sobre suas experiências e sua presente situação com alguém que entende essas maneiras de lidar, pensar e agir — psicólogos e terapeutas bem treinados — lhes dá uma compreensão que as ajuda na luta pela castidade. O Courage respeita as decisões de nossos membros que buscam ajuda de profissionais qualificados para melhor entendimento de si mesmos, de suas maneiras de ver o mundo e de seus relacionamentos, tudo que possa ajudar na batalha diária pela santidade e castidade. No entanto, as reuniões do Courage não são grupos terapêuticos, e nenhum membro do Courage é forçado a buscar tratamento de nenhum tipo.


O Courage é um ministério de “ex-gays”? O Courage acredita que alguém pode rezar para deixar de ser gay?

O Courage prefere pensar a si mesmo como um ministério “pró-castidade”. Muitos membros do Courage nunca se rotularam como “gays” antes de entrarem no apostolado. Isso não significa que eles estivessem inconscientes sobre sua experiência com atrações pelo mesmo sexo, mas significa apenas que eles nunca escolheram rotular-se como “gays”, em primeiro lugar, tanto por causa da aversão pela natureza reducionista desse termo, quanto por eles manterem suas atrações pelo mesmo sexo no privado.

A frase “pray away the gay” transmite a noção simplista de que uma quantidade suficiente de oração sempre vai livrar a pessoa do desejo de intimidade sexual com alguém do mesmo sexo. O Courage entende a complexidade da atração pelo mesmo sexo. Os muitos fatores que podem contribuir no desenvolvimento de tais atrações também podem variar de uma pessoa para outra, e há quem experimente atrações pelo mesmo sexo, periodicamente, no curso de toda sua vida.

O foco do Courage é desenvolver uma vida de castidade interior, em união com Cristo. A castidade é fruto de uma relação dinâmica com Cristo, baseada em amor, discipulado, santidade e caridade. O Courage acredita, com a Igreja, que todas as pessoas são chamadas para, e são capazes de, uma vida de santidade e castidade. Isso é verdadeiro não importa quais sejam nossas atrações ou tentações, até mesmo se vulnerabilidades particulares permanecerem conosco por toda a vida.

Todo ser humano é livre para pedir a Deus sua libertação de uma fraqueza específica, mas podemos descobrir, como São Paulo, que Deus nos permite permanecer fracos em certas áreas, para que dependamos mais de Sua graça e força e assim crescer em humildade (2 Cor 12, 5-10). O Courage reza com, e para, todos seus membros, a fim de que cresçam, continuamente, na relação com Cristo e recebam a graça e as bênçãos que o Espírito Santo tem a oferecer. O Courage também acredita que a grande cura é a união de uma alma com Jesus Cristo e da contínua volta daquela alma para Cristo em busca de força, mesmo no meio de fraquezas e tentações. Nós lutamos por isso um dia de cada vez, com o auxílio da oração, dos sacramentos, das boas amizades e do suporte espiritual.


Há reuniões do Courage para adolescentes? O que vocês recomendam para adolescentes e jovens adultos que vivem as atrações pelo mesmo sexo?

Os adolescentes católicos que, nessa fase, estão sentindo atração pelo mesmo sexo precisam encontrar uma maneira segura de falar sobre seus sentimentos com alguém. Muitos jovens experimentam certa fluidez em termos de atrações sexuais (veja, por exemplo este estudo por Katz-Wise), tanto que adotar um rótulo em tenra idade pode prender o adolescente em uma “identidade” que pode não ser exata, em sua vida adulta. Por essa razão, o Courage não tem grupos para adolescentes e também não sugere para que eles “saiam do armário” como gays ou lésbicas.

A grande comunidade católica precisa abraçar e acompanhar os adolescentes católicos que estão sentindo atração pelo mesmo sexo. Os pais devem lembrar seus filhos de que são sempre amados e aceitos na família, bem como precisam prover um ambiente no qual seus filhos possam se sentir seguros para discutir todas as suas necessidades, desejos e experiências. Professores e conselheiros de escolas precisam apresentar o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade, os relacionamentos e a virtude da castidade, de uma maneira tanto clara como compassiva. Padres e ministros pastorais podem ajudar os adolescentes a entender, e praticar, as virtudes e a discernir o plano de Deus para a própria vida, incluindo Seu plano para a sexualidade e a intimidade sexual. Terapeutas bem treinados e fiéis podem ajudar esses jovens a entender melhor suas atrações sexuais no vasto contexto dos relacionamentos, necessidades e desejos, e a integrar sua sexualidade no grande contexto de sua identidade como filhos de Deus: que são criados e chamados para a santidade.


