domingo, 6 de maio de 2018

[Esp] Dia-a-dia, em todos os lugares



Um dos grandes desafios da vida de todo cristão é viver como Cristo em todos os lugares. Essa dificuldade é justificada pelas inúmeras ocasiões de tentação que esses lugares todos podem oferecer. Nas Sagradas Escrituras, Jesus alerta várias vezes seus discípulos sobre as dificuldades que encontrariam no anúncio e vivência do Evangelho: "Eis que vos envio como ovelhas entre lobos. Por isso, sede prudentes como as serpentes e sem malícia como as pombas" (Mt 10, 16); "No mundo tereis tribulações...(Jo 16, 33).

No trabalho, por exemplo, podemos ser tentados pela preguiça - especialmente, deixar tudo para a última hora -, como também podemos ser tentados a sentir inveja, a faltar com a caridade com outros colegas, a blasfemar ("Por que Deus me enfiou neste buraco? Deve me odiar muito..."). No ambiente de estudo não é muito diferente. Facilmente podemos nos irritar com professores, nos indispor com colegas, reclamar das tarefas ou nos deixar levar pela vaidade.

Mesmo na família encontramos ocasiões de tentação. Quantas vezes já não brigamos com nossos pais e irmãos? Brigas a respeito de nossas decisões, de coisas que nossos pais tinham uma ideia diferente da nossa e que não aceitávamos, algumas vezes sem nem tentar entender. Muitas vezes até nos pegamos pensando: "Eles não me entendem, não sabem o que é viver como eu vivo". Sem perceber, já estamos desonrando nossos pais, xingando-os, maltratando-os, ignorando-os. Descumprimos o Quarto Mandamento por deixar de viver o amor dentro da família.

Entre amigos também temos tentações. As Sagradas Escrituras nos ensinam que "amigo fiel é poderoso refúgio, quem o descobriu, descobriu um tesouro" (Eclo 6, 14), contudo, quantos não são os amigos que temos e que mais nos oferecem oportunidades de pecar do que de viver a santidade? Nessas horas, devemos pensar: as minhas amizades me ajudam a viver conforme a vontade de Deus? Elas me ajudam a viver a castidade? Ajudam-me a viver o amor ao próximo?

Fora todas as tentações mencionadas, há uma comum a todos os ambientes em que vivemos: pecar contra a castidade. Todos os cristãos, tendo atração pelo sexo oposto ou pelo mesmo sexo, são confrontados com todo tipo de oportunidade de pecado contra a castidade. Facilmente, uma pessoa de nossa convivência pode se tornar objeto de nosso desejo (egoísta) de prazer. Não a vemos mais como pessoa, filho ou filha de Deus, mas, sim, como instrumento descartável que pode servir a nossos interesses.

A situação se complica quando consideramos os hábitos e a cultura que existem atualmente. Sejam os hábitos comuns para fugir do calor, sejam as roupas ou comportamentos, na moda; tudo isso facilita os pensamentos e os desejos luxuriosos (que contribuem para pecar contra a castidade).

Ademais, a mídia, a imprensa e a publicidade, ao invés de nos ajudar a manter nossa cabeça ocupada com notícias, informações ou entretenimento edificantes, ainda mais dificultam nossa condição, pois usam e abusam da sensualidade e, até mesmo, da pornografia.

Não é à toa que Jesus, prestes a morrer por nós na cruz, exortou os discípulos dizendo "Vigiai e orai para que não entreis em tentação" (Mt 26, 40). Jesus nos pede para manter a atenção sobre a nossa vida e nosso proceder, tal como o vigia que fica em guarda à espera do ladrão. Durante essa vigília, Jesus nos pede que oremos, constantemente: "Pai Nosso... não nos submetas à tentação, mas livrai-nos do Maligno" (Mt 6, 9.13).

