sábado, 26 de setembro de 2020

[Atld] Courage Internacional: 40 anos "fazendo o trabalho de Deus"




 

COURAGE INTERNACIONAL


40 ANOS
“FAZENDO O TRABALHO DE DEUS”

 

O que é o Courage?  – O Courage é um apostolado internacional da Igreja Católica que oferece apoio espiritual e fraternal a pessoas com atração pelo mesmo sexo (homossexuais) que queiram viver castamente segundo os ensinamentos da Igreja.

 

Dirigido por sacerdotes e composto de leigos e leigas católicos, o Courage, orientado pelos princípios constantes na “Carta aos bispos sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais” da Congregação para a Doutrina da Fé (1986), possui ferramentas necessárias para que os homens e as mulheres que pertencem ao apostolado conheçam-se a si mesmos, compreendam-se e possam viver castamente e trilhar o caminho da perfeição cristã, como todo filho de Deus.

 

História – O cardeal Terence Cooke, arcebispo de Nova York, ciente e angustiado com o abandono em que se encontravam os católicos com atração pelo mesmo sexo, concebeu o Apostolado como uma resposta à necessidade pastoral destas pessoas. O Padre John Francis Harvey, OSFS, teólogo moral e psicólogo com grande experiência pastoral junto a pessoas homossexuais, iniciou o Courage, cujo primeiro encontro ocorreu no dia 26 de setembro de 1980, na Shrine of Mother Seton, South Ferry.

 

Em 2005, o Courage expandiu sua atuação para a América Latina, o Courage Latino, dirigido desde então pelo cisterciense Padre Buenaventura Wainwright. No Brasil, o trabalho chegou em 2011, graças à iniciativa de alguns leigos e o apoio e incentivo do Padre Buenaventura que, com solicitude paternal, percebeu a necessidade do Apostolado junto aos brasileiros e lusofalantes.

 

Importância – Homens e mulheres com o desafio da atração pelo mesmo sexo sempre existiram em nosso meio; com o advento da Revolução Sexual, a homossexualidade ganhou visibilidade no cenário social. Para os católicos que sentem atração pelo mesmo sexo ouvir a Igreja e traçar seu caminho de santidade, é reconhecer-se diante de uma questão que ainda precisa de muitas respostas, pois a jornada em busca da castidade cristã para pessoas com tendências homossexuais, por muito tempo, foi relegada a uma estrada por conta própria, com pouco ou nenhum auxílio e apoio nas suas paroquias, movimentos e associações laicais para orienta-los nos desafios próprios de sua jornada.  Neste sentido disse sabiamente o papa São Joao Paulo II: “o Courage está fazendo o trabalho de Deus” resgatando almas para Deus de centenas de pessoas que, por falta do auxilio necessário, estavam reféns de vícios como pornografia, masturbação, sexo anônimo entre outras mazelas.

 

Estruturado com base em três pilares – o grupo de apoio, a sólida espiritualidade católica e a camaradagem –, que se expressam nas 5 metas: castidade, oração e dedicação, fraternidade, castas amizades e bom exemplo, o Courage auxilia seus membros a viverem vidas plenas de santidade e alegria, em comunhão um com o outro e no corpo místico de Cristo, a Igreja.

 

Assim, o trabalho do Courage é fundamental porque as pessoas com atração pelo mesmo sexo enfrentam desafios próprios à sua condição e não bastam apenas as orientações constantes no Catecismo da Igreja Católica, elas precisam ser acompanhas e apoiadas na sua jornada com mecanismos que atendam às suas necessidades pastorais.

 

Por isso, comemorar os 40 anos é tão importante; pois no dia 26 de setembro de 1980 foi acesa no coração dos católicos que enfrentam atração pelo mesmo sexo a esperança de que era possível viver vidas castas e trilhar resolutamente o caminho da santidade cristã recebendo o auxilio certo e necessário. 

 

Queremos celebrar essa corrente de graças que nasceu no seio da Igreja e tem dado tantos frutos de vida e pedir que Deus continue resgatando mais e mais almas para viverem vidas plenas de Deus e de verdadeira alegria cristã.

domingo, 13 de setembro de 2020

[Esp] Olhe para Jesus!



Olhe para Jesus!

 


Há uma frase da Serva de Deus, Madre Maria José de Jesus, que eu lia especialmente nos momentos de minhas tentações relacionadas à atração pelo mesmo sexo (AMS), e confesso que preciso voltar a ler novamente para que me auxilie a combater outras tentações:

"Não olhes para ti. Olha para o céu, para Jesus, para Maria, para o sacrário".

Essa frase de Madre Maria pode ser estreitamente relacionada ao que contém o Capítulo 9, Parte IV, da Introdução à Vida Devota ou Filotéia, de São Francisco de Sales, um dos livros mais utilizados pelo Courage no Brasil. Nele o santo recomenda, em um de seus trechos, que olhemos para Deus (de forma especial, para Jesus Crucificado), a fim de nos concentrarmos em Seu amor, nas virtudes, e exercitarmos o amor a Ele.

Não é segredo que todos nós costumamos oscilar entre a entrega ao pecado e o desespero. A verdadeira motivação que deveríamos ter para fugir sempre do pecado é o desejo de estar sempre na amizade com Deus e de nunca a perder, ou ao menos de a restaurar logo que tenha sido abalada por causa de nossas quedas. Se evitamos o mal apenas para nos “sentirmos perfeitos”, de um modo puritano, certamente em algum momento cairemos, por conta de nosso orgulho; entraremos em pânico, correndo até o risco de abandonarmos tudo, mesmo a Fé, devido à frequência de nossas quedas, que ainda nos assustam e espantam.

Não posso deixar de citar aqui, finalizando, dois versículos anotados no mesmo papel no qual está escrita a frase da Madre que me motivou a escrever este texto:

"Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado."

(Hb 12,4)

"Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras."

(Ap 2,4-5)

 


(texto de M.M.)