Quem posso encontrar em um grupo do Courage?

O Courage é para qualquer católico, acima de 18 anos, que sinta atrações pelo mesmo sexo e está comprometido a lutar pela castidade e ajudar os outros membros do grupo a lutar pelo mesmo objetivo. Nossos membros representam uma vasta extensão geográfica e uma grande diversidade de experiências de vida:
·         De jovens adultos a idosos;
·         Homens e mulheres;
·         Solteiros e casados, alguns com filhos;
·         Aqueles que tiveram relacionamentos e experiências homossexuais, e aqueles que não tiveram;
·         Aqueles que falaram sobre sua atração pelo mesmo sexo para outros, e aqueles que falaram bem pouco, ou nada, sobre ela;

·         Pessoas que são católicas praticantes por toda a vida, aquelas que estiveram longe da Igreja por um longo tempo, e aquelas que vieram para a Igreja de outras religiões, quando adultos.  


domingo, 3 de dezembro de 2017

[AC] O que é o Courage?



História do Courage




Servo de Deus Mons. Terence Cooke

O Courage nasceu da preocupação do servo de Deus, Monsenhor Terence Cooke, com aquelas pessoas que sofrem sozinhas com suas atrações pelo mesmo sexo (AMS) ou por ambos os sexos (AAS). Como cardeal de Nova Iorque, ele estava ciente do sofrimento daquelas pessoas e temia que, sem o amparo formal da Santa Igreja, elas seguissem o estilo de vida gay propagado pela mídia e pelo ativismo político e, assim, que acabassem abandonando a fé. O Cardeal Cooke sabia que, seguindo os caminhos do mundo, aqueles que sentem atrações pelo mesmo sexo não atenderiam as aspirações mais profundas dos seus corações e que somente pela vivência da castidade encontrariam a paz e a liberdade interior.


Conhecendo a experiência do Pe. John Harvey, O.S.F.S, convidou-o a fundar um apostolado, que oferecesse apoio espiritual aos homens e às mulheres que sofrem com suas atrações pelo mesmo sexo, segundo os ensinamentos da Santa Igreja. Durante trinta e oito anos, o Pe. Harvey foi professor de Teologia Moral em De Sale School of Theology e, por seu trabalho com pessoas com atrações pelo mesmo sexo, publicou vários livros, como The homossexual Person: New Thinking in Pastoral Care (1987), The Truth About Homosexuality : TheCry of the Faithful (1996) e The Same-Sex Attraction: A Parents' Guide (2003). O principal ensinamento do Pe. John Havery é sobre a castidade de coração. Não basta viver a castidade do corpo, pela abstinência sexual, é preciso buscar também a pureza nas intenções, pois, como disse Nosso Senhor, “o que sai do homem, isso é que o torna impuro, pois é dentro do coração humano que saem as más intenções ... todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem” (Mc VII, 20-23).


S. João Paulo II e o Pe. Harvey
O Pe. Harvey, com a ajuda de outros, fundou o Courage Apostolate e o primeiro encontro aconteceu em 27 de setembro de 1980, em Shrine of Mother SetonSouth Ferry. Além de chamar à castidade, o Courage ensina, com a Santa Igreja, a considerar as atrações pelo mesmo sexo uma cruz pessoal que pode e precisa ser associada à cruz de Jesus, Nosso Senhor. Assim, ao invés de ser obstáculo entre Deus e as pessoas, as atrações pelo mesmo sexo (quando enfrentadas pela vida de castidade) são um meio de união mais íntima entre o Senhor e as almas padecentes. Lamentavelmente, o cardeal Cooke não pôde ver o crescimento do apostolado que concebeu, pois faleceu pouco tempo depois, em 1983. Mas, o trabalho prosseguiu com muitos frutos. Em outubro de 1986, o Cardeal Joseph Ratzinger (na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé) publicou, com o apoio do Beato João Paulo II, a carta "Sobre o cuidado pastoral das pessoas homossexuais", em que escreveu:


"Esta Congregação encoraja, pois, os Bispos a promoverem, nas suas dioceses, uma pastoral para as pessoas homossexuais, plenamente concorde com o ensinamento da Igreja [...] Um programa pastoral autêntico ajudará as pessoas homossexuais em todos os níveis da sua vida espiritual, mediante os sacramentos e, particularmente, a frequente e sincera confissão sacramental, como também através da oração, do testemunho, do aconselhamento e da atenção individual. Desta forma, a comunidade cristã na sua totalidade pode chegar a reconhecer sua vocação de assistir estes seus irmãos e irmãs, evitando-lhes tanto a desilusão como o isolamento".

