quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

[Atld] Comunicado a respeito de Daniel Mattson


A RESPEITO DE DANIEL MATTSON
30 DE JANEIRO DE 2019

Fiquei arrasado ao saber, nesta segunda-feira, que uma acusação de má conduta sexual com um rapaz adolescente foi feita nas redes sociais contra o meu amigo Daniel Mattson. Dan é bem conhecido nos apostolados Courage e EnCourage, assim como na comunidade católica em geral, por falar e escrever sobre o tema das atrações pelo mesmo sexo. Embora nunca tenha sido um empregado de Courage International, Dan partilhou seu testemunho pessoal em conferências organizadas pelo Courage; no documentário Desejo das Colinas Eternas, produzido por Courage International; em numerosos ensaios e entrevistas para vários meios de comunicação; e em suas memórias, Por que não me chamo gay: como recuperei minha identidade sexual e encontrei a paz.
A má conduta alegada contra Dan Mattson envolve comunicações de natureza sexual explícita por telefone e nas salas de bate papo com vídeo pela internet há mais de catorze anos, muito antes de seu envolvimento com o apostolado Courage. Não foi alegado ter ocorrido nenhum contato físico com o jovem. Nem eu, nem meu predecessor, o padre Paul Check, recebemos qualquer acusação prévia de má conduta sexual contra Dan.
Na mesma tarde em que soube dessa situação muito perturbadora, eu imediatamente passei as informações que eu tinha para o Coordenador de Meio Ambiente Seguro da Diocese de Bridgeport (onde o escritório do Courage está localizado) e para o escritório dos Serviços de Proteção à Criança do Estado de Michigan (onde David reside), conforme exigido pela lei civil e pela política diocesana. A investigação em Michigan está em andamento. Dan Mattson não será convidado para falar ou escrever, ou para assumir quaisquer posições de liderança em nome de Courage International no futuro próximo. Eu me abstenho de fazer mais comentários a respeito desse assunto até que as autoridades civis tenham produzido uma determinação final sobre o caso.
Eu sei o quão dolorosas essas notícias serão para muitas pessoas, particularmente para aquelas que são sobreviventes de abuso em suas próprias vidas ou na vida de alguém querido. Estou rezando fervorosamente para uma resolução justa para esse assunto, e particularmente para as necessidades do homem que trouxe essa situação para a luz. Exorto a todos aqueles que estejam cientes de um incidente de má conduta sexual ou qualquer tipo de abuso envolvendo uma criança, jovem ou outra pessoa vulnerável para que contatem as autoridades civis imediatamente.




Padre Philip G. Bochanski
Diretor Executivo



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

[Tst] Testemunho de Ángel: a jornada de um jovem com AMS em direção a uma vida casta


“O Courage me deu Esperança e Fé”:


a jornada de um jovem com AMS


em direção a uma vida casta


O caminho para a liberdade e castidade é como uma escalada,
feita com amizade, fraternidade, oração e presença de Deus

Em 1980 o sacerdote John Harvey organizou em New York a primeira reunião do Courage, um apostolado católico que acompanha espiritual e fraternalmente as pessoas com sentimentos homossexuais, de forma que não vivam sozinhos, e sim com amizade e acompanhamento, suas lutas, propondo uma vida de castidade e fraternidade. O Courage propõe cinco metas que são lidas em cada reunião:

1. Viver uma vida casta de acordo com o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana acerca da homossexualidade (CASTIDADE);
2. Dedicar a própria vida à Cristo por meio do serviço ao próximo, da leitura espiritual, da oração, da meditação, da direção espiritual particular, da participação frequente da Missa e do recebimento constante dos sacramentos da Reconciliação e da Santa Eucaristia (ORAÇÃO E DEDICAÇÃO);
3. Cultivar um espírito de fraternidade no qual todos podem partilhar seus pensamentos e experiências e, assim, assegurar que ninguém venha a enfrentar sozinho os problemas da homossexualidade (FRATERNIDADE);
4. Ter em mente as seguintes verdades: que as castas amizades não são apenas possíveis como também necessárias na vivência da castidade cristã e que, no seu cultivo, elas oferecem um mútuo encorajamento (CASTAS AMIZADES);
5. Viver a própria vida de tal modo que sirva de bom exemplo para os outros (VIDA EXEMPLAR).
O Courage completou mais de 30 anos de serviço e sua sede central está localizada hoje em Bridgeport (Connecticut, USA), mas com uma presença em diversos países. Em 2005 o Courage International criou uma seção em espanhol no México e hoje tem grupos em diversos países hispânicos. Qualquer pessoa interessada que fale espanhol – na Espanha, nos Estados Unidos ou na América Hispânica – pode escrever para o e-mail consultas@courage-latino.org (México) ou para oficina@couragerc.org (para o escritório internacional em Espanhol) e será encaminhado para o grupo ou pessoa do Courage mais próximo. Na Espanha, a diocese de Toledo explorou o serviço oferecido pelo Courage, recebendo uma equipe que explicou o apostolado recentemente.
O testemunho de Ángel, que está há 10 anos no Courage
Entre aqueles que estavam na jornada pastoral em Toledo estava Ángel, o coordenador de um capítulo do Courage que se encontra na Basílica de Guadalupe, no México. Ángel participa deste apostolado há 10 anos.
Ele explicou ao ReL como ele deixou a vida gay e como foi dando passos em direção à uma vida de amizades castas, oração, sacramentos e fraternidade.
“Já na infância percebi aquela atração pelo mesmo sexo e fiquei em silêncio por medo”, ele explica. “vivi a AMS em silêncio, procurava por algum culpado, fossem meus pais ou mesmo Deus. Perguntava a Ele: por que eu? Minha família era religiosa e eu não poderia falar com eles sobre isso”.
Ao chegar à vida adulta, ele voltou-se para um estilo de vida homossexual e promíscuo. Apesar de ter ido a um psiquiatra, foi encorajado a continuar a prática homossexual.
Por cerca de 10 anos vivi uma vida promíscua, além de ser viciado em pornografia, visitando locais para ter encontros sexuais com anônimos. Durante este tempo, distanciei-me completamente da Igreja e fui experimentando outras crenças, como a Santería, a Nova Era”, ele se recorda.
Estabilidade, dinheiro, um único parceiro? Não existe o príncipe encantado
“Depois, pensei que precisava focar em apenas um parceiro, que isso me daria estabilidade. Tive um relacionamento estável por um ano, tínhamos dinheiro, um carro, um trabalho estável, um lar, vivíamos como um casal, tínhamos sexo todos os dias. E minha família já sabia de tudo. E apesar de ter tudo isso... ainda sentia-me vazio!”, ele acrescenta.
“Falava com o meu parceiro sobre o vazio que eu sentia, mas ele me dizia que ele se sentia feliz. E quando decidi deixá-lo, ele veio com agressões físicas e ameaças. Até que ele atacou-me com a intenção de matar-me e cheguei ao hospital sangrando com as feridas que ele me fez com cacos de vidro. No hospital fui resgatado por minha família, a quem havia dito: ‘não se metam em vinha vida’. Eles sempre estiveram atentos, preocupando-se comigo. Ainda que eu estivesse longe de casa, eles entravam em contato comigo e rezavam por mim. Suas orações sempre me acompanharam”.
Dei-me conta de que a vida homossexual não era boa para mim. Vi que ela também afetou a minha saúde. O vazio que senti era intenso e a vida não teve nenhum significado. O mundo homossexual fala muito sobre procurar pelo príncipe encantado. Eu o procurei por um tempo, mas não há príncipes encantados! E então eu não estava mais procurando por um companheiro, mas apenas por sexo anônimo. ‘não sei o seu nome, mas venha comigo por um momento’. Era o que eu fazia, mas vi que isso estava a me destruir.”



