quinta-feira, 29 de julho de 2021

Especialistas Afirmam: Crianças “Transgênero” Precisam do Amor e da Verdade

 

Especialistas Afirmam:
Crianças “Transgênero” Precisam do Amor e da Verdade

 

A Conferência Internacional do Courage e do Encourage enfrenta uma questão difícil.


Da esquerda para a direita:
Diácono Patrick Lappert, um médico que serve como capelão do Courage,
o Bispo Carl Kemme e o Bispo John LeVoir (Foto Cortesia/Courage)


Existem boas notícias para os pais católicos e outros que lidam com alguém que se identifica como transgênero em sua família.

É o que disseram vozes de liderança católica sobre as polêmicas questões de identidade de gênero, na Conferência Internacional do Courage e EnCourage, que ocorreu neste mês de julho no campus da Faculdade Beneditina de Atchinson, Kansas.

“Se você acaba de saber que seu filho(a) se identifica como LGBTQ+, você não está sozinho”, disse a organização via Twitter ao iniciar sua Conferência de três dias em 15 de julho.

O Courage trabalha com homens e mulheres que sentem atração por pessoas do mesmo sexo e que compartilham cinco metas: castidade, oração, companheirismo, apoio mútuo e ser bom exemplo aos demais. O EnCourage trabalha com famílias de pessoas “LGBT”, oferecendo espiritualidade, informação, auxílio para relacionamentos, assistência e testemunhos.

Líderes desta organização de 41 anos e palestrantes nacionais que participaram da conferência sentaram-se conosco (os jornalistas) para discutirmos exatamente o que as famílias deveriam fazer quando uma criança questiona o seu sexo biológico.

Seu conselho encontrou ouvidos em palestras aos mais de 700 participantes da Conferência, incluindo os 480 que integraram sua modalidade on-line, representando os 5 continentes, mais de 20 países e quase todos os estados dos Estados Unidos da América.

A prevenção positiva é a primeira tarefa das famílias católicas, diz o diretor executivo do Courage, padre Philip Bochanski.

“A cultura dos nossos tempos traz a ideia de que podemos ser do sexo que não somos, primeiramente porque não entendemos o que há de bom no sexo a que pertencemos”, afirmou. “Fale corajosamente sobre o que significa ser um homem, por que é bom ser uma mulher, e o modo que os sexos se complementam de uma maneira benévola, sendo bons um para o outro”.

O tema da conferência deste ano, “São José: Modelo de Amor Corajoso”, concedeu aos seus palestrantes a oportunidade de abordar a complementaridade dos sexos.

O bispo emérito John LeVoir, de New Ulm, Minnesota - um dos 4 bispos presentes - apontou, “o vínculo entre José e Maria é o que Nosso Senhor presenciou. Essa é a formação que ele experimentou. Nós podemos apreciar de fato essa formação”.

Greg Bottaro prosseguiu aprofundando no tema. O diretor do Instituto de Psicologia CatholicPsych disse aos presentes que toda família precisa de um pai e uma mãe. “Todos nós precisamos de Jesus”, frisou, “e todos precisamos do pai e da mãe de Jesus”.


Gregg Bottaro discursa durante uma sessão
da Conferência Internacional do Courage

O tema entusiasmou os participantes. “Eu vou à Conferência do Courage anualmente, para renovar-me espiritualmente e me reunir com a família” disse Garrett (que não quis identificar seu sobrenome), um membro da célula de Washington, D.C, do Courage. “Mas na conferência deste ano eu também cheguei a conhecer melhor meu pai espiritual, o Glorioso São José”.

 

O Que Dizer a Uma Criança

 

Mas o que farão o pai e a mãe quando uma criança flerta com a ideia de ser transgênero? O rol de especialistas presente na conferência apresentou conselhos incisivos.

“O ponto inicial é o que São Paulo disse aos Efésios: Diga a verdade com amor”, disse o padre Bochanski.

“Você não deve usar a verdade como porrete”, afirmou. “Não se torne deliberadamente agressivo ou provocativo. Mantenha a comunicação na família, o que inclui não apenas comunicar-se com o ente querido que está passando por disforia de gênero, mas com o restante da família”.