           

Seguindo essas orientações, o Courage obteve, em 7 de julho de 1994, o apoio da Santa Sé pelo Conselho Pontifício para a Família:


"Este Conselho Pontifício para a Família apoia a organização chamada 'Courage' que foi fundada pelo Pe. John Harvey, O.S.F.S., para ajudar pessoas homossexuais a viver de acordo com as leis de Deus e o ensinamento da Sua Igreja" (Prot. N216/93).

           

Os frutos apareceram e o apostolado espalhou-se por vários lugares do mundo, consistindo hoje em mais de 200 capítulos. Na América Latina, o Pe. Buenaventura Wainwright dirige e fomenta as atividades do Courage desde 2002. Sob sua direção, a divulgação é feita no Brasil desde 2009 pela página www.couragebrasil.com, sendo que a primeira célula começou a ter reuniões na cidade de São Paulo, no dia 2 de novembro de 2011. A essa célula inicial se acrescentaram as células do Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e agora Franca (SP).


O Pe. Harvey faleceu em 27 de dezembro de 2010, deixando a direção internacional do apostolado para o Pe. Paul Check, substituído há quase um ano pelo Pe. Philip Bochanski, da diocese da Filadélfia, nos Estados Unidos. Apesar da perda deste pai espiritual, o do Courage continua seu trabalho, levando a outros a mesma mensagem que ouviram: unir-se a Cristo e buscar a santidade.


A compreensão do Courage

sobre a atração pelo mesmo sexo



O Courage segue fielmente o ensinamento da Santa Igreja para compreender o que seja a homossexualidade, estando ciente do que é dito no Catecismo e nos documentos oficiais sobre o assunto. Mais do que seguir, o Courage busca aprofundar sua compreensão a respeito da homossexualidade, recorrendo à fé, mas também às pesquisas feitas nos campos da psicologia e da sociologia. Nesse sentido, o Pe. John Harvey, em Same Sex Attraction: Catholic Teaching and Pastoral Practice (2007), faz algumas distinções:

"Literalmente, homossexualidade significa "inclinações sexuais por aqueles do mesmo sexo", enquanto homossexual se refere à "adaptação adulta, caracterizada pelo comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo". A ênfase no adulto é muitíssimo importante. Muito da retórica atual não admite o fato de que a adolescência é com frequência acompanhada de um período de ansiedade ou confusão transitórias a respeito da identidade sexual. Pôr a discussão do fenômeno homossexual em adolescentes no mesmo nível do que acontece em adultos é uma confusão entre categorias díspares tão inapropriada como fazer um discurso significativo, porém virtualmente impossível” (Barnhouse, Ruth T. 1977. Homosexuality: A Symbolic Confusion. New York: Seabury, 21-22).


É chegado o tempo, porém, de refinar nosso uso do termo homossexual. Muito melhor do que "pessoa homossexual" é o seguinte termo: pessoa com atrações pelo mesmo sexo. A distinção não é meramente acadêmica. Ao invés de se referir à "pessoa homossexual", que implicitamente torna a homossexualidade qualidade definidora da pessoa em questão, podemos pôr as coisas em perspectiva mais clara referindo-nos a homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo. Afinal, a pessoa é mais do que um pacote de inclinações sexuais. Nosso entendimento sobre a atração pelo mesmo sexo (daqui para frente AMS) fica coberto de nuvens quando começamos a pensar os "homossexuais" como um tipo separado de ser humano. "A pessoa humana, feita à imagem e à semelhança de Deus, dificilmente pode ser descrita de maneira adequada por algum reducionismo referente à sua orientação sexual... toda pessoa possui uma identidade fundamental: criatura de Deus e, pela graça, Seu filho e herdeiro da vida eterna" (Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre o cuidado pastoral das pessoas homossexuais, 1986, n.16).