Em outra passagem do Evangelho segundo São Mateus (5, 29), Jesus nos exorta a fugir das ocasiões de tentação, pois podemos pecar só por pensar e desejar em nosso coração - cabe frisar o que T. G. Morrow escreveu em seu artigo "Is chastity possible?", que pecamos pelo pensamento apenas quando consentimos e insistimos em pensar e desejar algo contrário à vontade de Deus. Assim, devemos evitar aquelas circunstâncias que nos facilitam cair em tentação e pecar, seja evitando frequentar certos lugares ou assistir e ver certos conteúdos da mídia, ou mesmo preservando o olhar (desviando-o e concentrando-o em outras coisas, que ocupem a cabeça com pensamentos edificantes).

Em seu Tratado da Castidade, Santo Afonso Maria de Ligório chega a aconselhar a todos que desejam viver a castidade a, se preciso, manter os olhos no chão, para evitar pecar contra a castidade por pensamentos. 

Contudo, não podemos esquecer da vida de oração e da vida sacramental. Sem oração e sem os sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, não é possível viver a castidade. Isso porque, como "também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual" (Catecismo da Igreja Católica, 2345), a castidade exige a colaboração da graça divina, que recebemos quando rezamos e quando recebemos os Santos Sacramentos.

Até mesmo podemos quebrar nossa rotina, trocando uma atividade que não nos ajudaria a viver a castidade e indo à capela do Santíssimo, para adorar Jesus na Eucaristia. Também é uma boa alternativa a leitura espiritual (a leitura de livros que nos formem e que informem sobre a fé cristã).

Entre colegas, amigos ou familiares é bom cultivar hábitos e conversas castas. Evitar palavras obscenas, xingamentos, conversas que mais nos afastem da Palavra de Deus do que dela nos aproximem, e cultivar o respeito e a pureza do olhar, buscando sempre enxergar o Cristo presente nos nossos próximos.

Com esses pequenos gestos, pouco a pouco venceremos as tentações, pois, principalmente, estaremos buscando viver conforme a vontade de Deus e estaremos contando com sua graça, em Cristo. Que não esmoreçamos nessa luta cotidiana, pois, afinal, Aquele que é a nossa força nos assegura "não tenhais medo... coragem! Eu venci o mundo" (Jo 16, 33).

terça-feira, 1 de maio de 2018

[Esp] Maio, mês de Maria, nossa mãe e intercessora


A devoção a Maria é essencial a todo homem ou mulher com atração pelo mesmo sexo (AMS). Exemplo de pureza, Maria é nossa intercessora, nossa Mãe, nossa advogada, nosso abrigo. Não há batalha pela castidade que não seja vencida pela devoção a Nossa Senhora.

Mês de maio, mês de Maria, afetuosíssima Mãe dos fiéis católicos. Assim como o mês de outubro, maio é um mês dedicado a Santíssima Virgem; tendo como centro as orações dedicadas a Ela, em especial o Santo Rosário, que nos faz meditar os Mistérios de nossa Redenção.

Abaixo transcrevemos o primeiro capítulo do livro "Um mês com Maria", do padre Stefano Maria Manelli (disponível para download  na página Alexandria Católica http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2011/05/um-mes-com-maria-santissima.html), um franciscano da Imaculada, nascido em 1933 e filho de filhos espirituais de Padre Pio, do qual o menino recebeu a primeira comunhão. O livro contém uma meditação para cada dia, baseadas em escritos e histórias de santos, com pequenos votos ao final de cada uma. 

Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo.



O MÊS DE MARIA




"Eis que finalmente voltou o mês da linda Mãezinha!" Assim escreveu uma vez o padre Pio de Pietrelcina no começo do mês de Maio. É assim mesmo! Há séculos que o mês de maio é o mês de Maria por excelência, o mês da linda Mãezinha. É o mês mais lindo do ano pelo amor primaveril que o reveste; por isso é consagrado Àquela que a Igreja canta e louva como a "Toda Bela". É o mês que desabrocha perfumadas rosas no calor da ridente natureza; por isso é consagrado Àquela que a Igreja exalta como "Rosa Mística".

"Mês de maio - assim dizia o Papa Paulo VI - nós nos recordamos da alegria infantil com a qual, indo à escola, levávamos flores para o altar de Nossa Senhora; velas, cantos, orações e promessas, davam alegre expressão à nossa devoção à Maria Santíssima, que então nos aparecia como Rainha da Primavera, primavera da natureza e primavera das almas".