“Você pode me dar informação? É para um amigo...”
Há 10 anos, em janeiro de 2009, o Encontro Mundial das Famílias aconteceu no México e Ángel soube que o Courage estaria presente no encontro e poderia vê-los pessoalmente.
“Li algo sobre eles antes. Aproximei-me deles pedindo informação, dizendo que era ‘para um amigo’. Eles me convidaram a um retiro espiritual confidencial e anônimo, com a participação de rapazes que viveram aquilo, em Queretaro. Homens, poucas mulheres... e falava-se do tema de forma muito direta.”
Em alguns temas eles separavam os rapazes das moças em diferentes salas, mas muitos tópicos e conversas eram em comum. Eles nunca me disseram “isto [a atração homossexual] será removido de você’. O que eles diziam era: ‘O que a Igreja propõe é começar um processo de viver uma vida casta, de trabalhar o companheirismo, a comunidade, a partilha e dar testemunho da vida’. Parecia-me muito difícil. Ninguém falava sobre uma ‘solução imediata’ a qualquer coisa... mas me dava esperança. Então, comecei a descobrir a fé’.
Tentar, rezar... e confessar-se com profundidade.
Em seus anos de promiscuidade, não havia ido à Santa Missa, mas ele rezava em algumas ocasiões. Agora via que a proposta do Courage relativa à oração era importante. Ele decidiu tentar, rezar e ir à adoração, à Santa Missa.



“Era-me muito difícil encorajar-me à Confissão, parcialmente porque eu tinha medo de retornar, por exemplo, à pornografia. Por outro lado, porque em confissões anteriores alguns sacerdotes me deram conselhos inadequados como ‘arruma uma namorada’ ou ‘tenha apenas um namorado, mas estável’. Um sacerdote me disse: ‘não posso te dar a absolvição’. Senti-me mal, mas pensei: ‘que faço? Abandono a Igreja?’. Voltei àquele sacerdote que me levou à penitência, que me levou a uma confissão muito mais profunda, que me fez refletir bastante em minha vida. Foi uma experiência forte e decisiva”.
Há dez anos ele começou este processo e agora ele ajuda outras pessoas. “Talvez sem este processo hoje eu estaria morto, nunca se sabe”, ele reflete.
Um se responsabiliza e dá passos: os irmãos ajudam
Para começar o processo, uma pessoa tem que fazer a decisão e perseverar. Os irmãos e o capelão ajudam, acompanham com amizade, companheirismo, oração, mas cada um deve se responsabilizar por sua jornada. Mas vale à pena. “Vi que por partilhar esta jornada com outros, sem contornar as dificuldades, você cresce em compromisso e perdão (também de si mesmo). Vi em minha vida e na de outras pessoas que abrem seus corações a esta confiança que temos”.
Às pessoas que estão cansadas da vida homossexual, seu vazio e suas feridas, encorajo-as a explorar essa possibilidade, sempre com liberdade. “O Courage requer um processo pessoal, de compromisso livre, mas que dá respostas ao que a pessoa procura. Posso convidar as pessoas a viver este processo, se estão procurando ajuda. às vezes há pessoas que só querem ser escutadas: isso também está bem. É necessário respeitar os ritmos de cada um, os momentos que cada um vive. Mas há um momento quando a pessoa se dá conta deste vazio...” para todos eles, o Courage oferece castidade, amizade, fraternidade, crescimento, fé, proximidade com Deus...

(o artigo original pode ser encontrado aqui . A página brasileira do Courage é www.couragebrasil.com, e o e-mail de contato é contato@couragebrasil.com)