O que você disser significará muito, disse o diácono e doutor em medicina Patrick Lappert, capelão do Courage e cirurgião de plásticas reconstrutivas no Alabama. O diácono passou 24 anos na marinha americana como cirurgião reconstrutivo, exercendo a mesma profissão por 15 anos como civil.

Com crianças pequenas, “se você demonstra amor enquanto insiste na verdade, mais de 80% delas entenderão. Se você der mensagens de afirmação, 100% delas vão persistir. O que a família diz é de importância crucial”.

Mary Rice Hasson, do Centro de Ética e Políticas Públicas, fundou o Projeto Pessoa e Identidade em Washington, D.C., para ajudar pais a lidar com esses tipos específicos de questão.

Hason reiterou que, ao falar com uma criancinha com crise de identidade de gênero, é preciso estar atento para perceber a quem a criança está dando atenção. Às vezes é a um conselheiro, ou um professor, mas provavelmente alguém está influenciando-a.

“À criança foi dada essa rota como um suposto caminho da felicidade”, ela disse. “Os menores estão aprendendo e vão sentir-se livres pra dizer coisas como ‘meus pais são transfóbicos’. Uma coisa que é importante aos pais é afirmar para a criança que vocês a amam”.

Mas os pais devem esperar uma alarmante e incômoda resposta das vozes promovendo o transgenderismo, constataram os palestrantes. “Você quer um filho vivo ou uma filha morta?”, é o tipo de mensagem que eles direcionam aos pais.

Muitas vezes, os pais creem precisar responder com a mesma intensidade. Não é aconselhável, diz Hasson.

“Remova a questão da urgência da conversa. Diga: ‘Vamos pensar'". “Resista ao plano que eles estão empurrando às crianças. É como um ‘script’ que muitas dessas crianças têm. Para quebrar tal dinâmica, os pais que foram bem sucedidos disseram: 'Espere um pouco.' "

Um bom tema para se conversar é falar sobre saúde física, diz Hasson. Será preciso antes achar um pediatra de confiança.

Mas, conforme o diácono Lappert, “o que você diz aos pais e aos entes queridos tem muito a ver com a idade da pessoa a quem você se dirige”.

“Quando a criança chega à adolescência ou vira um jovem adulto” a estratégia é diferente, disse ele. Por exemplo, talvez não seja necessário reafirmar em que você acredita. “Presumivelmente, eles já o sabem. Nesse momento, coloque tudo de lado e foque no relacionamento com eles”, disse. “As pesquisas apontam que, quando o relacionamento com os pais é mantido, o mau comportamento sexual diminui”.

 

Entenda o Plano de Fundo

 

O diácono de Alabama disse que, lidando com qual seja a idade, é importante conhecer os dados científicos.

“Os opositores vão afirmar ter a ciência a seu lado, mas o que eles realmente têm é o nível mais rasteiro de evidências científicas”, afirmou. “A literatura internacional está demonstrando exatamente o oposto. O Hospital da Universidade Karolinska em Estocolmo abandonou os bloqueadores de puberdade”, exemplificando, conjuntamente com a Holanda, a Finlândia e a Alta Corte de Londres.

O que é importante é dirigir-se não apenas aos sintomas, isto é, a disforia em si, mas às feridas por trás delas, disse Hasson.

O transgenderismo é “socialmente contagioso para algumas crianças em especial porque elas são vulneráveis e tem problemas preexistentes. Elas já possuem complexo de inferioridade”, disse, citando um estudo mostrando que pessoas jovens com disforia de gênero possuem altos índices de trauma emocional e abuso físico ou mesmo sexual, em casa ou fora.

Para esses indivíduos feridos, a comunidade "LGBTQ" oferece uma nova página em suas vidas.

“Não é apenas uma modinha para estudantes do Ensino Médio, embora exista um pouco disso”, disse Hasson. “É algo que traz um apelo tremendo a um coração machucado: ‘eu posso ter um futuro que vale a pena. Eu posso conseguir me afirmar’”.