O mês das graças

Maio também é chamado o mês das graças e das glórias de Maria, porque nesse mês se recebem abudantes graças celebrando as glórias da Mãe e Rainha universal. Sobretudo pelos frutos espirituais que produz, o mês de maio canta as mais altas glórias de Maria, medianeira de todas as graças. São graças de todos os tipos que Ela doa amorosamente a quem celebra esse mês. Graças de progresso espiritual, de renovação de vida, de conversão; graças temporais para a saúde, para o trabalho, para os estudos, para o crescimento, para a família. Quantas graças nesse mês abençoado!

São Maximiliano Maria Kolbe, para ajudar o irmão em perigosas angústias espirituais e materiais, não achou remédio mais eficaz do que recomendar-lhe fazer o mês de maio; e lhe mandou livrinhos úteis para seguir o mês mariano dia após dia.
  
Um mês de maio por engano

Um jovem hebreu, Hermano Cohen, encontrando-se em Paris para estudar música, tinha-se dado ao jogo e á dissipação. Necessitando de dinheiro para satisfazer as suas brutas paixões, achou um emprego de tocador de órgão na Igreja de Santa Valéria, por todo o mês de maio. Nas primeiras vezes, ele tocava com total indiferença, como simples trabalhador. Mas, sem querer, estando ali, tinha de escutar os sermões que se faziam sobre Nossa Senhora. Dia a dia escutando, o seu espírito começou a perturbar-se e o seu coração a comover-se. No fim do mês de maio, pensou seriamente em se preparar para o batismo e se tornar Católico. E não muito tempo depois se fez batizar naquela mesma Igreja. Junto recebeu o dom da vocação religiosa; transformou-se em um religioso carmelitano e morreu em conceito de santidade. Quantas graças não recebeu ele por aquele mês de maio feito por acaso!

Pela Igreja Inteira

Fazer o mês de maio é, então, acumular graças, é resolver problemas ou situações dolorosas, é obter o patrocínio da Mãe divina. Por isso a Igreja, os Pontífices, os santos, recomendam tanto de celebrar, com devoção, os meses marianos. O Papa Paulo VI, em 1965, publicou uma Encíclica sobre o mês de maio para reafirmar expressamente que a Igreja o considera o mês mais fecundo de oração e de graças celestes para todas as necessidades para a Humanidade e para a Igreja: "Porque o mês de maio traz essa poderosa chamada a uma intensa e confiante oração e porque nele os nossos pedidos acham mais fácil acesso ao coração misericordioso da Virgem; foi feito uso pelos nossos predecessores escolher esse mês consagrado a Maria para convidar o povo cristão para orações públicas, cada vez que a Igreja o necessitasse ou que qualquer perigo ameaçasse o mundo!"

Façamo-lo bem

Não percamos essa grande ocasião de Graça! E procuremos fazer com que ninguém perca. Convidemos os nossos amigos e nos esforcemos a fazer nossos caros participar às funções do mês mariano. Maria não despedirá ninguém de mãos vazias. Lembremo-nos que Ela mesmo, aparecendo com as mãos que projetavam raios luminosos, disse a Santa Catarina Labouré: "Estes raios são o símbolo das graças que Eu estendo sobre as pessoas que mo pedem". E Santa Catarina, com o exemplo de São Felipe Néri, São Camilo, Santo Afonso Maria de Ligório e de tantos outros santos, queria que sobretudo o mês de maio se intensificasse a oração mariana, o humilde recurso Àquela que se assenta no "trono das graças, para obter misericórdia e achar graças na necessidade" (cf. Hb 4, 16). Aos pés de Maria achamos a fonte de todas as graças e da santidade.

Votos

- Se empenhar para levar alguém à Igreja durante o mês mariano;
- Recitar o Rosário para que muitos dediquem o mês de maio a Maria;
- Rezar a São José, para que nos ensine nesse mês de maio a amar Nossa Senhora.