“Então, evito os termos gay e lésbica, que tornam a AMS um traço definidor da pessoa. Esses termos, gay e lésbica, são parte dum movimento e duma ideologia sociais e políticos. Pessoalmente, vim a evitar também o termo "pessoa homossexual": de novo, o termo classifica as pessoas de acordo com uma tendência. Por fim, o termo orientação não deveria ser usada com referência à AMS, uma vez que a única orientação sexual genuína é a heterossexual. Como diz Joseph Nicolosi, não há homossexuais, mas apenas heterossexuais com um problema homossexual."

           

Fazendo as distinções acima, o Pe. John Harvey legou ao Courage um trabalho sério, desvinculado da agenda do ativismo gay, submetido a Deus e à Santa Igreja, mas também atento às particularidades da condição dos que sofrem por sua atração pelo mesmo sexo. Nesse sentido, ao invés de promover o estilo de vida gay, o trabalho do apostolado se foca em fomentar a vivência da castidade entre seus membros. Sobre isso, o Pe. Paul Check (ex-diretor do apostolado em nível internacional) diz no artigo Courage e a cruz:


Padre Paul Check, ex-diretor do Courage
"Os membros do Courage lutam por alcançar não só a castidade exterior, conforme os ensinamentos da Igreja Católica, mas, também, a castidade interior ou “castidade de coração” – assim como frequentemente diz o fundador do Courage, Pe. John Harvey, OSFS. Oração, Missa e Confissão, Companheirismo Cristão e Serviço aos Outros são os meios de alcançar a meta. Ademais, a paternidade espiritual do sacerdote responsável pela célula local do Courage pode ajudar a lidar com alguma “ferida paterna”, principalmente no coração de um homem. O apostolado procura fomentar castas amizades entre seus membros. Acima de tudo, o Courage deseja ajudar homens e mulheres com AMS a tornarem-se santos, ajudando-os a encontrar a graça de Deus em e através da fraqueza deles, que é humana. Claro que boa parte do mundo não vê a condição da homossexualidade como uma fraqueza, muito menos como cruz ou meio de santificação. Emoções e confusão tornam a conversa sobre este assunto algo difícil e, até mesmo, doloroso. Devemos dizer também que julgamento apressado e severidade não são tons do Evangelho. A atitude esperada de todos os discípulos do Mestre, quando abordando esta questão, pode ser encontrada no exemplo de São Paulo, na II Carta aos Coríntios, 12. Humildade, um espírito dócil e uma sincera disposição a confiar na providência de Deus dispõem o coração a encontrar força na fraqueza e a lidar, com caridade, com aqueles sobrecarregados pela fraqueza. Ao tentar seguir o exemplo do Senhor, o Courage deseja sempre pensar em termos de pessoas individuais e as necessidades delas, em oposição à ideia de homossexualidade como uma questão cultural. São Paulo chama isto de “ter o pensamento em Cristo” (I Cor 2, 16)."


É preciso frisar que o Courage não é um programa de reorientação sexual. Apesar de o desejo pelo sexo oposto ser um bem, por estar ordenado à procriação e à união esponsal entre homem e mulher, ele não é condição de salvação, mas buscar a santidade é, tal como disse Nosso Senhor: "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt V, 48). Assim, o foco do apostolado é fomentar a busca pela santidade e a vivência da castidade. Contudo, não se faz objeção àqueles que, desejando superar suas atrações pelo mesmo sexo, busquem o apoio dos profissionais qualificados para isso. As únicas recomendações feitas pelo apostolado são as de que as pessoas sejam prudentes na procura e escolha de profissionais.

O trabalho e as metas do Courage


O Courage oferece apoio espiritual aos que sentem atrações pelo mesmo sexo, chamando-os a viver segundo o Evangelho e segundo os ensinamentos da Santa Igreja a respeito da sexualidade humana.


"O apostolado procura fomentar castas amizades entre seus membros. Acima de tudo, o Courage deseja ajudar homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo a se tornarem santos, ajudando-os a encontrar a graça de Deus em e através da fraqueza deles, que é humana" (Pe. Paul Check, em Coragem e a cruz).

          
Isso é feito de várias maneiras: pelas reuniões das células, pelos dias de recolhimento e retiros e, na internet, pelas listas de e-mail e pelas redes sociais (Facebook, Twitter, etc.).