“As pessoas passam por um isolamento radical vivendo no mundo em que nós vivemos”, disse o diácono. “Existe um desejo profundo por viver em comunidade. O tratamento transgênero oferece esperança. Nós dizemos a eles que vamos afastar a dor de estarem socialmente isolados”. Mas então a verdade do programa se revela, com os bloqueadores de puberdade, depois as cirurgias estéticas e a mudança facial. “Apesar de tudo, dentro de 5 a 7 anos, há um retorno da taxa de suicídio para os 40% iniciais, o que é 19 vezes a taxa de suicídio da população mundial”.

Tudo retorna a São José, disse o padre Bochanski. O santo encontrou a felicidade não servindo aos seus desejos, mas servindo a Jesus e a Maria.

“Nós tornamo-nos quem somos somente quando nos doamos”, afirmou. “É o dom de si que nos mostra quem realmente somos”.



TOM HOOPES
é um escritor que reside no Benedictine College em Kansas.

 

O texto original pode ser encontrado aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

[Esp] São José Moscati - Médico e Leigo Celibatário

 

SÃO JOSÉ MOSCATI

MÉDICO E LEIGO CELIBATÁRIO





 

José Moscati era de uma família ilustre e muito rica. Seu pai, Francisco, era presidente do Tribunal de Justiça e sua mãe, Rosa de Luca, pertencia à nobreza. Ele nasceu na cidade de Benevento, Itália, no dia 25 de julho de 1880, e foi batizado em casa num dia de festa, a de santo Inácio de Loyola.

Em 1884, seu pai foi promovido e mudou-se para Nápoles com a família. Lá, o pequeno José fez seu primeiro encontro com Jesus eucarístico, aos oito anos. Naquele dia, foram lançadas as bases de sua vida eucarística, um dos segredos da sua santidade. Devoto de Maria e da Eucaristia, com apenas dezessete anos obrigou-se ao voto de castidade perpétua. Ativo participante da vida paroquial, participava da missa e comungava diariamente. Sua generosidade e caridade eram dedicadas aos pobres e doentes, especialmente aos incuráveis.

Quando seu irmão Alberto passou a sofrer de epilepsia, José passava várias horas cuidando dele. Foi então que decidiu seguir os estudos de medicina. No ambiente universitário, Moscati destacou-se pelo cuidado e empenho e, em 1903, recebeu doutorado de medicina com uma tese brilhante. Desde então, a universidade, o hospital e a Igreja se tornaram um único campo para suas atividades. Tornou-se médico do Hospital dos Incuráveis, onde logo ganhou admiração e o prestígio no domínio científico. Mas o luto atingiu Moscati, quando, em 1904, seu irmão Alberto morreu.

A reputação de Moscati como mestre e médico era indiscutível. Por isso foi nomeado, oficialmente, médico responsável da terceira ala masculina do Hospital dos Incuráveis, justamente a ala daqueles doentes pelos quais ele se empenhava e trabalhava com afinco.

No dia 12 de abril de 1927, como de hábito, depois de ter participado da missa e recebido Cristo eucarístico, foi para o hospital. Voltou para casa à tarde e, enquanto atendia os pacientes, sentiu-se mal e pouco depois morreu serenamente. A notícia de sua morte espalhou-se imediatamente e a dor se espalhou pela cidade.

No dia 16 de novembro de 1975, o papa Paulo VI proclama José Moscati bem-aventurado. A devoção a Moscati vai aumentando cada dia mais. As graças obtidas por sua intercessão são muitas.

De 1o. a 30 de outubro de 1987, em Roma, houve a VII Assembléia do Sínodo dos Bispos, cujo tema era: "Vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, vinte anos após o Concílio Vaticano II". José Moscati foi um leigo que cumpriu sua missão na Igreja e no mundo. No Sínodo, após longos exames, a Igreja comunicou que ele seria canonizado, como um homem de fé e caridade, que assistia e aliviava os sofrimentos dos incuráveis.

No dia 25 de outubro de 1987, na praça São Pedro, em Roma, o papa João Paulo II colocou, oficialmente, José Moscati entre os santos da Igreja.

Sua festa litúrgica foi indicada para o dia 12 de abril. Seu corpo repousa na igreja do Menino Jesus, em Nápoles, Itália.

(Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br)