quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Retiro Courage Brasil - 2017

RETIRO COURAGE BRASIL - 2017





Caríssimos irmãos,


O Courage Brasil tem realizado, sendo este o quinto ano, um retiro de silêncio nos moldes dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loiola. O retiro é um momento de escuta de Deus, de revisão de vida, de confissão geral e de renovar os propósitos na busca de uma vida de santidade e castidade, bem como de luta contra a AMS (atração pelo mesmo sexo).

“(...) Assim como passear, caminhar e correr são exercícios corporais, também se chamam exercícios espirituais os diferentes modos de a pessoa se preparar e dispor para tirar de si todas as afeições desordenadas, e, tendo-as afastado, procurar e encontrar a vontade de Deus, na disposição da sua vida para o bem da mesma pessoa.” (Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais, 1ª anotação).

Este ano, nosso retiro para homens será realizado entre os dias 15 a 18 de junho, sendo o dia 15 feriado de Corpus Christi. Ele irá das 16h00 do dia 15, quinta-feira, até o almoço de confraternização do domingo, dia 18 de junho. O preço é de R$ 370,00, aí incluída hospedagem completa, com quarto privativo com banho (roupa de cama e toalhas incluídas), todas as refeições, transporte, ida e volta de um local da cidade de São Paulo (a um quarteirão de estação de metrô), a ser informado posteriormente à inscrição, até o local do retiro.


Durante o retiro, que será realizado em uma casa de retiros em Itapecerica da Serra, cidade da Grande São Paulo, haverá tempo para conversas com o padre pregador, com os padres presentes e com os conselheiros do apostolado. Por ser um retiro de silêncio, pede-se que as pessoas se abstenham do uso de celular e computadores, para ouvirem apenas aquele que deve ser ouvido: Deus. 

Pedimos ao interessados que nos contatem até o fim do mês de maio pelo e-mail: retiro@couragebrasil.com.

Perguntas comuns:

O que devo levar? Roupa para três a quatro dias (pode fazer um pouco de frio), artigos para higiene pessoal, Sagrada Escritura, um livro dos Exercícios Espirituais (caso não tenha será fornecido no local), material para anotações, terço. A casa de retiros dispõe de uma loja, na qual podem ser adquiridos produtos confeccionados no local (pães, geléias, doces, bolos, etc.) para aqueles que estiverem interessados.

Qual é o endereço da casa de retiros? A casa de retiros fica em Itapecerica da Serra. Em razão da confidencialidade dos participantes, apenas revelamos o local quando saímos de São Paulo, ou, se houver real necessidade, por e-mail.

Como devo fazer o pagamento do valor do retiro? O retiro deverá ser pago diretamente na casa de retiros, em dinheiro. Não serão aceitos cartões ou cheques.

Qual o tema do retiro? O retiro é de silêncio e seguirá os moldes dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que é o tipo de retiro mais recomendado pela Igreja. O tema é sempre a conversão, e há pregações feitas por um sacerdote, seguidas de meditações particulares. Haverá tempo de sobra para aconselhamento, seja com o padre pregador, com os padres presentes ou com os conselheiros do Courage.


Quais são os horários de saída e de retorno a São Paulo? Sairemos às 14h00 na quinta-feira, de uma estação central do metrô de São Paulo. Na quinta-feira, que é dia de guarda, teremos Missa na casa de retiros. No domingo, almoçaremos e retornamos a São Paulo, saindo da casa de retiros por volta das 14h00 também.

Posso ir de carro? Sim, se você quiser pode ir de carro ao local do retiro. Basta nos escrever informando que forneceremos o endereço e mapa.

Há algum requisito para fazer o retiro? O retiro é apenas para homens com atração pelo mesmo sexo (AMS) ou atração por ambos os sexos (AAS), com mais de 18 anos, que tenham um sincero desejo de conversão e de viver em castidade. Não é para curiosos, não é para pessoas que queiram entabular discussões diversas daquilo que ensina a Igreja Católica sobre a AMS (atração pelo mesmo sexo). Também não é um retiro de "reparação" sexual. Por isso solicitamos alguns dados antes de fazermos sua inscrição.

A confidencialidade do lugar e das pessoas que participarão são garantidas a todos.

As vagas são limitadas! Inscreva-se logo para conseguir a sua! Contamos com sua presença!

Seus irmãos em Cristo,



COURAGE BRASIL
O setor brasileiro do Courage



No silêncio e sossego é que a alma devota adianta-se na perfeição”. 
(Imitação de Cristo, 1. 1, c. 20, 6).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

[Esp] A vitória sobre si mesmo - a mortificação (V)

Quando se fala de mortificação, muitos reagem mal, dizendo: "Ah, isso é coisa de gente medieval, hoje é suficiente o amor! Jesus já sofreu o suficiente por mim?" Ora, se não fosse necessária a mortificação, São Paulo não teria dito o seguinte: "Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo em minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1, 24). Carregar a própria cruz inclui mortificar-se todos os dias, e a mortificação exterior, a seguir explicada, dá continuidade a nossos textos sobre mortificação, extraídos do livro A vida espiritual reduzida a três princípios, um clássico de autoria do Padre Maurício Meschler, S.J., que nos ajudará a entender e a praticar a vitória sobre nós mesmos.