As reuniões de célula do Courage são realizadas regularmente - em geral, uma vez por semana -, em locais designados pelos bispos das dioceses e sob a direção de um padre, diácono, ou membro da célula preparado para exercer a função de coordenador. As atividades do grupo resumem-se em oração, formação e partilha. A oração é feita no início e ao final do grupo, consistindo no sinal da cruz, o Vinde Espírito Santo, o Pai-Nosso, a Ave-Maria, a oração da serenidade e alguma oração espontânea ou meditação. A formação apresenta aos membros participantes algum ponto da doutrina católica, da espiritualidade ou dos aspectos sociais e psicológicos da atração pelo mesmo sexo. Ela é feita pelo padre, pelo coordenador, por algum membro participante ou por algum convidado - alguém qualificado para falar sobre o assunto e ciente de manter a fidelidade ao ensinamento da Santa Igreja. A partilha é, em geral, sobre as questões que afligem os membros participantes, bem como suas derrotas e vitórias, sendo direcionada pelas Cinco Metas e pelos Doze Passos (adaptados do AA).

As 5 metas são resumidamente as seguintes:

1. Vida casta;
2. Vida de oração e dedicação a Deus e ao próximo;
3. A fraternidade cristã;
4. O apoio mútuo através das amizades cristãs;
5. O testemunho cristão, por meio do bom exemplo;

Os dias de recolhimento são momentos em que os membros participantes do Courage, sob a direção de um sacerdote ou de alguém por ele designado, são convidados a aprofundar sua compreensão e sua vivência da fé. Esses dias de recolhimento acontecem uma vez por mês ou com certa regularidade, e costumam durar um dia. Já os retiros, por sua vez, geralmente seguem os moldes dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loiola e duram mais de um dia.

Pela Internet, o Courage oferece vários meios de ajudar às pessoas, especialmente àqueles que vivem em lugares muito distantes e que não dispõem de uma célula do apostolado nas suas dioceses. Primeiro, os sites (www.couragebrasil.com) e blogs que fornecem informações sobre o Courage, textos de formação, anúncios de atividades e contatos. Segundo, os aconselhamentos virtuais (por e-mail, Skype, etc.), pelo qual as pessoas escrevem e partilham sobre suas lutas diárias com conselheiros do próprio Courage, que também são membros do apostolado com maior vivência e compreensão das metas e auxiliam aqueles que desejam participar, mas não têm como ir às reuniões de célula. Terceiro, as redes sociais (como Facebook e Twitter), em que as pessoas podem partilhar umas com as outras e, também, obter informações sobre o apostolado. Também temos reuniões virtuais utilizando o aplicativo Zoom Cloud Meetings, um aplicativo gratuito de videoconferências.

Além desses serviços, o Courage mantém Grupos de Reparação, ou seja, de pessoas que oferecem a Deus seus sofrimentos na luta pela castidade em reparação das ofensas cometidas por outros contra a castidade. Esses grupos, diferentes dos grupos de apoio, dedicam-se à Liturgia das Horas, à devoção à Divina Misericórdia, à caridade e à reza e meditação do Santo Rosário. Também, trabalha-se com as pessoas (pais, familiares e amigos) que possuem entes queridos com atração pelo mesmo sexo pelo Encourage (encorajar). Os participantes desse ministério são orientados segundo Cinco Metas:


1. Crescer espiritualmente através da leitura, oração, meditação, direção espiritual individual, frequente comparecimento à Missa, e frequente recepção dos Sacramentos da Penitência e da Santa Eucaristia.
2. Ganhar um profundo entendimento das necessidades, dificuldades e desafios vividos por homens e mulheres com AMS.
3. Estabelecer e manter uma saudável e total relação com seus amados que vivem a AMS.
4. Dar suporte a outros membros da família e amigos para alcançá-los com compaixão e verdade para, não para rejeitar, seus amados que vivem a AMS.
5. Testemunhar a seus amados com suas vidas que a completude só pode ser encontrada em Jesus Cristo através de Seu Corpo, a Igreja.

Nosso pedido


Apesar de existir há 37 anos, o Courage ainda é pouco conhecido no Brasil, por isso, é preciso primeiro divulgar. Pedimos aos leitores que, de acordo com suas possibilidades, falem do apostolado com seus sacerdotes, párocos, bispos e leigos pertencentes a pastorais, grupos de oração ou comunidades de vida.

Esperamos que, pela divulgação, ajudemos nossos irmãos e irmãs que sofrem sozinhos com sua condição, mas também consigamos, cada vez mais, consolidar as atividades do Courage nesta Terra de Santa Cruz.

Ave Maria puríssima,
sem pecado concebida!