DA MORTIFICAÇÃO EXTERIOR



1. A mortificação exterior consiste em empregarmos nossas forças morais para manter na ordem e obediência os sentidos e faculdades do corpo, a fim de nos servirmos deles segundo a razão e a consciência.

2. De um modo geral, o fim deste tipo de mortificação é nos preservar dos desvios e abusos, sempre possíveis, no emprego dos sentidos, e dispor os mesmos à prática do bem. Em outros termos, consiste em cercear tudo o que constituir perigo ou incentivo repreensível e cuja mira seja somente a satisfação própria. Abnegarmo-nos, acostumar o corpo ao que lhe parece desagradável e penoso é pratica de extrema importância. Descendo a minúcias: é necessário reprimir a curiosidade dos olhos, não lhes permitindo que tudo vejam ou leiam, mormente sem ver risco de sensualidade. Tampouco não devemos consentir em requintes no que concerne ao paladar, mas nos contentar de todo e qualquer alimento, não ultrapassar a quantidade determinada e usar de grande reserva relativamente às bebi­das. Quanto ao tato, cumpre habituarmo-nos a um trabalho sério, a um sono moderado, a suportar a fadiga e as in­tempéries das estações. Um excelente modo de disciplinar os sentidos, e isento de qualquer perigo, é observar o decoro em conformidade com a nossa condição e vocação.

3. A prática da penitência exterior requer grande prudência e moderação; não nos esqueçamos de que ela tem por fim auxiliar a natureza e nunca a prejudicar. Esse princípio nos deve servir de norma. É de grande utilidade não continuar as mesmas penitências, por um tempo pro­longado; será bom variá-las. Uma privação imposta passageiramente não acarreta, em geral, dano algum. Importa ater-lhe cada qual a um regime que não enfraque­ça as forças físicas ou intelectuais, mormente se se tratar de pessoas jovens. Pouco, porém, fielmente; dizia um santo, a propósito dessa espécie de mortificação. 

4. O primeiro motivo que nos induz a nos mortificarmos é a condição atual de nosso corpo e o seu pendor para o mal.

Conforme a doutrina cristã, após a queda primitiva, tornou-se ele uma potência do mal, um instrumento de pecado. A Sagrada Escritura denomina-o simplesmente um “corpo de pecado” (Rom. VI, 6), “uma lei de pecado” (Rom VIII, 23) e ajunta que a carne combate contra o espírito (Gal. V,17). Eis por que S. Paulo castiga o corpo (Cor. IX, 27) e apresenta a penitência própria como testemunho de sua missão apostólica. A concupiscência, que constitui pecado, reside propriamente na alma; mas esta forma com o corpo um único e mesmo ser, e, consequência dessa estreita união, o que se passa nos sentidos repercute no espírito e se torna pecado, pelo consentimento da vontade.

Quem ignora a perturbação e o dano que pode causar um olhar imprudente? É pelos sentidos que a maior parte das tentações se introduz na alma. Discipliná-los equivale a desarmar o demônio e furtar-se o homem à tentação. A penitência tem por alvo tirar ao corpo, não somente uma passividade ou excitabilidade demasiadas relativamente as impressões dos sentidos, mas, também, comunicar-lhe, de outro lado, facilidade, agilidade, disposição e perseverança para operar o bem, subtraindo-o à morosidade e indecisão, à timidez, à indolência, e o mobiliza na consecução dos bons propósitos. O melhor meio de conseguir esses resultados é a mortificação dos sentidos. Até o espírito tira proveito da penitência imposta ao corpo. O tratamento pouco lisonjeiro que ele deve infligir à carne lembra-lhe constantemente a própria fraqueza e inclinação ao mal. Perde assim o orgulho, causa funesta de todas as faltas, e evita as ocasiões de pecado. Adquire força contra a sensualidade, assim como o fervor, o ânimo, a alegria, o gosto da oração. Pela prática da penitência exterior que consiste, em suma, na mortificação corporal, o espírito reanima-se e, como águia, renova sua juventude. Das profundezas da terra eleva-se ele às alturas da pátria celestial.

5. Enfim, a mortificação nos é recomendada por todos os santos, até os mais brandos e amoráveis; aliás, eles apenas reproduzem a doutrina do Salvador. Praticavam as austeridades com o rigor que as circunstâncias e as respectivas vocações o permitiam.

Certamente, está na essência do cristianismo dar o maior apreço à mortifica­ção exterior, rejeitá-la é desistir o homem de se tornar espiritual.